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Tarifas de US$ 100 bilhões sobre produtos americanos: é isso que a Europa planeja em retaliação à ameaça de tarifas de Trump sobre a Groenlândia – e pode haver mais

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 20/01/2026 às 12:01
UE planeja tarifas de € 93 bilhões contra EUA após ameaças de Trump ligadas à Groenlândia, elevando risco de escalada comercial.
UE planeja tarifas de € 93 bilhões contra EUA após ameaças de Trump ligadas à Groenlândia, elevando risco de escalada comercial.
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A União Europeia prepara tarifas de € 93 bilhões contra produtos dos Estados Unidos como resposta direta às ameaças anunciadas por Donald Trump envolvendo a Groenlândia, em um movimento que amplia o risco de escalada comercial, pressiona a coesão transatlântica e expõe divergências internas sobre retaliação imediata ou negociação

A União Europeia prepara tarifas de € 93 bilhões, cerca de US$ 100 bilhões, contra produtos dos EUA, em reação às ameaças do presidente Donald Trump de taxar países europeus que apoiam a Groenlândia, elevando o risco de uma escalada comercial transatlântica.

Plano de tarifas anunciado pelo governo dos EUA

Durante o fim de semana, o governo Trump anunciou planos para impor tarifas sobre importações da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia. A justificativa apresentada foi o apoio desses países à Groenlândia, território que os EUA buscam anexar.

As tarifas americanas entrariam em vigor em 1º de fevereiro, a menos que haja progresso rumo a um acordo para a transferência da Groenlândia ao controle dos EUA. O anúncio ampliou tensões comerciais e diplomáticas entre parceiros históricos do Atlântico Norte.

Segundo reportagens da mídia ocidental, a UE elaborou medidas de resposta para obter vantagem antes de encontros com Trump durante o Fórum Econômico Mundial, que começa em 19 de janeiro, em Davos.

Retaliação europeia de € 93 bilhões e possível ampliação

Autoridades europeias planejam impor tarifas no valor de € 93 bilhões, cerca de US$ 100 bilhões, sobre produtos americanos. As medidas são descritas como resposta direta às ameaças tarifárias ligadas à Groenlândia.

Há expectativa de que outras ações possam ser anunciadas. Rumores indicam que a UE poderá invocar o Instrumento Anticoerção, mecanismo criado em 2023 para responder a coerção econômica de países terceiros.

Alguns governos defendem adiar a retaliação para permitir mais negociações, enquanto outros pressionam por contramedidas imediatas. A França figura entre os países que defendem reação rápida caso as tarifas dos EUA sejam implementadas.

Instrumento Anticoerção e divergências internas

O Instrumento Anticoerção permite à UE adotar medidas como tarifas, restrições a compras públicas, limites a serviços e investimentos e restrições a direitos de propriedade intelectual. A ferramenta amplia o leque de resposta além das tarifas convencionais.

A discussão interna revela divergências sobre o ritmo da reação. Enquanto parte do bloco prioriza negociações, outros governos consideram que atrasos podem enfraquecer a posição europeia diante das ameaças anunciadas por Washington.

Um diplomata da UE citado pelo Financial Times afirmou que o bloco possui “instrumentos de retaliação claros à disposição caso isso continue”. O mesmo diplomata descreveu as ameaças como “métodos puramente mafiosos”.

Impacto político e comercial da disputa sobre a Groenlândia

Uma declaração conjunta dos países afetados afirmou que a ameaça de tarifas dos EUA “prejudica as relações transatlânticas e representa o risco de uma espiral descendente perigosa”. O episódio é descrito como uma das disputas mais sérias das últimas décadas.

Trump busca maior influência dos EUA sobre a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca com importância estratégica no Ártico, em meio à crescente presença militar da Rússia e à influência da China.

Diversos membros europeus da OTAN participaram de missões simbólicas na Groenlândia no âmbito da Operação Arctic Endurance. O confronto levanta preocupações sobre o futuro das relações comerciais UE–Estados Unidos e sobre a coesão da aliança.

O impasse também reacende debates internos sobre segurança, comércio e coordenação política. Autoridades europeias avaliam que decisões nas próximas semanas poderão definir se o conflito avança para uma escalada tarifária mais ampla ou se haverá recuo negociado, apesar das tensõeis evidentes e do clima de incerteza econõmica.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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