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Seara da JBS registra 73% das granjas integradas com energia solar: marco de sustentabilidade, redução de custos e inovação no agronegócio brasileiro

Escrito por Hilton Libório
Publicado el 12/01/2026 a las 16:10
Granja integrada da Seara com galpões de produção e sistema de energia solar fotovoltaica instalado, reforçando o uso de fontes renováveis no agronegócio brasileiro.
Seara da JBS registra 73% das granjas integradas com energia solar: marco de sustentabilidade, redução de custos e inovação no agronegócio brasileiro em 2025/ Foto: Divulgação/ JBS
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Com apoio técnico da JBS, a Seara acelera o uso de energia solar e biodigestores em granjas integradas, reduz custos no agronegócio e fortalece práticas sustentáveis no Brasil

Em 2025, a Seara, empresa da JBS, alcançou um marco expressivo em sua estratégia de sustentabilidade ao registrar que cerca de 75% das granjas integradas de aves e suínos em todo o Brasil já utilizam fontes limpas e renováveis de energia. Segundo divulgação feita pela própria JBS nesta segunda-feira (12), o avanço é resultado de investimentos contínuos em energia solar e biodigestores, aliados ao suporte técnico oferecido aos produtores integrados.

Sustentabilidade e inovação na estratégia da Seara no agronegócio

Os números evidenciam a dimensão dessa transformação. Na produção de aves, mais de 73% das granjas já operam com energia solar, distribuídas em dez estados brasileiros e no Distrito Federal. Estados como Bahia e Paraná lideram a adoção, com 82% das granjas, seguidos por Mato Grosso do Sul (81%) e Minas Gerais (77%). O dado consolida a energia renovável como pilar estratégico do agronegócio moderno.

A trajetória da Seara na adoção de fontes renováveis reflete uma mudança estrutural no agronegócio brasileiro. Há seis anos, apenas 5,6% das propriedades integradas utilizavam energia solar. Desde então, o crescimento foi de aproximadamente 1.208%, demonstrando a aceleração da transição energética no campo.

Esse avanço não ocorre de forma isolada. Ele está diretamente ligado a uma estratégia que combina sustentabilidade ambiental, eficiência operacional e viabilidade econômica. A energia limpa deixou de ser apenas uma iniciativa ambiental e passou a integrar o modelo de negócio rural, trazendo benefícios concretos aos produtores e à cadeia produtiva como um todo.

Energia solar nas granjas e o papel da Seara e JBS na transição energética

A energia solar tornou-se um dos principais vetores de modernização das granjas integradas à JBS, por meio da Seara. Os sistemas fotovoltaicos instalados nas propriedades captam a radiação solar e a convertem em energia elétrica, utilizada diretamente nas operações dos aviários.

Essa eletricidade abastece sistemas essenciais, como climatização dos galpões, automação dos processos, distribuição de ração, coleta de ovos e controle ambiental. A confiabilidade energética impacta diretamente o bem-estar animal e a produtividade, fatores determinantes para a qualidade dos alimentos produzidos.

Além disso, a geração própria reduz a dependência das concessionárias e garante maior previsibilidade de custos, um diferencial competitivo relevante no agronegócio brasileiro.

Crescimento da energia solar e impacto econômico nas propriedades rurais

Somente no último ano, as granjas integradas à Seara geraram 215,4 milhões de kWh de energia solar. Esse volume seria suficiente para abastecer, por um ano, uma cidade com aproximadamente 94,4 mil habitantes. O dado reforça a escala e a relevância da geração distribuída no meio rural.

Do ponto de vista econômico, os benefícios são diretos. Com a redução dos custos com energia elétrica, os produtores conseguem direcionar recursos para automações e melhorias operacionais. A energia solar transforma um dos principais custos da atividade em vantagem estratégica, fortalecendo a sustentabilidade financeira das propriedades.

Biodigestores ampliam eficiência energética da Seara

Além da energia fotovoltaica, a Seara, em alinhamento com as diretrizes da JBS, também avança de forma consistente na adoção de biodigestores na suinocultura. Atualmente, 46% das propriedades integradas de suínos com potencial para a tecnologia já contam com biodigestores, com maior concentração na região Centro-Oeste.

Os biodigestores funcionam como sistemas fechados de tratamento de dejetos. Nesse processo, bactérias transformam a matéria orgânica em biogás e biofertilizante. O biogás, rico em metano, é utilizado para gerar energia elétrica, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa e fortalecendo o compromisso ambiental do setor.

Redução de custos e autossuficiência energética no campo

A energia gerada pelos biodigestores é fundamental para atender às demandas elétricas da suinocultura, especialmente em sistemas que exigem controle rigoroso de temperatura para garantir o bem-estar animal. Com isso, muitas propriedades alcançam autossuficiência energética, reduzindo drasticamente ou até eliminando a conta de luz.

Em média, a economia com energia elétrica chega a 62%. Esse percentual representa uma mudança estrutural na gestão de custos do agronegócio, permitindo maior previsibilidade financeira e aumento das margens de ganho.

Caso prático mostra os resultados da energia renovável

No município de Seara, em Santa Catarina, o produtor integrado Rodrigo Bisollo exemplifica os impactos práticos dessas iniciativas. Responsável pela produção anual de cerca de 160 mil leitões, ele convivia com custos mensais de aproximadamente R$ 70 mil em energia elétrica antes da adoção dos biodigestores.

Com a implementação do sistema, a realidade mudou completamente. A conta de luz foi zerada, e a iniciativa passou a agregar cerca de 3,5% ao faturamento da propriedade. A estrutura é complementada por um sistema de energia solar, que potencializa a geração própria e garante autossuficiência energética.

Economia circular e ganhos ambientais no agronegócio sustentável

Além da geração de energia elétrica, os biodigestores permitem o reaproveitamento do calor dos motores, utilizado no aquecimento de água para processos sanitários e atividades operacionais. Essa integração amplia a eficiência energética das granjas.

O resíduo sólido resultante do processo é reaproveitado como biofertilizante e aplicado nas lavouras. Assim, estabelece-se um ciclo sustentável de produção, alinhado aos princípios da economia circular. O modelo reduz impactos ambientais e fortalece práticas responsáveis no agronegócio brasileiro.

Compromisso da Seara e da JBS com produtores integrados

Segundo Vamiré Luiz Sens Júnior, gerente-executivo de Agropecuária da Seara, a adoção de fontes renováveis é economicamente sustentável e estratégica. A redução de custos amplia as margens de ganho e melhora a qualidade de vida no campo, além de permitir investimentos em tecnologia e automação.

A JBS destaca que, além do suporte técnico, mantém políticas de reconhecimento de boas práticas sustentáveis, estimulando a adoção contínua de soluções inovadoras. A combinação entre tecnologia, eficiência produtiva e responsabilidade ambiental fortalece o desenvolvimento rural e aumenta a atratividade da atividade para as novas gerações.

Um novo padrão energético para o agronegócio brasileiro

O avanço da Seara em 2025 evidencia que a sustentabilidade deixou de ser discurso e se consolidou como prática no agronegócio. A integração entre energia solar, biodigestores e gestão eficiente cria um modelo produtivo mais competitivo, resiliente e alinhado às demandas ambientais.

Ao promover redução de custos, geração de valor e mitigação de impactos ambientais, a JBS reforça seu compromisso com uma produção cada vez mais responsável. O resultado é um novo padrão energético no campo brasileiro, capaz de conciliar produtividade, inovação e sustentabilidade de forma concreta e duradoura.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas. Contato e sugestões de pauta: hiltonliborio44@gmail.com

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