O TJSC avança na sustentabilidade ao instalar sistemas de energia solar em prédios do Judiciário, reduzindo custos operacionais, ampliando eficiência energética e promovendo economia de recursos públicos em Santa Catarina
O Poder Judiciário de Santa Catarina avançou de forma concreta na agenda ambiental ao ampliar o uso de energia solar em prédios do Judiciário, fortalecendo políticas institucionais voltadas à eficiência energética e à economia de recursos públicos. A iniciativa, conduzida pelo TJSC, integra um conjunto de ações alinhadas às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas.
TJSC investe em energia solar como estratégia de sustentabilidade institucional
Segundo matéria publicada pelo próprio TJSC nesta sexta-feira (9), ao longo de 2025, quatro novas usinas fotovoltaicas foram instaladas em comarcas catarinenses e na sede do Tribunal, em Florianópolis. O projeto reduz custos fixos, diminui o impacto ambiental e reforça o compromisso do Judiciário com uma gestão pública mais moderna e responsável.
O investimento em energia solar representa um passo estratégico do TJSC para tornar suas operações mais sustentáveis. A geração própria de energia a partir de fontes renováveis permite reduzir a dependência do sistema elétrico convencional e mitigar impactos ambientais associados ao consumo de energia.
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As novas usinas fotovoltaicas foram implantadas nas comarcas de Garuva, Guaramirim, São Lourenço do Oeste e na Torre I da sede do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em Florianópolis.
As potências instaladas variam entre 50 e 61 quilowatt-pico (kWp), padrão adotado para atender parte da demanda energética desses prédios do Judiciário. A adoção da energia solar consolida a sustentabilidade como política permanente dentro do Judiciário catarinense.
Prédios do Judiciário recebem usinas fotovoltaicas em diferentes regiões
A ampliação do projeto de energia solar pelo TJSC alcança diferentes regiões de Santa Catarina, garantindo que os benefícios da geração própria de energia sejam distribuídos de forma descentralizada. Essa estratégia aumenta a eficiência operacional e fortalece a política de economia de recursos públicos.
As instalações ocorreram nas seguintes localidades:
- Garuva, com usina de 60 kWp
- Guaramirim, com usina de 60 kWp
- São Lourenço do Oeste, com usina de 61 kWp
- Florianópolis, na Torre I do TJSC, com usina de 50 kWp
Essas unidades se somam à usina fotovoltaica instalada em Lages, que entrou em operação no início de 2023 e serviu como base técnica para a expansão do projeto. A presença de usinas em diferentes prédios do Judiciário amplia os ganhos de eficiência energética e reduz custos recorrentes.
Eficiência energética orienta decisões do TJSC
A eficiência energética é um dos pilares centrais da política ambiental do TJSC. A instalação de sistemas de energia solar faz parte de um conjunto mais amplo de medidas voltadas à modernização da infraestrutura física dos prédios do Judiciário.
Essas ações atendem aos indicadores estabelecidos pelo CNJ, que incentiva tribunais brasileiros a adotarem práticas sustentáveis, especialmente no consumo de energia elétrica, água e na gestão de resíduos.
Reduzir desperdícios e otimizar recursos tornou-se uma diretriz estratégica da administração pública no Judiciário catarinense. Além de contribuir para a sustentabilidade ambiental, a eficiência energética garante maior previsibilidade orçamentária e reduz a exposição a reajustes tarifários do setor elétrico.
Economia de recursos públicos com geração própria de energia solar
A geração própria de energia solar traz impacto direto na economia dos cofres públicos. Embora o TJSC não divulgue valores financeiros detalhados por unidade, é consenso no setor público que a conta de energia elétrica representa uma das principais despesas fixas de órgãos com grande estrutura física.
Com a produção de energia nos próprios prédios do Judiciário, há redução do consumo da rede convencional, o que diminui gastos mensais e libera recursos para outras áreas prioritárias.
A economia gerada pode ser revertida em investimentos em tecnologia, capacitação de servidores e melhoria dos serviços prestados à sociedade. Além disso, os sistemas fotovoltaicos possuem vida útil superior a duas décadas, garantindo retorno financeiro e ambiental no longo prazo.
Energia solar alinhada às resoluções do CNJ e à Agenda 2030
O projeto de energia solar do TJSC está em conformidade com as resoluções do Conselho Nacional de Justiça, que orientam os tribunais a adotarem práticas sustentáveis e a monitorarem indicadores ambientais.
A iniciativa também está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente:
- ODS 7, que trata do acesso à energia limpa e acessível
- ODS 11, voltado à construção de cidades e comunidades sustentáveis
Esse alinhamento reforça o papel do Judiciário como agente ativo na transição para uma economia mais sustentável.
Redução do impacto ambiental nos prédios do Judiciário catarinense
A substituição parcial da energia convencional por energia solar reduz o impacto ambiental das atividades do TJSC. A geração fotovoltaica não emite gases de efeito estufa durante a operação e contribui para a diversificação da matriz energética.
Segundo o diretor de Engenharia e Arquitetura do Tribunal, Everton Tischer, a iniciativa diminui a pressão sobre o sistema público de geração e distribuição de energia elétrica operado pelas concessionárias.
A medida contribui para um sistema energético mais equilibrado e menos dependente de fontes não renováveis. Essa redução do impacto ambiental fortalece a imagem institucional do Judiciário catarinense como referência em responsabilidade socioambiental.
O TJSC já planeja ampliar o projeto de energia solar a partir de 2026. A expectativa é instalar entre oito e dez novas usinas fotovoltaicas, com potência semelhante às atuais, variando entre 50 e 60 kWp.
A ampliação reforça o compromisso institucional com a eficiência energética, a economia de recursos públicos e a sustentabilidade ambiental no longo prazo. A continuidade do projeto consolida a energia solar como eixo estruturante da gestão pública no Judiciário.
Sustentabilidade, inovação e responsabilidade no Judiciário catarinense
O investimento do TJSC em energia solar demonstra que sustentabilidade, inovação e responsabilidade fiscal podem caminhar juntas no setor público. A ampliação das usinas fotovoltaicas em prédios do Judiciário gera benefícios ambientais, operacionais e financeiros.
Com foco em eficiência energética, economia de recursos públicos e alinhamento às políticas nacionais e internacionais de sustentabilidade, o Judiciário de Santa Catarina fortalece sua atuação institucional e responde às demandas da sociedade por uma gestão mais transparente e responsável. A iniciativa mostra que o compromisso ambiental deixou de ser discurso e passou a integrar a prática cotidiana da administração pública.
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