1. Início
  2. / Forças Armadas
  3. / Com mais de 5.000 toneladas submerso, equipado com mísseis de cruzeiro NCM, torpedos F21 guiados, reator de água pressurizada, turbinas e dois motores elétricos, o novo submarino nuclear da Marinha Francesa, o De Grasse, será a quarta unidade da classe Barracuda
Tempo de leitura 3 min de leitura Comentários 0 comentários

Com mais de 5.000 toneladas submerso, equipado com mísseis de cruzeiro NCM, torpedos F21 guiados, reator de água pressurizada, turbinas e dois motores elétricos, o novo submarino nuclear da Marinha Francesa, o De Grasse, será a quarta unidade da classe Barracuda

Publicado em 04/03/2026 às 13:35
O submarino nuclear, De Grasse iniciou seus testes marítimos em fevereiro de 2026, após ativação do reator em dezembro, fortalecendo o programa Barracuda e a renovação da frota francesa até 2060.
O submarino nuclear, De Grasse iniciou seus testes marítimos em fevereiro de 2026, após ativação do reator em dezembro, fortalecendo o programa Barracuda e a renovação da frota francesa até 2060.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
60 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

O submarino nuclear De Grasse iniciou seus testes marítimos em fevereiro de 2026, após ativação do reator em dezembro, fortalecendo o programa Barracuda e a renovação da frota francesa até 2060.

A modernização da força submarina francesa ganhou um novo capítulo com o início dos testes no mar do submarino nuclear, De Grasse, quarta unidade da classe Barracuda.

A embarcação deixou o estaleiro em 24 de fevereiro de 2026 para dar início a uma série de avaliações operacionais em ambiente real.

Essa etapa representa um marco dentro de um projeto estratégico que prevê seis submarinos nucleares de ataque, destinados a substituir gradualmente a antiga classe Rubis, em serviço desde os anos 1980.

Testes no mar validam desempenho do submarino nuclear

Antes mesmo de pensar em incorporação oficial, cada sistema do De Grasse precisa ser submetido a testes rigorosos.

Durante a campanha marítima, são avaliados sistemas de navegação, propulsão, combate, segurança e desempenho estrutural.

O objetivo é confirmar que a embarcação atende aos requisitos operacionais da Marinha Francesa. Só após essa validação o submarino será oficialmente integrado à frota, previsão que deve se concretizar ainda em 2026.

A ativação do reator marcou virada decisiva

Embora os testes no mar chamem atenção, um dos momentos mais sensíveis do cronograma ocorreu em dezembro de 2025: a ativação do reator nuclear.

O sistema de propulsão do submarino nuclear, De Grasse, utiliza um reator de água pressurizada, tecnologia semelhante à empregada nos submarinos estratégicos da classe Triomphant e no porta-aviões Charles de Gaulle.

Essa etapa confirmou que o coração energético da embarcação estava pronto para operar.

Meses antes, em maio de 2025, o casco havia sido lançado ao mar, iniciando a fase final de integração de sistemas.

Estrutura industrial mobiliza milhares de profissionais

Por trás do avanço do De Grasse, há uma ampla engrenagem industrial.

O programa Barracuda é conduzido pela Direção-Geral de Armamento (DGA), com apoio da Comissão Francesa de Energia Atômica e Energias Alternativas (CEA), responsável pela supervisão nuclear.

O Naval Group lidera a construção das unidades, além de produzir componentes nucleares em parceria com a TechnicAtome.

Atualmente, cerca de 2.500 profissionais participam diretamente do programa, sendo aproximadamente 800 vinculados a empresas subcontratadas.

Após a entrega, o Naval Group também será responsável pela manutenção e suporte logístico das embarcações em Toulon.

O que diferencia o submarino nuclear De Grasse?

O submarino nuclear, De Grasse, combina dimensões robustas e alta capacidade operacional. Com cerca de 99 metros de comprimento e deslocamento superior a 5.000 toneladas quando submerso, a embarcação foi projetada para longas missões de patrulha.

Sua propulsão integra reator nuclear, turbina principal, dois turbogeradores e dois motores elétricos.

Essa configuração permite operar por mais de 270 dias ao ano, reduzindo a necessidade de retorno à base.

Fonte: Poder Naval

A tripulação é composta por 63 militares, além de comandos especializados. No campo ofensivo, o submarino pode empregar mísseis de cruzeiro naval (NCM), torpedos pesados F21 guiados por fio e mísseis antinavio SM39 Exocet modernizados.

Além disso, o projeto prioriza furtividade e capacidade de infiltração de forças especiais, ampliando o espectro de missões estratégicas.

Renovação estratégica até 2060

O programa Barracuda foi estruturado para garantir a capacidade submarina francesa pelas próximas décadas.

Com vida útil estimada superior a 30 anos por unidade, os novos submarinos devem permanecer em operação até pelo menos 2060.

Atualmente, três unidades já estão em serviço: Suffren (desde junho de 2022), Duguay-Trouin (abril de 2024) e Tourville (julho de 2025). As duas últimas — Rubis e Casabianca — seguem em construção.

Nesse cenário, o início dos testes marítimos do submarino nuclear não é apenas uma etapa técnica.

Trata-se de um movimento estratégico que consolida a transição para uma nova geração de submarinos nucleares, reforçando a presença naval francesa em um ambiente global cada vez mais desafiador.

Com informações do Poder Naval

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Feedbacks
Visualizar todos comentários
Andriely Medeiros de Araújo

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o CPG — Click Petróleo e Gás.

Compartilhar em aplicativos
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x