Transformação do lodo também poderá ajudar a recuperar solos degradados
O projeto trata-se de uma Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR) e será capaz de transformar o lodo resultante do tratamento do esgoto doméstico em energia por meio de uma tecnologia inovadora e sustentável. O lodo geralmente é descartado em aterro sanitário, em uma substância que pode ser tratada e reutilizada como gás biocombustível ou em um tipo de carvão vegetal, chamado biochar, que pode ser utilizado para aplicação na agricultura, para recuperar solos degradados e sequestro de carbono.
O Projeto Retransformar foi recebido pela Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), saiba como funciona
A unidade de tratamento será capaz de tratar todo o lodo produzido na ETE. Isso representa cerca de 2 toneladas por dia, sendo que o projeto terá duração de 3 anos. O equipamento usado na transformação utiliza a ‘pirólise lenta a tambor rotativo’, ou seja, um processo de decomposição termoquímico da matéria. Então, o gás produzido é filtrado e enviado para queimadores e para geração de energia. Uma parcela do gás retorna para alimentar o processo e, assim, não são produzidos gases poluentes ou tóxicos.
Testes do projeto são feitos em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF)
De acordo com a matéria do O Dia, os testes do projeto de tratamento de lodo por ‘pirólise lenta a tambor rotativo’ acontecem na unidade operacional da Prolagos, financiada pela Águas do Rio e pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com Agenersa, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Prefeitura de Arraial do Cabo.
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De acordo com Rodolfo Cardoso, doutor em Engenharia de Produção da Universidade Federal Fluminense e responsável pelo projeto, «os testes que serão realizados produzirão resultados inovadores no país. Iremos analisar quais são as melhores formas de reaproveitamento do lodo e quais terão melhor custo x benefício, impactando não só empresas voltadas para o saneamento como também outras indústrias. Também iremos estudar formas de aumentar a capacidade da planta para atendermos estações de tratamento ainda maiores. Por meio de softwares, criaremos gêmeos digitais da unidade e faremos testes simulando a expansão da produtividade”.
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