Película multicamadas desenvolvida na Califórnia promete reduzir consumo de água e energia em estufas, mantendo condições ideais para crescimento das plantas.
Engenheiros da Universidade da Califórnia, em Davis, desenvolveram uma película multicamadas chamada Cool-Cover, que pode transformar as estufas.
O material reflete o calor, mas permite a entrada da luz essencial para a fotossíntese. Essa inovação foi descrita na revista Advanced Energy & Sustainability Research.
O objetivo é tornar a agricultura em estufas mais eficiente. Isso porque, em regiões de clima quente, como o Vale Central da Califórnia, o Mediterrâneo e o Oriente Médio, as estufas atingem temperaturas muito altas. O excesso de calor prejudica o crescimento das plantas.
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Problema comum no cultivo protegido
Normalmente, o resfriamento dessas estruturas exige ventiladores ou sistemas evaporativos. Ambos demandam grande quantidade de energia e água. Portanto, a busca por alternativas mais sustentáveis cresce a cada ano.
O sombreamento é uma prática comum. No entanto, ele bloqueia parte da radiação fotossinteticamente ativa (RAA), que é fundamental para o desenvolvimento das culturas. Isso gera o dilema: reduzir calor sem comprometer a qualidade dos produtos.
Como funciona a película Cool-Cover
O filme criado pela equipe combina camadas de óxido de zinco, fluoreto de cálcio e prata. Um software de simulação foi usado para projetar a sequência ideal.
Assim, os pesquisadores conseguiram equilibrar o bloqueio da radiação infravermelha e a passagem da luz necessária.
Os testes mostraram que o vidro revestido pode reduzir quase 90% da entrada de radiação infravermelha próxima. Ao mesmo tempo, permite a passagem de cerca de 51% da RAA, considerada suficiente para manter a fotossíntese ativa.
Resultados previstos em modelos de estufas
Com base em simulações, a equipe avaliou o desempenho em diferentes climas. Os modelos indicaram forte redução no uso de água e energia. A desvantagem aparece em uma pequena queda na produtividade, considerada aceitável diante dos ganhos.
Os autores destacaram que é preciso ponderar os impactos. Em locais com alta radiação solar e escassez de água, como Fresno, o equilíbrio entre economia de recursos e rendimento pode ser decisivo.
Próximos passos da pesquisa
Atualmente, o grupo trabalha em parceria com o Laboratório Nacional Lawrence Berkeley. A meta é produzir uma versão prática do revestimento multicamadas para testes em escala real.
Além disso, uma patente provisória já foi registrada. Isso mostra a intenção de levar o projeto para aplicações comerciais no futuro.
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