Concentração inédita de caças Su-57 no Extremo Oriente russo reacende debate sobre proteção de ativos estratégicos após ataques com drones e revela, por imagens de satélite, a presença simultânea de aeronaves de quinta geração e vetores avançados em base próxima à China.
Imagens de satélite registradas em 9 de fevereiro de 2026 mostram a Rússia concentrando ao menos 15 caças furtivos Su-57 na base aérea de Dzyomgi, em Khabarovsk, no Extremo Oriente, a cerca de 280 km da fronteira chinesa.
As mesmas imagens, divulgadas pelo projeto AviVector, também apontam a presença de 18 Su-35S, três interceptadores MiG-31BM e dois helicópteros Mi-8 no pátio, num agrupamento incomum de aeronaves consideradas de alto desempenho.
Imagens de satélite expõem concentração de Su-57 em Dzyomgi
Segundo a publicação do AviVector, as aeronaves aparecem estacionadas ao ar livre em áreas de rampa, o que dá visibilidade rara à quantidade de vetores no local e ao padrão de ocupação observado naquele dia.
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Relatos que repercutiram as imagens destacam que Dzyomgi está na área de Komsomolsk-on-Amur, associada à infraestrutura industrial do programa, aspecto citado como pano de fundo para a movimentação e a concentração.
Frota de Su-57 e números ainda pouco transparentes
A concentração chama atenção porque o programa Su-57 opera sob baixa transparência pública, e estimativas em fontes abertas variam conforme o critério adotado, já que autoridades russas não apresentam um total detalhado de células em serviço.
Notícias recentes mencionam a entrega de um “lote” de Su-57 às Forças Aeroespaciais em 9 de fevereiro de 2026, mas sem informar quantas unidades foram repassadas, o que mantém a contagem dependente de anúncios e verificação independente.
Nesse cenário, analistas que compilam protótipos e aeronaves de série costumam falar em uma frota de algumas dezenas, e foi nesse contexto que veículos especializados trataram a marca de 15 jatos em Dzyomgi como parcela expressiva.
Ataque em Akhtubinsk entrou no cálculo após junho de 2024
A movimentação ocorre após o ataque com drones atribuído à Ucrânia que atingiu a base de Akhtubinsk, em Astrakhan, em 8 de junho de 2024, quando imagens comerciais exibiram marcas de explosão próximas a um Su-57 estacionado.

Na ocasião, a inteligência militar ucraniana afirmou ter atingido dois aviões, e publicações especializadas analisaram imagens comparativas enquanto veículos independentes relataram reconhecimento do episódio por fontes russas.
Segurança de bases aéreas sob pressão da guerra de drones
O caso de Akhtubinsk reforçou o debate sobre vulnerabilidade de aeronaves avançadas quando ficam em áreas abertas, e observadores passaram a acompanhar possíveis ajustes de dispersão e proteção em diferentes bases russas.
Já em Dzyomgi, a própria descrição do AviVector registra Su-57, Su-35S e MiG-31BM no mesmo complexo, permitindo observar por satélite como esses meios foram reunidos em um ponto específico do território.
Base próxima à China e distância do teatro ucraniano
Reportagens sobre o caso destacam que a escolha do Extremo Oriente coloca Dzyomgi a grande distância do teatro principal da guerra, argumento usado por veículos que descrevem a base como menos exposta a ataques similares.
Ainda assim, as mesmas fontes não detalham publicamente quais medidas de defesa aérea estariam diretamente associadas ao aeródromo, nem se houve reforço recente, limitando o que é possível afirmar apenas com base no material divulgado.

A menção à China aparece porque parte das reportagens situa Dzyomgi a cerca de 280 quilômetros da fronteira, um dado repetido nas repercussões para dimensionar a localização da base no mapa regional.
O que as imagens não revelam sobre prontidão operacional
Nas imagens de 9 de fevereiro, aparecem também 18 Su-35S e três MiG-31BM, além de dois Mi-8, conjunto descrito como registro simultâneo de aeronaves de perfis diferentes no mesmo pátio.
Mesmo com a visibilidade oferecida por satélites, permanece impossível determinar se todos os aviões estavam operacionais, em manutenção ou em trânsito, porque fotografias de um único dia não esclarecem ciclos de prontidão ou rotinas internas.
Por isso, a leitura pública do episódio tem se apoiado no dado objetivo do registro de 15 Su-57 em Dzyomgi e na referência ao ataque de 2024, sem confirmação oficial de redistribuição permanente.
Até agora, não há comunicado público do Ministério da Defesa da Rússia detalhando o deslocamento para Dzyomgi, e a ausência de números oficiais consolidados sobre a frota do Su-57 mantém o tema sujeito a revisões conforme novos anúncios surjam.
Com a guerra de drones pressionando a segurança de bases aéreas e com a presença inédita de tantos Su-57 concentrados no Extremo Oriente, até que ponto novas imagens de satélite podem mudar a percepção sobre onde a Rússia consegue proteger seus meios mais valiosos?
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