Um tornado passou por Guatupê, em São José dos Pinhais, e cruzou a Região Metropolitana após nascer entre Almirante Tamandaré e Colombo, avançar por Curitiba e alcançar rajadas no aeroporto. O Simepar classificou o evento como F2, e o Paraná enviou telhas e lona às famílias para resposta rápida imediata.
No último sábado (10), a Grande Curitiba foi atingida por um tornado classificado como F2, que atravessou o bairro de Guatupê, em São José dos Pinhais, e deixou um rastro de destruição em cerca de 350 residências. Com ventos de até 180 km/h, o fenômeno impactou aproximadamente 1,2 mil pessoas e deixou ao menos duas pessoas feridas.
O tornado é considerado raro na região, e o episódio chamou atenção por combinar intensidade elevada, danos amplos e uma trajetória bem definida dentro da Região Metropolitana. O Simepar confirmou a classificação do tornado na Escala Fujita, e o governo do Paraná mobilizou estruturas de atendimento com envio de telhas, lona e equipes de resposta para atender as famílias atingidas.
Onde o tornado passou e como ele cruzou a Grande Curitiba
O tornado avançou pela Região Metropolitana de Curitiba e teve como ponto central de impacto o bairro de Guatupê, em São José dos Pinhais, onde cerca de 350 residências foram atingidas.
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O caminho do sistema de tempestade foi descrito como uma trajetória que começou em cidades ao norte da capital e se deslocou até a área mais afetada.
A célula de tempestade se originou em Almirante Tamandaré e Colombo, passou por Curitiba e avançou em direção a São José dos Pinhais.
Essa sequência ajuda a explicar por que diferentes bairros registraram rajadas importantes, mesmo quando o dano mais severo se concentrou no trecho por onde o tornado passou.
O que significa um tornado F2 e por que a classificação importa
O Simepar confirmou que o tornado foi classificado como F2 na Escala Fujita, uma escala que vai de F0 a F5.
Na categoria F2, os ventos variam entre 180 km/h e 253 km/h, o que coloca o evento em um patamar de severidade capaz de produzir impactos significativos em áreas urbanas.
Mesmo com a amplitude de vento prevista para F2, o registro destacado do episódio foi de ventos que chegaram a 180 km/h no sistema que atingiu a Grande Curitiba.
A classificação como F2 não é apenas um rótulo, porque ela organiza o entendimento sobre intensidade, ajuda a comparar com eventos anteriores e orienta a leitura do risco em episódios futuros.
O saldo imediato em São José dos Pinhais: casas atingidas, pessoas impactadas e feridos
O dano mais visível do tornado apareceu em São José dos Pinhais, com destruição em cerca de 350 residências e aproximadamente 1,2 mil pessoas impactadas.
O governo do Paraná também informou que ao menos duas pessoas sofreram ferimentos leves e precisaram ser encaminhadas a unidades de saúde.
Esse conjunto de números mostra a dimensão do episódio para um fenômeno considerado pouco comum no Sul do Brasil.
Quando um tornado cruza uma área urbana, o impacto não se mede apenas por vento, mas por quantas casas ficam expostas, quantas famílias precisam de atendimento imediato e quantos serviços públicos entram em modo de emergência.
As medições de vento em Curitiba e os registros no aeroporto
Além da faixa mais atingida, a capital registrou rajadas relevantes em diferentes bairros.
Em Curitiba, os ventos chegaram a 56,5 km/h no Jardim das Américas, com registros mais intensos em Boqueirão (67,7 km/h), Pinheirinho (66,2 km/h), Portão (68 km/h) e Santa Felicidade (59 km/h).
Em São José dos Pinhais, as rajadas no aeroporto chegaram a 68 km/h.
Esses números ajudam a mapear a força do sistema convectivo associado ao tornado, reforçando que o episódio teve múltiplos pontos de registro de vento, mesmo que a destruição mais severa tenha sido associada ao trecho de passagem do fenômeno.
Por que esse tornado se formou: baixa pressão, calor, umidade e mudança de vento
O Simepar explicou que o tornado foi favorecido por um sistema de baixa pressão formado entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul.
A isso se somaram calor, umidade e mudança na direção dos ventos, um conjunto de fatores que criou ambiente propício para a formação de tempestade severa.
Esse tipo de combinação ajuda a entender por que o fenômeno foi descrito como raro e, ao mesmo tempo, intenso.
Não se trata de um único gatilho, mas da interação entre pressão, umidade disponível e dinâmica do vento, que pode organizar uma célula de tempestade e permitir a ocorrência de um tornado.
A resposta do Paraná após o tornado: telhas, lona e mobilização em campo
Com o rastro de danos, o governo do Paraná informou o envio de 2,6 mil telhas e 310 metros de lona para atender as famílias atingidas.
Equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e de órgãos municipais permaneceram mobilizadas na região para atendimento e suporte.
O envio de telhas e lona indica uma prioridade imediata típica de cenários de destruição residencial, em que proteger as casas danificadas e reduzir exposição ao tempo se torna uma etapa essencial nas primeiras horas e dias após o tornado.
Tornados no Paraná em 2026 e a comparação com o evento mais extremo de 2025
O tornado que atingiu a Grande Curitiba foi o segundo tornado registrado no estado em 2026.
O primeiro ocorreu em 2 de janeiro, no município de Mercedes, e foi classificado como F1, o que reforça que o ano já vinha com registros de fenômenos severos no Paraná.
Para efeito de comparação, o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, em novembro de 2025, foi classificado como F4, com ventos de até 330 km/h, e deixou seis mortos.
Essa comparação coloca o F2 da Grande Curitiba em perspectiva, mostrando que há eventos ainda mais intensos no histórico recente, mas sem reduzir a gravidade do impacto atual sobre moradias e famílias.
O que o episódio revela sobre fenômenos extremos pouco comuns no Sul do Brasil
O caso expôs a força de um fenômeno extremo que não aparece com frequência na região, mas que, quando ocorre, pode produzir efeitos concentrados e muito destrutivos.
O tornado atravessou um corredor urbano, afetou centenas de residências e mobilizou resposta emergencial com envio de materiais, equipes e atendimento a feridos.
Ao mesmo tempo, a distribuição de rajadas em bairros de Curitiba e o registro no aeroporto de São José dos Pinhais mostram que o episódio não ficou restrito a um ponto isolado.
Foi um evento regional dentro da Grande Curitiba, com um núcleo de destruição associado à passagem do tornado e impactos meteorológicos percebidos em diferentes áreas.
Você acha que a população da Grande Curitiba está preparada para reconhecer e reagir a um tornado quando ele se forma tão rápido, ou esse tipo de alerta ainda parece distante demais da rotina do Sul do Brasil?

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