Startup americana Varda Space recebe US$ 187 milhões para acelerar produção de remédios em microgravidade e expandir operações fora da ISS
A Varda Space Industries, empresa dos Estados Unidos, levantou US$ 187 milhões em sua rodada mais recente de financiamento. O anúncio foi feito em um comunicado à imprensa na quinta-feira, 10 de julho. Com isso, o total arrecadado pela empresa chega a US$ 329 milhões. O foco da Varda Space é a fabricação de medicamentos em ambiente de microgravidade.
A rodada foi liderada pela Natural Capital e pela Shrug Capital. Também participaram investidores como o bilionário Peter Thiel, a Lux Capital e o Founders Fund.
Segundo a empresa, a nova injeção de recursos ajudará a acelerar o desenvolvimento de medicamentos que seriam impossíveis de produzir na Terra.
-
Por mais de 400 anos, marinheiros relataram cruzar um oceano que brilhava no escuro como neve, sem ondas e sem reflexos, apenas um brilho uniforme se estendendo até o horizonte, e em 2019 um satélite registrou o fenômeno cobrindo mais de 100.000 km² por mais de 40 noites seguidas ao sul de Java, mas os cientistas ainda não sabem exatamente o que desencadeia o processo
-
Japão vira referência com processo genial que recicla 100 toneladas de plástico por dia usando técnica que remove contaminantes, sensores ópticos que separam PP e PE em segundos e linhas industriais que transformam toneladas de resíduos em paletes reutilizáveis.
-
China criou máquina ‘impossível’ que muda a agricultura ao combinar drones, tratores autônomos com navegação centimétrica, sensores e inteligência artificial
-
A cidade flutuante movida a 2 reatores nucleares que abandona o vapor, usa campos eletromagnéticos para lançar aeronaves ao céu e inaugura uma nova era dos porta-aviões de guerra
Microgravidade para criar novas formulações
A Varda Space afirma que os ambientes espaciais permitem uma cristalização diferente dos materiais farmacêuticos.
Esse processo pode resultar em medicamentos mais eficazes ou estáveis. A empresa acredita que as condições de microgravidade possibilitam novas formulações que não seriam viáveis em solo terrestre.
Um exemplo citado envolve um estudo anterior da farmacêutica Merck. Em 2023, a empresa conduziu uma pesquisa na Estação Espacial Internacional que mostrou uma versão mais estável do pembrolizumab, ingrediente do remédio contra câncer Keytruda.
Durante sua primeira missão, chamada W-1, a Varda conseguiu cultivar cristais do medicamento anti-HIV ritonavir.
O experimento ocorreu a bordo de uma nave que orbitava a Terra em baixa altitude. A empresa destaca que foi a primeira vez que esse tipo de processamento foi feito fora da Estação Espacial Internacional (ISS).
Fabricação em massa de medicamentos está nos planos
A startup também já está de olho na produção em maior escala. Segundo o cofundador Delian Asparouhov, os veículos atuais da empresa são capazes de trazer de volta à Terra cerca de 50 quilos de ingrediente farmacêutico ativo.
Ele afirma que, em alguns casos, isso equivale a um lote completo de produção trimestral.
De acordo com a Varda Space, o conceito de “produção em massa” não exige naves maiores. O modelo atual já atende a necessidade de determinados medicamentos com alto valor agregado.
Quarta missão em andamento e expansão física
A empresa já realizou três missões bem-sucedidas de lançamento e retorno. Uma quarta missão está em órbita, e a quinta está prevista para ainda este ano.
A Varda foi fundada por Will Bruey, ex-engenheiro da SpaceX, e por Delian Asparouhov, do Founders Fund.
Recentemente, a empresa também ampliou sua presença física. Ela abriu um novo escritório em Huntsville, no Alasca, e um laboratório em El Segundo, na Califórnia.
Esse laboratório será usado para cristalizar remédios biológicos e melhorar suas formulações.
Com informações de Interesting Engineering.

-
Uma pessoa reagiu a isso.