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Telescópio Hubble detecta “fantasma cósmico”, objeto astronômico completamente novo e confirma, pela primeira vez, uma nuvem cósmica invisível dominada por matéria escura

Publicado el 19/01/2026 a las 13:07
Actualizado el 19/01/2026 a las 13:10
Objeto astrônomico Cloud-9
Objeto astrônomico Cloud-9 – Nasa, ESA, VLA, Gagandeep Anand (STScI), Alejandro Benitez-Llambay (Universidade de Milão-Bicocca)
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Identificada perto da Messier 94, a nuvem Cloud-9 confirma pela primeira vez um RELHIC, estrutura gasosa prevista teoricamente, sem estrelas, dominada por matéria escura, ampliando observações cosmológicas

Astrônomos que operam o Telescópio Espacial Hubble anunciaram a identificação do Cloud-9, uma nuvem cósmica dominada por matéria escura, sem estrelas, situada a 14 milhões de anos-luz, descoberta que amplia a compreensão sobre estruturas invisíveis do Universo.

Um objeto previsto, mas nunca confirmado

Localizado nas proximidades da galáxia espiral Messier 94, o Cloud-9 representa a primeira confirmação observacional de um objeto classificado como RELHIC, até então apenas teórico.

RELHICs são nuvens de hidrogênio neutro que não conseguiram formar estrelas por falta de massa ou densidade, apesar da presença significativa de matéria escura.

A confirmação desse tipo de estrutura resolve uma lacuna antiga entre previsões cosmológicas e observações diretas, aproximando modelos teóricos da realidade observável do cosmos.

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Observações detalhadas com o Hubble

O Telescópio Espacial Hubble utilizou a Advanced Camera for Surveys para investigar se existiam estrelas ocultas dentro do Cloud-9.

A alta sensibilidade do instrumento permitiu descartar a hipótese de uma galáxia anã extremamente tênue, cenário comum em observações menos precisas.

Com base nos dados obtidos, os cientistas afirmam que não há qualquer evidência de brilho estelar, tornando o objeto singular entre estruturas conhecidas.

Essa ausência absoluta de estrelas diferencia o Cloud-9 de galáxias convencionais e confirma sua natureza puramente gasosa e dominada por matéria escura.

Massa invisível e hidrogênio silencioso

Embora não emita luz visível, o Cloud-9 contém hidrogênio neutro com massa equivalente a cerca de um milhão de vezes a massa do Sol.

Ao redor dessa nuvem repousa um halo de matéria escura estimado em aproximadamente cinco bilhões de massas solares, proporção incomum entre gás e matéria invisível.

Essa configuração transforma o objeto em um chamado fantasma cósmico, grande em escala, mas ausente dos sinais tradicionais usados para mapear galáxias.

Impactos para a cosmologia

Pesquisadores indicam que estudar objetos como o Cloud-9 pode revelar pistas fundamentais sobre a formação de galáxias e a matéria escura.

A maior parte das observações astronômicas históricas priorizou estruturas luminosas, deixando componentes silenciosos do Universo fora do foco científico.

O Cloud-9 demonstra que porções relevantes da massa cósmica permanecem ocultas, influenciando a evolução galáctica sem produzir luz detectável.

Como antecedente, modelos de reionização já sugeriam a existência dessas nuvens, agora confirmadas, ampliando o inventário de estruturas que moldam o Universo.

Com informações de Aventuras na História.

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Romário Pereira de Carvalho

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