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Satélite registra abertura de fissura de 128 km no Lago Erie entre Canadá e Estados Unidos em menos de 4 horas, gelo chegou a 95% de cobertura e fenômeno pode alterar padrão de neve na região

Escrito por Noel Budeguer
Publicado el 12/02/2026 a las 16:17
Actualizado el 12/02/2026 a las 16:19
Satélite registra abertura de fissura de 128 km no Lago Erie entre Canadá e Estados Unidos em menos de 4 horas, gelo chegou a 95% de cobertura e fenômeno pode alterar padrão de neve na região
Em Lago Erie, satélites meteorológicos registraram a abertura de uma fissura de 128 km na camada de gelo em apenas 4 horas para monitorar a cobertura congelada, provocando alerta climático e chamando atenção de meteorologistas e pesquisadores ambientais.
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Em Lago Erie, satélites meteorológicos registraram a abertura de uma fissura de 128 km na camada de gelo em apenas 4 horas para monitorar a cobertura congelada, provocando alerta climático e chamando atenção de meteorologistas e pesquisadores ambientais.

Uma fratura de impressionantes 128 quilômetros surgiu na superfície congelada do Lago Erie, um dos cinco Grandes Lagos da América do Norte. O fenômeno foi registrado por satélite no dia 8 de fevereiro de 2026, entre 14h e 18h.

Em menos de quatro horas, a estrutura que parecia sólida e contínua se rompeu de forma visível. As imagens mostram a rapidez com que o gelo se reorganizou, revelando que mesmo sob temperaturas extremas o lago continua ativo e dinâmico.

O evento ocorre após semanas de frio intenso que transformaram completamente o cenário da região, localizada entre Port Burwell, no Canadá, e Cleveland, nos Estados Unidos.

O que aconteceu no Lago Erie e por que a fissura chamou tanta atenção

A rachadura surgiu em um momento incomum para o lago. Dados do Laboratório de Pesquisa Ambiental dos Grandes Lagos mostram que a cobertura de gelo saltou de menos de 2 por cento em 14 de janeiro de 2026 para quase 85 por cento no dia 21 do mesmo mês.

No fim de janeiro, o índice ultrapassou 95 por cento. Isso significa que o Lago Erie esteve muito próximo de um congelamento total, algo raro desde o início dos registros na década de 1970.

O detalhe que mais chamou atenção foi a escala da fissura. São 128 quilômetros de extensão em uma área que já estava quase completamente congelada.

Como a cobertura de gelo avançou tão rápido em poucas semanas

Fendas como esta se formam por diversas razões, mas na maioria das vezes estão associadas ao estresse térmico, causado pela expansão ou contração repentina do gelo à medida que as temperaturas oscilam.

O avanço do gelo aconteceu após um período prolongado de temperaturas extremamente baixas. O Lago Erie é o mais raso entre os Grandes Lagos, o que facilita o resfriamento acelerado da água.

Essa característica faz com que o lago congele com maior frequência em comparação com os demais. Ainda assim, atingir mais de 95 por cento de cobertura é algo incomum.

Desde a década de 1970, o congelamento total ocorreu apenas três vezes. A última foi registrada em fevereiro de 1996. Em 2025, 2018, 2015, 2014 e 2011 o lago também chegou perto da cobertura completa.

O que explica o surgimento de fendas gigantes no gelo

Fissuras desse tipo geralmente estão associadas ao chamado estresse térmico. Mudanças bruscas de temperatura provocam expansão e contração da camada de gelo.

Esse processo gera tensões internas que acabam liberadas em forma de rachaduras extensas. Ventos fortes também podem fragmentar a superfície e impedir que o gelo forme uma placa única e estável.

Mesmo com o impacto visual, a presença da fenda não significa necessariamente o colapso da cobertura. O gelo de lagos é um sistema dinâmico, constantemente influenciado por forças térmicas e mecânicas.

Pode chegar a 100 por cento de congelamento ainda em fevereiro

Segundo análises meteorológicas, ainda existe possibilidade de o Lago Erie atingir 100 por cento de cobertura de gelo caso o frio intenso continue e os ventos diminuam.

Por outro lado, a previsão de elevação moderada das temperaturas em meados de fevereiro pode reduzir essa chance. O cenário depende diretamente da persistência das massas de ar frio.

Ou seja, a situação ainda pode mudar nos próximos dias.

O impacto direto no fenômeno da neve com efeito de lago

@metropolesoficial

📡☃️ Imagens de satélite mostraram a formação de uma grande rachadura no gelo do Lago Erie no domingo (8/2), após fortes ventos. Feitas pela CIRA/NOAA, as imagens mostraram uma enorme camada de gelo se fragmentando e derivando em direção à margem oeste do lago. De acordo com uma publicação no Facebook da Erie Weather Now, estima-se que a fenda tenha entre 1,6 km e 3,2 km de largura no ponto mais extenso. A previsão é de que a mudança na direção do vento faça com que o gelo se desloque e comprima novamente, permitindo que a fissura no gelo se feche, acrescentou a Erie Weather Now em sua publicação. #TikTokNotícias 🤳 CIRA/NOAA/Reuters

♬ som original – Metrópoles Oficial

O Lago Erie desempenha papel essencial no clima regional durante o inverno. Ele funciona como um motor meteorológico por meio do fenômeno conhecido como neve com efeito de lago.

O processo ocorre quando ar frio e seco do Ártico atravessa águas relativamente mais quentes, absorvendo vapor de água e calor. Ao alcançar o continente, essa massa de ar se resfria rapidamente e despeja grandes volumes de neve em cidades como Buffalo, no estado de Nova York, e Erie, na Pensilvânia.

Se o lago congelar totalmente, esse mecanismo praticamente deixa de funcionar. A camada de gelo impede a evaporação e reduz drasticamente a formação das intensas nevascas associadas ao fenômeno.

A fissura de 128 quilômetros não representa apenas uma imagem impressionante vista do espaço. Ela reforça que o Lago Erie permanece um sistema natural em constante transformação, mesmo quando parece totalmente congelado, e mostra como pequenas variações térmicas podem gerar efeitos em escala regional.

O que você acha desse fenômeno? Já imaginou um lago quase totalmente congelado se abrindo em poucas horas? Deixe sua opinião nos comentários.

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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