A Tempestade Chandra trouxe à tona destroços de um navio com cerca de 400 anos na baía de Studland, chamando a atenção de pesquisadores e autoridades. Os restos podem estar ligados ao possível naufrágio do Fame from Hoorn, uma embarcação histórica associada às rotas marítimas europeias do passado
A fúria da natureza trouxe à tona um tesouro arqueológico inestimável nas areias de Dorset, na Inglaterra. Após a passagem da Tempestade Chandra, em janeiro de 2026, madeiras estruturais de um navio do século XVII foram expostas na baía de Studland, mobilizando especialistas do National Trust e da Universidade de Bournemouth. A descoberta, considerada um elo perdido da história naval holandesa, só é visível durante a maré baixa e já está sob rigorosa vigilância científica.
O navio Fame from Hoorn e o naufrágio do Swash Channel
A principal hipótese dos arqueólogos é que os destroços pertençam ao Fame from Hoorn, um imponente navio mercante holandês que encalhou na região em 1631. A embarcação, que media cerca de 40 metros de comprimento, era um navio de alto status, equipado com até 40 canhões para se defender de piratas em suas rotas rumo ao Caribe.
Os especialistas acreditam que esta seção de seis metros encontrada após a Tempestade Chandra seja uma parte que se desprendeu do «Naufrágio do Canal de Swash», um sítio arqueológico famoso descoberto nos anos 90. Na época do acidente original, embora os 45 tripulantes tenham sobrevivido, o navio foi rapidamente saqueado pelos moradores locais, e o que restou foi tragado pela areia, permanecendo preservado por quatro séculos.
-
A vila brasileira única onde não tem asfalto, energia elétrica quase não chega, carro não entra e a luz da Lua vira atração entre dunas e ruas de areia, chamando a atenção de mais 1,5 milhão de turistas por ano
-
Em pleno interior paulista, uma cidade que já foi lar de dinossauros chama a atenção do mundo: o «Jurassic Park» com mais de mil pegadas de dinossauro fossilizadas de 135 milhões de anos é algo realmente fascinante
-
A CIA construiu em segredo o Glomar Explorer, o maior navio de mineração do mundo, usou o bilionário Howard Hughes como fachada e tentou levantar do fundo do Pacífico, a quase 5.000 metros de profundidade, um submarino nuclear soviético de 1.700 toneladas em uma das operações mais audaciosas da Guerra Fria
-
Quanto custa construir uma casa de 100 m² em 2026

A estrutura da descoberta e a preservação
A seção revelada pela Tempestade Chandra impressiona pelo estado de conservação. Composta por pelo menos 15 cavernas (as «costelas» do navio) conectadas por cavilhas de madeira a cinco tábuas do casco externo, a peça demonstra a robusta engenharia naval da época.
- Dimensões: Aproximadamente 6 metros de comprimento por 2 metros de largura.
- Estado: As tábuas externas estão em excelente condição, apesar da erosão nas cavernas internas.
- Técnica: O uso de pregos de madeira que permanecem firmes após 400 anos é um testemunho da habilidade artesanal do século XVII.
Atualmente, a área está protegida por sacos de areia para evitar a erosão acelerada pelo contato com o oxigênio e a água salgada. A Universidade de Bournemouth aguarda autorizações da Historic England para iniciar uma escavação controlada e realizar a datação por carbono definitiva.

Um patrimônio «excepcionalmente raro» sob proteção
Naufrágios anteriores ao ano 1700 são considerados descobertas de importância mundial. O local agora faz parte de um seleto grupo de apenas 57 naufrágios protegidos por lei na costa inglesa. A orientação para os turistas que visitam Studland é clara: observar, mas jamais tocar ou caminhar sobre as madeiras, sob risco de danificar permanentemente o material orgânico fragilizado.
Espera-se que, após os estudos, estas peças se juntem ao acervo do Museu de Poole, onde já repousam figuras de proa, sinos de bronze e utensílios de cozinha resgatados em expedições anteriores. O legado revelado pela Tempestade Chandra reforça que, sob as areias de Studland, a história ainda respira e aguarda o momento certo para emergir.
O artigo foi elaborado com base nas informações publicadas pelo portal Swanage News, que detalhou a descoberta dos destroços na baía de Studland após a Tempestade Chandra
-
-
-
3 pessoas reagiram a isso.