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Tecnologia brasileira inédita produz colágeno de jumentos em laboratório, substitui o abate e surge como última barreira contra a extinção da espécie no Brasil

Publicado el 24/01/2026 a las 22:35
Jumentos, Colágeno
Imagem: Ilustração
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Projeto universitário usa fermentação de precisão para produzir colágeno idêntico ao animal, evitar colapso populacional de jumentos, responder a mercado chinês bilionário e buscar investimento de US$ 2 milhões necessários

Uma tecnologia desenvolvida no Laboratório de Zootecnia Celular da Universidade Federal do Paraná promete transformar o futuro dos jumentos no Brasil ao produzir colágeno em laboratório, reduzindo o abate, atendendo à demanda chinesa e criando alternativa industrial sustentável.

Tecnologia busca substituir o abate extrativista

A iniciativa surgiu após pesquisadores concluírem, em 2025, etapas laboratoriais de bancada voltadas à criação de colágeno idêntico ao animal, sem extração da pele.

O projeto utiliza fermentação de precisão para reproduzir a proteína, oferecendo resposta direta à pressão do mercado de beleza e saúde da China.

Para avançar, a equipe agora busca captar US$ 2 milhões, valor necessário para escalar a produção em biorreatores industriais e validar o processo produtivo.

Segundo os pesquisadores, a proposta atende simultaneamente à conservação da espécie e à manutenção do fornecimento para um mercado global bilionário.

População de jumentos entra em colapso no Brasil

O cenário nacional é descrito como crítico por especialistas envolvidos no projeto, diante do rápido declínio populacional observado nas últimas décadas.

Dados da FAO e do IBGE indicam que a população de jumentos no Brasil caiu 94% entre 1996 e 2024, fonte FAO e IBGE.

De cada 100 jumentos que existiam há 30 anos, hoje restam apenas seis”, afirmou Patricia Tatemoto, PhD pela USP, fonte declaração da pesquisadora.

O abate ocorre de forma extrativista, direcionado à produção de ejiao, gelatina usada na medicina tradicional chinesa e altamente valorizada no país.

O setor de ejiao é avaliado em US$ 1,9 bilhão e tem projeção de dobrar até 2032, pressionando ainda mais a espécie.

Fermentação de precisão cria biofábrica

A fermentação de precisão emprega micro-organismos geneticamente modificados para produzir proteínas específicas em ambiente controlado.

Nesse processo, o DNA responsável pelo colágeno do jumento é inserido em uma levedura, que passa a funcionar como biofábrica.

Em biorreatores, a levedura produz grandes quantidades da proteína, em processo semelhante ao da cerveja, porém com alto controle molecular.

A principal vantagem é eliminar fazendas, pastagens e o abate, resultando em produto altamente purificado e ambientalmente eficiente.

“Agora estamos prontos para transformar a levedura em uma biofabrica”, explicou Carla Molento, coordenadora do laboratório, fonte declaração da pesquisadora.

Impacto econômico e próximos passos

A produção em laboratório é considerada mais eficiente, permitindo volumes superiores de proteína em um único galpão com menor consumo de insumos.

O impacto ambiental reduzido é apontado como diferencial estratégico frente ao modelo convencional baseado em criação extensiva e abate animal.

O objetivo é apresentar a prova de conceito, com produção das primeiras miligramas integrais, até dezembro de 2026.

Caso o investimento de US$ 2 milhões seja confirmado, a produção piloto poderá começar em 2027, com foco no mercado global B2B.

O projeto conta com financiamento do Ministério do Meio Ambiente, fonte MMA, e parceria com a Universidade de Wageningen, referência em proteínas alternativas.

Com informações de Itatiaia.

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Remerson
Remerson
25/01/2026 08:31

Meio que a extinção deles foi iniciada devido a essa de: «Animais não podem trabalhar». O **** veio de um cruzamento e era usado para trabalho de carga já que era mais barato que comprar um veículo para isso e eles são bem fortes, porém, com o tal da lei de trabalho **** que pode gerar multa bem salgada, com isso, os fazendeiros e semelhantes começaram a parar de comprar ou cruzar pois eles já não tinham retorno, afinal, como iriam manter um **** que consome muito e não gera nada? Não é como um **** ou gato que precisa o mesmo ou até menos que um humano.

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Romário Pereira de Carvalho

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