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Rodando 75 km, enfrentando 112 paradas e 5 horas na rua, casal mostra na prática quanto o Mercado Livre realmente paga numa rota pesada

Escrito por Bruno Teles
Publicado el 25/11/2025 a las 11:56
Actualizado el 25/11/2025 a las 11:57
Entregador do Mercado Livre revela quanto o Mercado Livre paga em rota pesada e mostra, passo a passo, uma rota do Mercado Livre em um dia real de trabalho.
Entregador do Mercado Livre revela quanto o Mercado Livre paga em rota pesada e mostra, passo a passo, uma rota do Mercado Livre em um dia real de trabalho.
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Com 149 pacotes, 112 paradas e 75 km em uma rota pesada, o Entregador do Mercado Livre e a esposa registram cada minuto na rua para mostrar quanto o Mercado Livre paga em uma rota do Mercado Livre de utilitário próprio em Curitiba ao longo da manhã inteira de trabalho

O casal saiu de casa às 6h36, com o trip zerado, kit de sobrevivência no banco e uma pergunta martelando a cabeça: quanto realmente dá para ganhar fazendo rota pesada do Mercado Livre em um utilitário, com mais de cem paradas em um único turno. A resposta não veio em planilha, veio no asfalto, nos retornos, nas vilas e nos condomínios onde cada pacote exige tempo, atenção e paciência.

Ao longo de uma manhã inteira, foram 75 quilômetros rodados, 149 pacotes para entregar, 112 paradas registradas no aplicativo e um faturamento bruto de 322,20 reais, tudo mostrado passo a passo, da chegada ao hub até o momento de desligar o carro na frente de casa. O resultado ajuda a colocar números concretos em uma dúvida que muita gente tem, mas quase ninguém vê destrinchada: quanto o Mercado Livre paga, e quanto realmente sobra, em uma rota pesada como essa.

Da cozinha ao hub: começo de rota conta como trabalho

Entregador do Mercado Livre revela quanto o Mercado Livre paga em rota pesada e mostra, passo a passo, uma rota do Mercado Livre em um dia real de trabalho.

Antes de qualquer pacote do Mercado Livre entrar no carro, a rotina começa na cozinha: café passado, tortinha de frango, banana, maçã, água, açúcar e copinho.

É o kit de sobrevivência de quem sabe que vai passar horas na rua sem parar para um almoço completo.

Com tudo pronto, o casal zerou o hodômetro às 6h36 e saiu em direção ao hub.

Só esse deslocamento inicial consumiu 17 quilômetros, que entram na conta do dia, mas não aumentam o valor da rota.

Quando chegaram, a primeira onda de pacotes já estava entrando e, junto com ela, a comparação inevitável com o último turno de manhã: na rota anterior tinham recebido 200 pacotes, desta vez vieram 149 pacotes e 112 paradas, ainda assim um cenário classificado por eles como rota pesada.

Mercado Livre, Boqueirão e 112 paradas em uma manhã

Entregador do Mercado Livre revela quanto o Mercado Livre paga em rota pesada e mostra, passo a passo, uma rota do Mercado Livre em um dia real de trabalho.

A definição do jogo veio às 8h10. O sistema liberou a região da vez: Boqueirão e Alto Boqueirão, em Curitiba.

Bairro conhecido, mas com volume típico de rota da manhã no Mercado Livre, que costuma concentrar mais paradas no mesmo período.

A ficha do dia era clara: 149 pacotes e 112 paradas, com utilitário cadastrado como categoria que recebe 240 reais de saída fixa pela rota.

A partir daí entram os adicionais por parada, que mudam conforme o volume: até 60 paradas pagam 0,40 real cada, de 61 a 90 paradas o valor sobe para 1,30 real, e de 91 em diante, até as 112 paradas do dia, cada endereço acrescenta mais 0,50 real ao total.

Para aguentar esse ritmo, eles começaram organizando o porta-malas.

Sacolas etiquetadas por faixa de paradas, uma com pacotes na casa dos 90, outra na casa dos 80, para conseguir acompanhar o mapa do aplicativo sem ficar “catando” caixa perdida no fundo do carro.

Essa organização fina faz diferença quando o mapa mostra que, por exemplo, a parada 81 está perto da 1, e a 82 aparece isolada perto da 4: sem lógica de separação, cada desacerto vira minutos desperdiçados.

Devoluções, caixas amassadas e o tempo que ninguém vê na conta

Video de YouTube

Ao longo da rota, o casal ainda precisou lidar com devoluções, um ponto que não aparece no banner de pagamento, mas pesa no relógio.

Caixas amassadas, fitas improvisadas e embalagens com cara de volta ao remetente já entregam, de longe, que se trata de pacote de devolução.

Nesses casos, o processo muda: é preciso ler o QR Code, digitar o código de devolução, conferir dados, tudo isso enquanto o relógio das cinco horas de rota continua correndo.

Mesmo com esse atrito extra, o ritmo foi considerado bom.

Por volta das 10h30, já tinham concluído 44 entregas de 112 paradas, cruzando ruas comerciais com lojas de tecido, vilas residenciais e trechos em que o fluxo de gente ajuda a acelerar a confirmação de recebimento.

Em muitos endereços, bastava o cliente aparecer rápido no portão para que o pacote fosse escaneado, entregue e a rota seguisse.

Na Vila Pantanal, uma das áreas mais marcantes do trajeto, eles fizeram um “bolinho” de entregas.

