Investimento de grande porte impulsiona expansão da cadeia avícola no Paraná e combina financiamento, incentivos fiscais e novos projetos estruturantes para produção de matrizes e frangos.
A Seara, empresa da JBS, comunicou um investimento de R$ 475 milhões voltado à expansão da produção de aves no Paraná.
O pacote reúne a criação de um fundo de financiamento de R$ 300 milhões para novas granjas e um aporte de R$ 175 milhões na construção de um complexo de granjas de avós em Cerro Azul.
A operação também envolve a utilização de R$ 415 milhões em créditos acumulados de ICMS, liberados conforme regras de incentivos aplicadas aos projetos.
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Fundo de investimento e incentivos fiscais no Paraná
O FIDC Paraná II, Fundo de Investimento em Direitos Creditórios do Agronegócio, será estruturado com patrimônio de R$ 300 milhões.
Desse montante, R$ 60 milhões serão aportados pela Fomento Paraná e R$ 240 milhões pela Seara.
A modelagem é semelhante à de outros fundos do agronegócio já operados no Estado.
Simultaneamente, a Seara prevê investir R$ 175 milhões em Cerro Azul, dentro do programa estadual Rota do Progresso, para instalar um complexo voltado à produção de granjas de avós.
Segundo a empresa, o centro deverá suprir toda a demanda de matrizes utilizada na produção de frango no Paraná.
Em contrapartida, o governo estadual liberou R$ 175 milhões referentes a créditos de ICMS acumulados pela companhia.

A soma dos créditos de ICMS habilitados nos dois projetos totaliza R$ 415 milhões, conforme informado pela empresa.
Aplicação dos recursos do FIDC e obras de novas granjas
Dos R$ 300 milhões previstos no FIDC, R$ 240 milhões serão aplicados na construção de novas granjas de frango de corte e matrizes por produtores integrados à empresa.
De acordo com a Seara, os recursos têm como finalidade ampliar e modernizar a infraestrutura contratada junto aos integrados.
Os R$ 60 milhões restantes financiarão parte da construção de uma granja de avós da própria Seara.
A companhia afirma que a iniciativa busca garantir regularidade no abastecimento da base genética necessária ao ciclo produtivo.
A gestão do fundo será conduzida pela Suno Gestora de Recursos.
O FIDC terá prazo de dez anos, carência inicial de 24 meses e taxas próximas às condições praticadas pelo Plano Safra, segundo informações da Fomento Paraná.
Técnicos ligados à operação explicam que a estrutura foi desenhada para compatibilizar prazos de pagamento com o ciclo de investimento necessário à construção e operação de granjas.
Complexo de matrizes em Cerro Azul e impacto regional
Em Cerro Azul, o investimento de R$ 175 milhões será aplicado na instalação do complexo de granjas de avós.
Informações do governo estadual indicam que o empreendimento está inserido na política do programa Rota do Progresso, que busca direcionar grandes investimentos a municípios com menores indicadores econômicos.
De acordo com o governo, o programa prevê até R$ 2,5 bilhões em investimentos em aproximadamente 80 municípios.
No caso de Cerro Azul, autoridades estaduais afirmam que a instalação da unidade pode gerar postos de trabalho e movimentar setores locais de serviços e transportes.
As estimativas dependem do cronograma de implantação e da contratação ao longo da operação.
A liberação de R$ 175 milhões em créditos de ICMS ao projeto segue o padrão adotado pelo programa.
Modelo de integração e perspectivas para produtores
O anúncio está inserido no modelo de integração produtiva utilizado pela Seara com produtores rurais do Estado.
Nesse formato, a empresa fornece insumos, orientação técnica e acompanhamento sanitário, enquanto os integrados disponibilizam instalações e mão de obra.
Especialistas consultados por entidades do setor afirmam que esse modelo tende a oferecer previsibilidade contratual, embora seus resultados variem conforme custos de produção, condições de mercado e sanidade animal.
Em nota, o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, declarou que os investimentos reforçam o sistema de integração e contribuem para incentivar produtores a investirem em suas estruturas.
Ele afirmou ainda que a iniciativa deve ampliar oportunidades econômicas nas áreas atendidas pela companhia.
A Fomento Paraná e a Suno informam que o fundo inicia operações com demanda já identificada entre produtores integrados.
Representantes das instituições apontam que o prazo estendido, a carência e as condições financeiras foram estruturados para atender ao perfil de investimentos em obras e adequações de granjas.
Com o anúncio dos aportes e a liberação de R$ 415 milhões em créditos fiscais, especialistas avaliam que permanece em análise como esses investimentos poderão influenciar a distribuição da produção avícola e a renda dos produtores integrados no interior do Paraná.
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