1. Inicio
  2. / Curiosidades
  3. / Tempestade Chandra revela segredo de mais de 400 anos: pedaços de um navio naufragado foram encontrados e demonstram como os antigos se protegiam de piratas
Tiempo de lectura 3 min de lectura Comentarios 0 comentarios

Tempestade Chandra revela segredo de mais de 400 anos: pedaços de um navio naufragado foram encontrados e demonstram como os antigos se protegiam de piratas

Escrito por Noel Budeguer
Publicado el 09/02/2026 a las 19:25
Actualizado el 09/02/2026 a las 19:27
Tempestade Chandra revela segredo de mais de 400 anos: pedaços de um navio naufragado foram encontrados e demonstram como os antigos se protegiam de piratas
  • Reação
  • Reação
  • Reação
3 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

A Tempestade Chandra trouxe à tona destroços de um navio com cerca de 400 anos na baía de Studland, chamando a atenção de pesquisadores e autoridades. Os restos podem estar ligados ao possível naufrágio do Fame from Hoorn, uma embarcação histórica associada às rotas marítimas europeias do passado

A fúria da natureza trouxe à tona um tesouro arqueológico inestimável nas areias de Dorset, na Inglaterra. Após a passagem da Tempestade Chandra, em janeiro de 2026, madeiras estruturais de um navio do século XVII foram expostas na baía de Studland, mobilizando especialistas do National Trust e da Universidade de Bournemouth. A descoberta, considerada um elo perdido da história naval holandesa, só é visível durante a maré baixa e já está sob rigorosa vigilância científica.

O navio Fame from Hoorn e o naufrágio do Swash Channel

A principal hipótese dos arqueólogos é que os destroços pertençam ao Fame from Hoorn, um imponente navio mercante holandês que encalhou na região em 1631. A embarcação, que media cerca de 40 metros de comprimento, era um navio de alto status, equipado com até 40 canhões para se defender de piratas em suas rotas rumo ao Caribe.

Os especialistas acreditam que esta seção de seis metros encontrada após a Tempestade Chandra seja uma parte que se desprendeu do «Naufrágio do Canal de Swash», um sítio arqueológico famoso descoberto nos anos 90. Na época do acidente original, embora os 45 tripulantes tenham sobrevivido, o navio foi rapidamente saqueado pelos moradores locais, e o que restou foi tragado pela areia, permanecendo preservado por quatro séculos.

Restos de madeira de um navio com cerca de 400 anos emergem na areia da baía de Studland após a passagem da Tempestade Chandra, revelando um possível naufrágio histórico exposto pela força do mar

A estrutura da descoberta e a preservação

A seção revelada pela Tempestade Chandra impressiona pelo estado de conservação. Composta por pelo menos 15 cavernas (as «costelas» do navio) conectadas por cavilhas de madeira a cinco tábuas do casco externo, a peça demonstra a robusta engenharia naval da época.

  • Dimensões: Aproximadamente 6 metros de comprimento por 2 metros de largura.
  • Estado: As tábuas externas estão em excelente condição, apesar da erosão nas cavernas internas.
  • Técnica: O uso de pregos de madeira que permanecem firmes após 400 anos é um testemunho da habilidade artesanal do século XVII.

Atualmente, a área está protegida por sacos de areia para evitar a erosão acelerada pelo contato com o oxigênio e a água salgada. A Universidade de Bournemouth aguarda autorizações da Historic England para iniciar uma escavação controlada e realizar a datação por carbono definitiva.

Um modelo que mostra como teria sido a Fame de Hoorn e (retângulo vermelho) onde teriam estado as vigas recém-descobertas.

Um patrimônio «excepcionalmente raro» sob proteção

Naufrágios anteriores ao ano 1700 são considerados descobertas de importância mundial. O local agora faz parte de um seleto grupo de apenas 57 naufrágios protegidos por lei na costa inglesa. A orientação para os turistas que visitam Studland é clara: observar, mas jamais tocar ou caminhar sobre as madeiras, sob risco de danificar permanentemente o material orgânico fragilizado.

Espera-se que, após os estudos, estas peças se juntem ao acervo do Museu de Poole, onde já repousam figuras de proa, sinos de bronze e utensílios de cozinha resgatados em expedições anteriores. O legado revelado pela Tempestade Chandra reforça que, sob as areias de Studland, a história ainda respira e aguarda o momento certo para emergir.

O artigo foi elaborado com base nas informações publicadas pelo portal Swanage News, que detalhou a descoberta dos destroços na baía de Studland após a Tempestade Chandra

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Feedbacks
Visualizar todos comentários
Fuente
Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

Compartir en aplicaciones
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x