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Sem esperar, cientista amador encontra planta rara extinta desde 1967 e surpreende a todos

Publicado el 20/01/2026 a las 10:20
Planta extinta, Planta rara
Pétalas de cor rosa-púrpura encontrada na Austrália após mais de 60 anos lembram efeitos de fogo de artifício explodindo — Foto: Aaron Bean
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Descoberta feita por horticultor em Queensland após publicação no iNaturalist levou botânicos a confirmar sobrevivência de Pilotus senarius, ausente de registros desde 1967 e antes considerada extinta na Austrália rural

O horticultor Aaron Bean registrava pássaros em uma fazenda no norte de Queensland, na Austrália, quando fotografou uma planta incomum, publicou no iNaturalist e desencadeou a redescoberta de uma espécie considerada extinta desde a década de 1960, com impacto direto na conservação botânica.

Aaron trabalhava colocando anilhas em aves quando a planta chamou atenção imediata, levando-o a sacar o celular, fotografar e publicar o registro assim que teve acesso à internet.

A imagem foi compartilhada no iNaturalist, principal banco de dados científicos colaborativos, alimentado por milhões de pessoas e dedicado ao registro de espécies raras.

Reconhecimento inesperado da espécie de planta extinta

As fotos chegaram a Anthony Bean, botânico do herbário de Queensland, que reconheceu quase imediatamente o exemplar como Pilotus senarius, arbusto pequeno e esguio.

A coincidência do sobrenome chamou atenção, mas o destaque foi a identificação de uma planta presumidamente extinta desde a década de 1960.

Foi uma grande coincidência”, afirmou Thomas Mesaglio, da Universidade de Nova Gales do Sul, em entrevista ao Australian Journal of Botany, ao comentar o caso.

Segundo Mesaglio, Aaron é um usuário frequente da plataforma e fotografou plantas interessantes de forma oportuna naquela propriedade rural.

Uma planta perdida desde 1967

A Pilotus senarius ocorre apenas em uma faixa de terreno acidentado no Golfo de Carpentária, próximo à Austrália, e não era coletada desde 1967.

Por esse motivo, passou a integrar a lista de 900 espécies de plantas consideradas extintas na natureza internacionalmente desde a década de 1750.

As imagens publicadas, porém, confirmaram que a espécie resistiu, alterando seu status para criticamente ameaçada, mas não extinta, como se supunha.

Essa mudança de classificação reposiciona a planta em estratégias de conservação e reacende o interesse científico sobre sua distribuição real.

O papel da ciência cidadã

O iNaturalist reúne cerca de 4 milhões de pessoas, 300 milhões de registros e mais de 500 mil espécies identificadas ao redor do planeta.

A plataforma aproxima cidadãos de cientistas profissionais e se consolida como ferramenta relevante para monitoramento da biodiversidade global.

A tendência de cientistas cidadãos fotografarem plantas e animais permite que análises sejam adaptadas sem presença física constante dos pesquisadores.

Hoje, especialistas acompanham publicações online, avaliando registros e direcionando estudos com base nesse enorme volume colaborativo de dados.

Limites e cuidados nos registros

Cientistas incentivam contribuições mesmo de pessoas sem formação, embora uma única foto possa ser insuficiente em grupos de espécies semelhantes.

Registros mais completos incluem imagens da planta inteira, casca, folhas e outros detalhes que ampliam o valor científico da observação.

Quanto mais informações e contexto você puder fornecer, mais usos potenciais esse registro terá no futuro”, destacou Mesaglio novamente.

Ele recomenda incluir dados extras como tipo de solo, cheiro e plantas vizinhas, detalhes que ajudam na correta interpretação taxonômica.

Como informação complementar, interessados no Brasil podem contribuir com ciência cidadã por meio do SiBBr, ampliando registros nacionais e fortalecendo pesquisas futuras, mesmo que pequenos erros passem despercebidos ocasionalmente, sem comprometer o valor geral do dado.

Com informações de Revista Galileu.

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Romário Pereira de Carvalho

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