O aplicativo mostrava um grupo compacto de paradas acessíveis apenas por uma única rua, e o casal aproveitou para limpar essa região em sequência.

Foram cerca de 11 entregas em aproximadamente 20 minutos, saindo e voltando para o traçado principal da rota com eficiência, o tipo de microestratégia que torna uma rota pesada menos cansativa.

5 horas de rota, 75 km rodados e 322,20 reais brutos

À medida que o relógio avançava, o número de pacotes no utilitário diminuía. Perto de 12h36 já haviam completado 93 entregas, e o porta-malas mostrava visualmente o fim da fila.

Com meio-dia batendo, cada parada era feita com um olho no aplicativo e outro na marmita improvisada, numa espécie de almoço fracionado entre uma entrega e outra.

As últimas entregas vieram em condomínios, onde o tempo de espera pode engolir facilmente a produtividade de uma rota.

Desta vez, porém, os moradores apareceram rápido, e as duas últimas paradas foram divididas entre o casal para encerrar a rota de maneira simultânea. Às 13h30, a rota constava como finalizada no sistema.

Só então veio a conta que interessa a quem pensa em rodar para o Mercado Livre.

Somando a saída fixa de 240 reais do utilitário com os adicionais por parada, o valor total dessa rota de 112 paradas e 149 pacotes chegou a 322,20 reais brutos, com 75 quilômetros rodados no dia para cumprir o trajeto completo, incluindo o deslocamento entre casa, hub e retorno.

No cálculo com combustível, o motorista foi direto: no utilitário usado pelo casal, que é considerado econômico, a estimativa é de gasto entre 40 e 50 reais de combustível para essa rota, somando ida ao hub, execução da rota e volta para casa.

O que mostra que, mesmo em uma rota pesada, uma parte importante do faturamento bruto vai embora antes de sobrar algum valor líquido para o bolso.

Aplicativo, tabela de pagamento e o que muda com distância maior

Além do registro na prática, o casal abriu a tabela aplicada pelo Mercado Livre naquele dia.

Para utilitários, rotas entre 100 e 150 quilômetros sobem a remuneração base para 260 reais, e trajetos de 151 a 200 quilômetros saltam para 278 reais, sem contar adicionais de parada, que também entram na soma conforme o volume de endereços.

Na rota específica mostrada no vídeo, porém, a distância ficou em 75 quilômetros, com cenário típico de Curitiba e região, sem trecho de “viagem” longa para cidade distante. Isso ajuda a entender o padrão de quem roda mais no perímetro urbano: uma média de 70 a 80 quilômetros por rota, com pagamento total que gira em torno do valor mostrado neste dia, variando conforme número de paradas e tipo de veículo cadastrado.

Terminado o almoço em casa, o despacho ainda mandou mensagem oferecendo nova rota às 15h, desta vez com 50 paradas, considerada por eles uma rota mais leve, metade do peso da manhã.

O segundo turno não entrou na gravação, justamente porque a meta do vídeo era cravar os números completos de uma única rota pesada do Mercado Livre, sem confundir o cálculo.

No fim das contas, a rota do Mercado Livre compensa para você?

Ao fechar o diário de bordo, o resumo daquele turno ficou assim: 5 horas de rota, 75 quilômetros rodados, 112 paradas, 149 pacotes entregues e 322,20 reais brutos recebidos do Mercado Livre, com custo estimado de até 50 reais de combustível apenas para manter o utilitário rodando.

No meio disso, entram ainda desgaste do carro, manutenção, tempo de deslocamento até o hub, organização de pacotes e a energia mental de lidar com devoluções, portarias, ruas estreitas e atrasos inesperados.

Para quem vê apenas o valor final da rota numa tela, tudo pode parecer simples.

Mas, quando cada pacote ganha endereço, horário e história, fica mais claro o preço real de viver de rota para o Mercado Livre, principalmente em dias de 112 paradas que não dão folga nem ao corpo, nem ao relógio.

E você, olhando para esses 75 quilômetros, 5 horas na rua e 322,20 reais brutos, acha que essa rota pesada do Mercado Livre vale a pena ou não entra no seu cálculo de trabalho?

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Amanda
Amanda
02/12/2025 14:51

Tão ganhando mais que a maioria dos CLTs e tb mais do que muitos servidores públicos (mesmo tirando gastos de combustivel, depreciação e manutenção)

Agora, tudo nesta vida tem vantagem e desvantagem. Eles não tem 13º e nem férias remuneradas. Mas se forem inteligentes e tiverem ao menos o MEI, eles estão inclusive segurados pelo INSS.

Nas vantagens esta: Ganhar mais, não ouvir encheção de saco de chefe. Podem organizar a própria rotina, tendo menos rigidez nesse sentido do que o CLT e o servidor comum.

Leonardo Tadeu
Leonardo Tadeu
01/12/2025 21:09

Escravidão moderna… Trabalham que nem animais e ainda se sentem autônomos. Ficou doente, não tem renda,pneu furou, não tem renda,decidiu tirar um dia de folga… Não tem descanso remunerado.

João
João
27/11/2025 18:24

Aqui em pouso alegre MG, os carros encostam no hub as 7:00 e é dificial sair antes das 11:00 e quem nao vai ficar na cidade ainda tem que pegar estrada dependendo pra onde vai roda 150km ou mais pra chegar na cidade que vai fazer as entregas, saem com 110 entregas, as fiorinos saem lotadas, muitos terminam a noite e ainda tem que enfrentar a estrada pra chegar em casa.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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