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Trem de R$ 4,5 bilhões ligará cidades brasileiras com rota panorâmica pela neve, 22 mil empregos gerados, trens híbridos com Wi-Fi, viagem até Gramado em meio à Serra Gaúcha e estações de alto padrão

Escrito por Alisson Ficher
Publicado el 13/01/2026 a las 13:48
Actualizado el 13/01/2026 a las 13:49
Projeto prevê trem privado entre Porto Alegre e Gramado, com investimento de R$ 4,5 bilhões, trens híbridos, estações estratégicas e início previsto para 2032.
Projeto prevê trem privado entre Porto Alegre e Gramado, com investimento de R$ 4,5 bilhões, trens híbridos, estações estratégicas e início previsto para 2032.
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Projeto ferroviário privado no Rio Grande do Sul prevê investimento bilionário, nova ligação entre capital e Serra Gaúcha, geração de milhares de empregos e foco em turismo e mobilidade, com trens modernos, estações estratégicas e cronograma de longo prazo.

O governo do Rio Grande do Sul autorizou a implantação de uma ferrovia privada de passageiros que pretende ligar Porto Alegre a Gramado e Canela, com investimento estimado em R$ 4,5 bilhões e início de operação projetado para 2032.

O anúncio foi feito em agosto de 2025 e atribui à empresa SulTrens a responsabilidade pela captação de recursos na iniciativa privada, além da condução das etapas de licenciamento ambiental e desenvolvimento dos projetos de engenharia.

Ligação ferroviária entre Porto Alegre e Serra Gaúcha

Pelo desenho apresentado pelo Estado, a proposta combina mobilidade e turismo ao oferecer um deslocamento mais previsível entre a Região Metropolitana e a Serra Gaúcha.

A expectativa é de uma viagem com duração aproximada de uma hora, em um trajeto expresso pensado para reduzir a dependência do automóvel e de ônibus, especialmente em períodos de alta temporada.

O traçado divulgado em comunicados oficiais aponta uma ferrovia com cerca de 83 quilômetros, cruzando municípios ao longo do caminho até a área de Gramado e Canela.

Segundo o material apresentado à época do anúncio, a área de influência do projeto inclui dezenas de localidades, com passagem por 19 municípios ao longo do corredor principal.

A concessão para exploração do serviço foi estruturada com prazo de 99 anos, dentro do modelo de autorização para operação privada de transporte ferroviário de passageiros.

Na comunicação institucional, o governo estadual destacou o caráter inédito da iniciativa, ao tratar-se de uma ferrovia de passageiros implantada e operada integralmente pela iniciativa privada dentro de um Estado.

Impacto econômico e geração de empregos

A previsão divulgada aponta para a criação de 22.723 empregos diretos e indiretos, somando vagas nas fases de implantação e de operação do sistema ferroviário.

Esse número aparece em comunicados oficiais e em reportagens publicadas após a autorização do projeto, com detalhamento parcial dos postos diretos e indiretos previstos.

Ainda assim, o volume final de empregos dependerá do avanço do licenciamento, da captação de recursos e da definição do cronograma de obras.

Como ocorre em empreendimentos de grande porte, a quantidade de contratações tende a variar conforme a etapa do projeto, o desenho executivo e as condições de mercado, mantendo-se, por ora, os números divulgados publicamente.

Trens híbridos e conectividade a bordo

Para enfrentar o relevo da Serra Gaúcha, a SulTrens e o governo do Estado indicaram a adoção de trens com motorização híbrida diesel-elétrica.

O termo de adesão divulgado em agosto de 2025 descreve composições articuladas, com tráfego bidirecional e velocidade máxima projetada de 120 km/h, adequadas ao perfil do trajeto.

A capacidade estimada varia entre 220 e 300 passageiros, com previsão de ar-condicionado e outros itens voltados ao conforto durante a viagem.

Além das características técnicas, a conectividade foi apresentada como um diferencial do serviço.

As composições deverão contar com Wi-Fi, alinhando o projeto a um padrão turístico e de conveniência para passageiros em deslocamentos de lazer ou trabalho.

Estações próximas ao aeroporto e ao eixo turístico

As estações principais foram posicionadas para facilitar o acesso tanto de moradores quanto de turistas, evitando deslocamentos urbanos prolongados.

Em Porto Alegre, o projeto prevê uma estação nas proximidades do Aeroporto Internacional Salgado Filho, com ligação estimada a cerca de 700 metros do terminal.

Na Serra Gaúcha, a chegada está prevista para a Avenida das Hortênsias, entre Gramado e Canela, um dos principais eixos turísticos e comerciais da região.

A escolha do local busca integrar o fluxo de visitantes ao corredor que concentra hotéis, restaurantes e atrações, reduzindo a necessidade de deslocamentos adicionais.

Obras de engenharia e desafios do traçado

O plano prevê um conjunto significativo de obras para vencer desníveis e atravessar áreas urbanas e rurais ao longo do percurso.

O termo de adesão menciona 27 cruzamentos rodoferroviários, 15 pontes e viadutos e 9 túneis, além da implantação de um centro de manutenção operacional.

Esses elementos ajudam a explicar o volume elevado de investimentos e o cronograma estendido até a conclusão das obras.

O documento também lista etapas futuras, como pesquisa de demanda, otimização do traçado, elaboração do projeto executivo e realização de estudos ambientais, incluindo EIA/Rima, antes do início das intervenções em escala.

Resgate histórico e apelo turístico

A proposta incorpora ainda um componente histórico ao resgatar a ligação ferroviária entre Porto Alegre e a região de Gramado, encerrada em 1963, conforme registros citados no projeto.

O novo traçado se apresenta como uma retomada do transporte ferroviário de passageiros, agora com foco em deslocamentos rápidos e no fortalecimento do turismo regional.

No discurso público, a ferrovia é apontada como alternativa para reduzir a pressão sobre rodovias e centros urbanos, especialmente durante feriados e períodos de maior fluxo.

Também há expectativa de que o trajeto ofereça trechos panorâmicos ao longo da Serra Gaúcha, ampliando o apelo turístico da viagem.

Parte desse interesse está associada ao clima de inverno da região, frequentemente ligado a temperaturas baixas e à eventual ocorrência de neve.

Registros oficiais e guias de viagem, no entanto, indicam que a neve em Gramado é esporádica, não ocorrendo todos os anos.

Quando registrada, costuma ser pontual e de curta duração, o que significa que o cenário de neve não pode ser considerado uma característica regular do trajeto.

Com licenciamento e captação de investimentos ainda em andamento, o projeto segue condicionado ao cumprimento de etapas técnicas e ambientais antes de se transformar em obra.

Caso avance conforme o cronograma, a ferrovia poderá alterar a forma de acesso à Serra Gaúcha e a dinâmica de deslocamento entre o interior e a capital, mas quais sinais concretos indicarão que o trem começou, de fato, a sair do papel?

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Celso Barbosa andrade
Celso Barbosa andrade
15/01/2026 08:24

Um sonho de verão!

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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