Levantamento mostra que o desejo de emigrar cresce entre jovens, revela destinos preferidos no exterior e contrasta com o otimismo moderado sobre a Copa do Mundo de 2026
O desejo de deixar o Brasil e buscar oportunidades no exterior tem ganhado força entre os brasileiros, especialmente entre os mais jovens. De acordo com o 18º levantamento do Observatório Febraban, 40% da população afirma ter interesse em emigrar, enquanto 57% dizem não considerar essa possibilidade. A pesquisa ouviu 3 mil pessoas, nas cinco regiões do país, entre os dias 15 de novembro e 2 de dezembro, oferecendo um retrato abrangente das percepções atuais sobre o futuro no Brasil.
A informação foi divulgada pelo Observatório Febraban, conforme levantamento nacional divulgado na última quinta-feira (18), apontando uma mudança relevante no comportamento social, sobretudo quando analisada sob o recorte geracional. Embora o país mantenha fortes vínculos culturais e simbólicos, o desejo de morar fora surge como reflexo de fatores econômicos, sociais e de expectativa de qualidade de vida.
Interesse em emigrar varia conforme a geração e atinge pico entre jovens adultos
Segundo os dados do levantamento, o interesse em morar fora do Brasil varia significativamente conforme a faixa etária. Entre os integrantes da Geração Y, formada por pessoas nascidas entre 1980 e 1995, o índice chega a 50%, representando o maior percentual entre todos os grupos analisados. Logo atrás aparece a Geração Z, composta por nascidos entre 1995 e 2010, com 44% demonstrando desejo de sair do país.
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Em contrapartida, o interesse diminui entre os grupos mais velhos. Na Geração X, formada por brasileiros nascidos entre 1965 e 1981, o percentual cai para 35%. Já entre os Baby Boomers, nascidos entre 1946 e 1964, apenas 25% afirmam considerar a emigração. Esses números indicam que, quanto mais jovem a geração, maior é a propensão a buscar oportunidades fora do território nacional.
Esse contraste geracional reforça a percepção de que os mais jovens enxergam o exterior como uma alternativa viável para crescimento profissional, estabilidade financeira e melhores condições de vida, enquanto gerações mais antigas tendem a manter raízes mais consolidadas no país.
Europa lidera preferência entre destinos e EUA aparecem como principal país isolado
Entre os brasileiros que manifestaram intenção de deixar o país, as preferências se concentram majoritariamente em países ocidentais, especialmente aqueles que já abrigam grandes comunidades brasileiras. A Europa surge como o continente favorito, concentrando 60% das menções. Dentro desse grupo, Portugal lidera com 22%, seguido por Itália (12%), Espanha (8%), Inglaterra (7%) e Suíça (6%).
Na América do Norte, os Estados Unidos aparecem como o país mais citado, com 37% das preferências, ocupando a liderança isolada entre os destinos individuais. O Canadá surge em seguida, com 9% das menções. Já na Ásia, embora com menor representatividade, Japão (5%) e China (4%) também aparecem entre os destinos citados pelos entrevistados.
Esses dados revelam não apenas uma busca por melhores condições econômicas, mas também uma preferência por países que oferecem maior facilidade de adaptação cultural, oportunidades de trabalho e redes de apoio já estabelecidas.
Mesmo com desejo de emigrar, brasileiros mantêm otimismo moderado com a Copa do Mundo de 2026
Apesar do crescimento do interesse em emigrar, o levantamento também avaliou a percepção dos brasileiros sobre a Copa do Mundo de 2026, revelando um sentimento de otimismo moderado. Desde a última conquista em 2002, o Brasil não venceu o torneio, mas ainda assim o futebol segue como um dos principais símbolos do país no exterior, citado por 26% dos entrevistados.
Quando questionados sobre as chances da seleção, 43% afirmaram que o Brasil tem alguma chance de conquistar o título, enquanto 21% acreditam que o país tem muita chance, apoiando-se no histórico vitorioso da seleção. Por outro lado, 31% dos entrevistados se mostraram mais céticos, afirmando que o Brasil não tem chance de ser campeão na próxima edição do torneio.
Esse contraste evidencia uma relação curiosa: ao mesmo tempo em que cresce o desejo de deixar o país, permanece um vínculo emocional forte com símbolos nacionais, como o futebol, que continuam alimentando expectativas e esperanças coletivas.
Diante desse cenário, o desejo de deixar o Brasil reflete apenas uma fase de insatisfação ou indica uma mudança definitiva na forma como os brasileiros, especialmente os mais jovens, enxergam o futuro do país?
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