Leilão da Rota Mogiana na B3 prevê Pedágio free flow, redução de tarifas e Investimentos bilionários em Rodovias SP por 30 anos.
O governo de São Paulo vai realizar, no dia 27 de fevereiro, na B3, o leilão da Rota Mogiana, uma nova Concessão rodoviária que abrange 520 quilômetros de Rodovias SP entre Campinas, Ribeirão Preto e a divisa com Minas Gerais.
O projeto prevê Investimentos bilionários de R$ 9,4 bilhões ao longo de 30 anos e a implantação do Pedágio free flow, sistema eletrônico sem praças físicas.
A proposta, segundo o Estado, busca modernizar a infraestrutura, aumentar a segurança viária e melhorar o escoamento da produção agrícola e o turismo regional.
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A nova modelagem reúne trechos atualmente operados pela Renovias e segmentos administrados pelo DER-SP que ainda não possuem cobrança.
Com isso, todas as vias passarão a integrar um único contrato de longo prazo.
Além disso, a fiscalização ficará sob responsabilidade da Artesp.
Rota Mogiana: o que muda com o Pedágio free flow nas Rodovias SP
A principal transformação da Rota Mogiana será a substituição das tradicionais praças de pedágio pelo sistema eletrônico conhecido como Pedágio free flow.
Na prática, não haverá cancelas ou cabines de cobrança.
O modelo, batizado pelo governo de “Siga Fácil”, funcionará por meio de pórticos instalados ao longo das Rodovias SP.
Esses equipamentos identificam os veículos por meio de tag eletrônica ou pela leitura automática da placa.
Segundo o governo, o motorista pagará apenas pelo trecho efetivamente percorrido.
Portanto, quem utilizar distâncias menores pagará valores proporcionais ao trajeto.
O sistema já está previsto em outras concessões recentes, como Novo Litoral Paulista, Nova Raposo e Rota Sorocabana.
Redução de tarifas na Rota Mogiana a partir de 2026
Para quem já paga pedágio nos trechos hoje administrados pela Renovias, a promessa é de redução nas tarifas.
O atual contrato se encerra em julho de 2026, quando a nova concessionária assumirá já com valores menores.
Entre as reduções anunciadas estão: Jaguariúna (-29%), Águas da Prata (-27%), Estiva Gerbi (-26%), Espírito Santo do Pinhal (-20%), Itobi (-20%) e Casa Branca (-13%), entre outras.
Além disso, a expectativa é de queda progressiva das tarifas ao longo do contrato.
Por outro lado, motoristas que hoje circulam por trechos livres, especialmente aqueles sob gestão do DER-SP, passarão a pagar pedágio eletrônico.
Ou seja, a cobrança será ampliada para todo o lote concedido.
Investimentos bilionários na Rota Mogiana: o que será feito
O contrato da Rota Mogiana prevê Investimentos bilionários de R$ 9,4 bilhões distribuídos ao longo de três décadas.
A maior parte dos recursos será destinada à ampliação da capacidade das Rodovias SP e à melhoria da segurança.
Entre as principais obras previstas estão:
217 quilômetros de duplicações;
138 quilômetros de faixas adicionais;
86 quilômetros de novas vias marginais;
Construção de 58 passarelas para pedestres;
29 novos dispositivos de acesso;
Implantação de contornos viários;
Construção de ciclovias;
Melhorias em acostamentos e reforço da segurança viária.
Além disso, o pacote inclui recuperação de pavimento, modernização da sinalização, manutenção de pontes e viadutos, instalação de wi-fi gratuito e implantação de balanças fixas e móveis.
Também estão previstas novas bases da Polícia Rodoviária e monitoramento com câmeras e sensores de tráfego.
No entanto, os pórticos do Pedágio free flow só serão instalados após a comprovação da execução dos investimentos iniciais de curto prazo, especialmente aqueles voltados à segurança.
Onde ficam as Rodovias SP incluídas na Rota Mogiana
O lote da Rota Mogiana reúne trechos estratégicos das seguintes Rodovias SP:
SP-107;
SP-215;
Na SP-333;
SP-338;
SP-340;
Na SP-342;
SP-344;
SP-350.
Essas vias formam um importante corredor logístico entre a Região Metropolitana de Campinas, o interior de Ribeirão Preto e o sul de Minas Gerais.
A região é reconhecida pela produção de café, vinhos de inverno e queijos artesanais, além de concentrar estâncias turísticas.
Assim, a expectativa do governo é que a nova Concessão rodoviária fortaleça tanto o transporte de cargas quanto o turismo local.
Disputa pela Concessão rodoviária da Rota Mogiana
O leilão deve atrair grandes grupos do setor de infraestrutura.
Entre as empresas que estudam participar está a Motiva, controladora da CCR.
Durante teleconferência com analistas, o presidente do grupo, Miguel Setas, afirmou que o leilão está sendo analisado.
A empresa já opera a Renovias, cujo contrato se encerra em abril, e o novo lote incorpora parte substancial desses trechos.
A disputa promete ser estratégica, já que a Rota Mogiana conecta polos econômicos relevantes e envolve Investimentos bilionários de longo prazo.
Impactos esperados para motoristas e economia regional
De acordo com o governo, o objetivo central da Rota Mogiana é aumentar a fluidez do tráfego e reduzir o tempo de viagem.
Além disso, a modernização das Rodovias SP deve elevar o nível de segurança, especialmente em áreas urbanas e pontos de travessia de pedestres.
Para os motoristas, as mudanças trazem tanto redução de tarifas em alguns trechos quanto ampliação da cobrança em outros.
Enquanto isso, o modelo de Pedágio free flow promete eliminar filas e tornar a viagem mais ágil.
Já para a economia regional, a aposta é que os Investimentos bilionários impulsionem o escoamento agrícola e atraiam mais visitantes para cidades turísticas.
Dessa forma, a nova Concessão rodoviária pode redefinir a mobilidade e o desenvolvimento do interior paulista nas próximas décadas.
Veja mais em: Megaleilão prevê pedágios free flow no interior de SP e obras de R$ 9,4 bi

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