Avaliação militar esquecida reacende disputa entre Saab e Lockheed Martin enquanto governo canadense revê acordos estratégicos e impacto econômico
O conteúdo a seguir apresenta uma análise aprofundada dos resultados de uma avaliação militar dos Estados Unidos que classificou o caça F-35 muito acima do Gripen E, além de explorar os efeitos políticos, estratégicos e econômicos dessa comparação para o Canadá. A informação veio à tona após divulgação feita pela Radio-Canada, conforme relatado no artigo original publicado pelo portal Airway.
A disputa entre os caças F-35 e Gripen E voltou ao centro do debate militar global porque o governo canadense está avaliando se confirma o pedido da Força Aérea Real Canadense por 88 aeronaves F-35 ou se reconsidera uma oferta alternativa com os suecos da Saab. A revelação do relatório do Pentágono reacende discussões sobre defesa, soberania e investimentos bilionários.
F-35 obteve 57,1 pontos; Gripen E marcou 19,8 em teste do Pentágono
Em 2021, o Departamento de Defesa dos EUA conduziu uma extensa avaliação comparativa entre os dois caças para entender a eficácia de cada plataforma frente a ameaças militares modernas. O documento, mantido fora do debate público até agora, mostrou que o F-35 atingiu 57,1 pontos de um total possível de 60, equivalente a 95% de performance, enquanto o Gripen E somou apenas 19,8 pontos, ou cerca de 33% de eficácia.
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A diferença, considerada “humilhante” por analistas canadenses entrevistados pela imprensa do país, surpreendeu até especialistas que já esperavam uma vitória do F-35, uma aeronave de 5ª geração com capacidades furtivas, sensores avançados e integração total em cenários de guerra modernos. Mesmo assim, poucos imaginavam uma margem tão grande sobre o Gripen E, que pertence à categoria 4.5 geração.
| Categoria Avaliada | Peso na Avaliação (%) | F-35 — Desempenho (%) | Gripen E — Desempenho (%) | Pontuação Final do F-35 (em 60 pts) | Pontuação Final do Gripen (em 60 pts) |
|---|---|---|---|---|---|
| Desempenho em Missão | 52 | 97 | 22 | 30,264 | 6,864 |
| Capacidade de Atualização | 28 | 100 | 28 | 16,800 | 4,704 |
| Sustentação (Manutenção e Operação) | 11 | 85 | 81 | 5,610 | 5,346 |
| Critérios Técnicos | 6 | 86 | 55 | 3,096 | 1,980 |
| Entrega de Capacidade | 2 | 67 | 54 | 0,804 | 0,648 |
| Totais Aproximados | 99 | — | — | ≈56,57 / 60 | ≈19,54 / 60 |
Segundo a Radio-Canada, o relatório comparou desempenho em múltiplos cenários, incluindo sobrevivência em combate, capacidade de resposta a ameaças e potencial de superioridade aérea.
Saab rebate e afirma que Gripen E é mais simples, mais barato e mais fácil de manter
Logo após a repercussão, a Saab apresentou sua posição, reforçando que, embora o desempenho bruto do Gripen E seja mais modesto, o caça sueco oferece vantagens importantes: manutenção simplificada, custos operacionais mais baixos e um sistema de atualização modular que permite incorporar melhorias mais rapidamente.
O governo do Canadá, no entanto, já possui um pedido inicial de 16 jatos F-35 pagos, mas ainda precisa confirmar os demais lotes até atingir o total de 88 unidades. Essa decisão depende diretamente do impacto econômico que o contrato trará para o país, além das necessidades estratégicas da Força Aérea Real Canadense.
A Lockheed Martin, por sua vez, promete benefícios industriais superiores a US$ 15 bilhões ao longo do programa, elemento decisivo em negociações de grande porte no setor de defesa.
Decisão canadense envolve pressão política, indústria local e guerra de narrativas
As autoridades canadenses afirmam estar reavaliando os impactos econômicos, industriais e estratégicos da escolha final. Permanecem em discussão, por exemplo, contrapartidas industriais, transferência de tecnologia e participação da indústria nacional — incluindo negociações com a Bombardier.
Caso a Lockheed Martin não amplie o pacote de benefícios, o Canadá ainda pode reconsiderar uma oferta alternativa com a Saab, que discute a instalação de uma linha de montagem do Gripen E em território canadense. Essa possibilidade agradaria parte dos setores industriais do país e aumentaria a autonomia local.
No entanto, a enorme diferença de desempenho registrada no relatório do Pentágono adiciona pressão política ao governo, já que optar por um caça que marcou apenas 33% em comparação ao rival pode ser explorado pela oposição, gerando desgaste interno.
O dilema canadense demonstra como grandes programas de defesa vão muito além de números de performance: envolvem diplomacia, geopolítica, empregos, alianças militares e, neste caso, bilhões de dólares.

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