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Trator BARATO da China chega ao Brasil e surpreende todo o setor agrícola com fábrica de US$ 420 milhões que produz 1 máquina a cada 4 minutos, até 100 mil por ano, e modelo de 240 cv com CVT, autonomia de 12 horas e tecnologia inteligente.

Escrito por Alisson Ficher
Publicado el 21/02/2026 a las 15:59
Actualizado el 21/02/2026 a las 16:31
Lovol investe US$ 420 milhões em fábrica na China e mira o Brasil com trator de 240 cv, CVT e produção de 100 mil unidades ao ano.
Lovol investe US$ 420 milhões em fábrica na China e mira o Brasil com trator de 240 cv, CVT e produção de 100 mil unidades ao ano.
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Fábrica chinesa automatizada acelera produção e reposiciona marca no Brasil, com tratores de alta potência, transmissão CVT e pacote de agricultura de precisão exibidos em feiras do agro, enquanto o pós-venda e a disponibilidade de peças entram no centro da disputa com concorrentes tradicionais.

A fabricante chinesa Lovol voltou a mirar o Brasil enquanto amplia sua capacidade industrial na China, após inaugurar uma base de produção em Weifang, na província de Shandong, anunciada com investimento de US$ 420 milhões e ritmo de uma unidade a cada quatro minutos.

Com esse ciclo, a empresa afirma ter fôlego para fabricar até 100 mil tratores por ano, em uma linha marcada por automação pesada e integração de processos, numa disputa que pretende alcançar fazendas fora da Ásia e, novamente, clientes brasileiros.

Fábrica da Lovol em Weifang e produção em escala

O objetivo da planta é sustentar volume e padronização, e o cálculo por trás do “um trator a cada 4 minutos” está ligado ao fluxo contínuo de montagem, que, mantido ao longo do ano, se aproxima da meta divulgada de 100 mil máquinas.

Enquanto a empresa exibe a fábrica como vitrine de manufatura inteligente, a mensagem comercial é direta: ampliar a oferta de modelos com transmissão power shift e CVT, mirando clientes que já exigem conforto, eficiência e compatibilidade com agricultura de precisão.

Lovol investe US$ 420 milhões em fábrica na China e mira o Brasil com trator de 240 cv, CVT e produção de 100 mil unidades ao ano.
Lovol investe US$ 420 milhões em fábrica na China e mira o Brasil com trator de 240 cv, CVT e produção de 100 mil unidades ao ano.

História da Lovol e mudança com o grupo Weichai

A trajetória do grupo passa pela expansão industrial chinesa do fim dos anos 1990, quando a Foton Motor consolidou operações e avançou para áreas além dos caminhões, num movimento que abriu espaço para a divisão de máquinas agrícolas e construção associada ao nome Lovol.

A mudança de patamar, porém, ganhou outra dimensão com a entrada do grupo Weichai no controle, operação descrita por publicações técnicas como uma reestruturação que levou a Weichai a se tornar acionista controladora e a integrar motores e transmissões ao portfólio.

Com a Lovol alinhada ao ecossistema industrial de Shandong Heavy Industry, a fabricante passou a enfatizar o acesso a cadeias de suprimento e a tecnologias de trem de força, incluindo transmissões CVT, além de reposicionar a marca para competir fora da China.

Lovol no Brasil e presença na Agrishow

No Brasil, a estratégia tem sido de presença via rede de revendas e parceiros, com foco em feiras e demonstrações, numa tentativa de reduzir a distância entre produto e suporte, ponto considerado decisivo num mercado dominado por marcas tradicionais.

Na Agrishow 2025, realizada em Ribeirão Preto entre 28 de abril e 2 de maio, a Lovol informou que ocupou um estande de 1.200 m² e apresentou 14 modelos, com máquinas voltadas a grãos, cana, pomares e cafezais, além de reforçar treinamento de concessionários.

A empresa também anunciou na feira o lançamento do F4090 com cabine, descrito como um modelo direcionado a pomares e plantações de café, buscando um nicho em que dimensões, manobrabilidade e conforto costumam pesar tanto quanto potência bruta.

Trator de 240 cv com CVT e tecnologia inteligente

Video de YouTube

Entre os modelos de maior destaque, a Lovol tem apresentado ao público brasileiro um trator de 240 cv com transmissão CVT, dentro da série P7000, combinando motor Weichai e proposta de operação em lavouras extensivas, onde consumo, rendimento e ergonomia entram na conta.

Em material técnico da própria marca, a série informa velocidade de 0 a 40 km/h com CVT e capacidade de tanque de 420 litros, além de especificar padrões de emissões como “Fase III”, o que ajuda a enquadrar o tipo de motorização oferecida.

No mesmo conjunto de materiais e comunicações institucionais, a empresa associa seus tratores inteligentes a sistemas de agricultura de precisão e a navegação por satélite BeiDou, com ênfase em direção assistida e em automação de tarefas, conforme configuração e pacote adotados.

A Lovol ainda descreve que o P7240 CVT pode operar com suporte de um sistema próprio de precisão, e a ideia de “autonomous operation” aparece vinculada ao uso desse ecossistema, numa agenda que tem sido comum entre fabricantes que buscam diferenciar equipamentos de alta potência.

Modelos menores e portfólio além do campo

Para produtores que não precisam de um trator nessa faixa de potência, a marca trabalha no país com opções utilitárias, como o TH754, apresentado como trator 4×4 de 75 cv com transmissão sincronizada 12F+12R, voltado a propriedades pequenas e médias.

Além do portfólio agrícola, a Lovol tenta ampliar presença com equipamentos de construção, como carregadeiras e escavadeiras, aproveitando sinergias de grupo e a demanda brasileira por máquinas em obras e em serviços rurais, especialmente em regiões de expansão produtiva.

Na linha de colheita, a empresa também divulga a RG108 Plus como colheitadeira de esteiras indicada para arroz, com motor de 100 cv, taxa de alimentação de 5 kg por segundo e plataforma de 2.300 mm, especificações que aparecem em catálogos e páginas comerciais.

Video de YouTube

Pós-venda, peças e confiança do produtor

A disputa, no entanto, não depende apenas de preço e ficha técnica, porque o pós-venda costuma ser o filtro decisivo para quem compra máquina de trabalho, e a experiência brasileira mostra que rede de peças, oficina e tempo de resposta pesam mais do que propaganda.

Nos últimos anos, iniciativas do grupo Weichai no Brasil também chamaram atenção fora do segmento de tratores, com anúncio e abertura de operação em Itumbiara (GO) ligada a investimentos de cerca de R$ 100 milhões, conforme comunicados do governo estadual e municipal.

Ainda assim, transformar presença em participação de mercado exige consistência, já que parte do público mantém desconfiança sobre durabilidade e suporte de marcas chinesas, enquanto outra parcela vê avanço tecnológico acelerado e aposta que a concorrência tende a se intensificar.

Se a Lovol consegue sustentar a promessa industrial de volume e tecnologia e, ao mesmo tempo, entregar assistência e peças no ritmo que o campo brasileiro exige, qual será o fator que mais vai pesar na decisão do produtor na próxima compra: rede de suporte ou preço de entrada?

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Jailson Rodrigues Mendonça
Jailson Rodrigues Mendonça
23/02/2026 11:56

Yesssssss…..nota…10….mas reposição de peças….tudo que anda prescisa de manutenção e troca de peças

Ronaldo Trindade
Ronaldo Trindade
22/02/2026 12:14

Quero uma máquina dessa. Potência 120 a 150HP

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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