Essa é mais uma possibilidade de investimento para pessoas com poucos recursos, que podem começar com valores menores e crescer depois
O Tesouro Nacional anunciou o lançamento de um novo título público voltado especialmente à ampliação do acesso da população aos investimentos em renda fixa. Batizado de Tesouro Reserva, o papel começará a ser oferecido ao público em geral a partir de março e será indexado à taxa básica de juros da economia, a Selic. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para modernizar o Tesouro Direto e atrair novos investidores, sobretudo aqueles que ainda não participam do mercado financeiro.
Essa novidade foi apresentada no último dia 30 de janeiro pelo secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, durante um evento realizado na sede da B3, em São Paulo. Segundo ele, o Tesouro Reserva será lançado em conjunto com a nova plataforma do Tesouro Direto, que funcionará de forma ininterrupta, 24 horas por dia, sete dias por semana. O objetivo é eliminar barreiras de acesso e permitir que trabalhadores que não conseguem operar durante o horário comercial possam investir com mais facilidade.
De acordo com Ceron, o novo título foi desenhado para atender principalmente as camadas mais populares da população, oferecendo simplicidade, liquidez e segurança. Um dos principais diferenciais do Tesouro Reserva é a possibilidade de investimento com valores extremamente baixos.
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Como aplicar no Tesouro Reserva
Agora, o investidor poderá aplicar a partir de R$ 1, embora o valor de face dos títulos seja de R$ 10. A proposta é estimular o hábito de poupança e investimento mesmo entre aqueles com menor capacidade financeira.
Segundo reportagem publicada pelo InfoMoney, o Tesouro Reserva terá vencimento de três anos, mas permitirá resgates a qualquer momento, sem a incidência de descontos. Diferentemente de outros títulos públicos, ele não sofrerá marcação a mercado, o que significa que o investidor não estará sujeito à oscilação de preços ao longo do tempo. Na prática, isso garante previsibilidade e elimina o risco de perdas em caso de resgate antecipado, uma preocupação comum entre investidores iniciantes.
“O investidor vai poder resgatar no momento em que quiser, a qualquer hora do dia ou da noite, sem risco de variação no preço do título”, explicou Ceron. Segundo ele, trata-se de uma taxa flutuante, atrelada à Selic, mas com estrutura pensada para quem busca rentabilidade com baixo risco. A combinação de liquidez imediata, estabilidade e aplicação mínima reduzida coloca o Tesouro Reserva como uma alternativa direta à poupança, tradicionalmente utilizada por grande parte dos brasileiros.
Mais de 3 milhões de investidores ativos
Atualmente, o Tesouro Direto conta com pouco mais de 3 milhões de investidores ativos. Com o lançamento do novo título, a expectativa do governo é ampliar significativamente esse número, diversificando o perfil dos participantes e fortalecendo a educação financeira no país. Para o secretário do Tesouro, oferecer opções claras e acessíveis de investimento é também uma forma de promover cidadania e autonomia financeira.
Depois, Ceron também alertou para os riscos associados a aplicações mais complexas ou mal compreendidas. Em um cenário de instabilidade e de problemas recentes envolvendo ativos de maior risco, ele destacou a importância de que os investidores façam escolhas conscientes, alinhadas ao seu perfil e aos seus objetivos. “Quem quer segurança com rentabilidade precisa ter instrumentos adequados para isso. E quem deseja correr mais riscos deve fazê-lo de forma informada”, afirmou.
Antes do lançamento oficial, o Tesouro Reserva já está sendo testado por um grupo restrito de clientes do Banco do Brasil. A fase piloto serve para ajustes operacionais e validação do funcionamento da nova plataforma digital. A partir de março, porém, o título estará disponível para todos os investidores cadastrados no Tesouro Direto, consolidando mais um passo na democratização do acesso aos investimentos públicos no Brasil.

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