Uma equipe de sismólogos detalhou a estrutura sob o Havaí, a 2900 quilômetros de profundidade, e indicou um núcleo de ferro e rocha sólida que pode estabilizar o ponto quente e influenciar o tabuleiro do Pacífico
Abaixo do Havaí, uma massa colossal escondida perto do limite entre manto e núcleo ganhou contornos mais claros. O sinal principal é direto: o material parece sólido e rico em ferro, não uma região mole e parcialmente derretida.
Esse detalhe muda a leitura do que mantém o ponto quente havaiano ativo por tanto tempo. Em um cenário de disputas e presença no Pacífico, qualquer fator que sustente uma engrenagem geológica estável ajuda a explicar por que o arquipélago permanece como referência fixa no mapa.
A mancha fica perto do núcleo a 2900 quilômetros e altera o caminho das ondas sísmicas
A estrutura está no fundo do manto, encostada no limite com o núcleo, a cerca de 2900 quilômetros da superfície. Nessa profundidade, ondas sísmicas desaceleram de forma intensa, criando uma assinatura rara e valiosa.
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Essas regiões são conhecidas por concentrarem grandes anomalias do interior da Terra. Elas aparecem com frequência perto de áreas vulcânicas persistentes, como as associadas ao Havaí.
Ferro em alta sugere uma peça rígida que ajuda a manter o ponto quente no lugar
A presença de ferro indica um material mais condutor de eletricidade e calor. Na prática, isso favorece a condução térmica e ajuda a manter a coluna de material quente mais concentrada e duradoura.
Com isso, o ponto quente tende a ficar mais ancorado, em vez de se espalhar ou perder força com facilidade. O efeito é de estabilização, algo que dá continuidade ao motor que alimenta a formação das ilhas.
Método combina ondas P e S e melhora a visão do que existe nas profundezas
O mapeamento se apoia em sinais de terremotos que atravessam o planeta. Antes, a leitura dependia mais de ondas de compressão, o que limitava o nível de detalhe.
A abordagem usada também incorpora ondas de cisalhamento, que acrescentam informação sobre como o material reage a movimentos diferentes. Essa combinação permitiu um retrato mais fiel do que faz as ondas desacelerarem naquela zona.
A hipótese de material derretido perde força com a nova leitura
O resultado aponta para rocha sólida em vez de uma área com grande proporção de fusão. Isso enfraquece a ideia de que a mancha funcionaria como uma espécie de reservatório pegajoso e parcialmente líquido.
Ao trocar a imagem de material derretido por uma estrutura rígida e rica em ferro, a interpretação passa a privilegiar estabilidade e persistência, dois fatores que mudam a leitura estratégica do Pacífico.
Segundo Live Science, site de notícias de ciência e tecnologia, a estrutura pode ser vestígio antigo e ajuda a explicar a persistência do Havaí
A origem possível inclui restos de fases muito antigas do planeta, como a cristalização de um oceano de magma na base do manto ou material fundido que voltou a recristalizar após episódios de fusão no passado.
Também existe a chance de variações entre essas grandes manchas ao redor do mundo. Algumas podem estar ligadas ao afundamento de crosta oceânica rica em água nas profundezas, enquanto outras podem envolver influência de material do próprio núcleo.
Nem todas as manchas profundas são iguais e isso muda o mapa de influência geológica no Pacífico
A diferença entre manchas pode definir como cada ponto quente se comporta e por quanto tempo permanece ativo. Onde o motor é mais estável, o vulcanismo tende a manter uma assinatura longa no território.
No Pacífico, isso significa que certas áreas seguem operando como referências fixas, enquanto outras podem mudar de intensidade ao longo do tempo, reposicionando a leitura de presença e influência no tabuleiro.
A ideia central é simples e pesada: uma peça profunda, sólida e rica em ferro, pode ajudar a manter o ponto quente do Havaí por mais tempo. Isso sustenta uma cadeia vulcânica que segue desenhando o arquipélago no mapa.
Quando a base é rígida e eficiente em conduzir calor, o sistema fica mais localizado e persistente. Esse tipo de detalhe mexe com o Pacífico e muda a leitura estratégica.

2900km… tem certeza disso? Eu tenho dúvidas. Qual a maior profundidade dos oceanos?
Impossível!!! A terra tem 12740km de diâmetro. Com certeza são 2900m!!!
Vdd hj em dia todo mundo q ser cientista ele e petrologo?