O Trieste é o maior navio da história da Marinha Italiana. Com 245 metros de comprimento, capacidade para aeronaves F-35B e avançados sistemas de combate, o navio representa uma nova era para operações anfíbias e navais da Itália.
O Trieste, maior navio já incorporado pela Marinha Italiana, entrou oficialmente em operação em 7 de dezembro de 2024 na base naval de Livorno, na Itália. A embarcação foi construída pela empresa naval Fincantieri como parte de um amplo programa de modernização militar iniciado entre 2014 e 2015.
Com cerca de 245 metros de comprimento e deslocamento de aproximadamente 38 mil toneladas, o navio Trieste substitui o antigo porta-aviões Giuseppe Garibaldi e passa a ocupar posição central na estratégia naval italiana.
A embarcação foi projetada para realizar operações anfíbias, missões aéreas e até ações humanitárias, tornando-se uma plataforma militar extremamente versátil. Além disso, o Trieste foi concebido para atender às novas exigências operacionais do século XXI.
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O navio combina capacidades de porta-aviões leve, navio anfíbio e plataforma logística, permitindo que a Itália amplie significativamente sua presença naval em diferentes regiões do mundo.
O Trieste se torna o maior navio da frota italiana
O Trieste representa um salto tecnológico importante para a Marinha Italiana. Com dimensões impressionantes, o navio possui cerca de 245 metros de comprimento, o equivalente a quase dois campos e meio de futebol.
Seu deslocamento total atinge cerca de 38 mil toneladas, tornando o Trieste a maior embarcação já operada pela marinha do país. Esse tamanho permite que o navio execute múltiplas funções ao mesmo tempo, algo essencial para operações militares modernas.
Outro destaque do Trieste é a presença de duas estruturas superiores, conhecidas como ilhas. A primeira é responsável pela navegação do navio, enquanto a segunda controla as operações aéreas.
Essa configuração aumenta a visibilidade da tripulação, libera espaço no convés de voo e melhora a organização das atividades a bordo.
Convés de voo do Trieste permite operar caças F-35B e helicópteros
Um dos elementos mais impressionantes do navio Trieste é seu enorme convés de voo. A área mede cerca de 230 metros de comprimento por 36 metros de largura, totalizando aproximadamente 7.400 metros quadrados.
Esse espaço permite que o navio opere até nove aeronaves simultaneamente no convés. Em condições operacionais completas, o Trieste pode transportar entre 30 e 34 aeronaves, incluindo helicópteros e caças de decolagem curta.
Entre os modelos previstos está o moderno F-35B, versão de pouso vertical do caça americano de quinta geração. O navio possui uma rampa inclinada na proa, semelhante à de porta-aviões menores, que facilita a decolagem dessas aeronaves.
Além disso, o Trieste conta com dois elevadores gigantes de aeronaves, cada um medindo 15 por 15 metros e suportando até 42 toneladas, permitindo transportar aviões entre o hangar e o convés de voo.

Capacidades anfíbias fazem do Trieste um navio altamente versátil
Apesar de possuir recursos aéreos avançados, o principal papel do Trieste é atuar como navio de assalto anfíbio. Isso significa que ele pode transportar tropas, veículos militares e embarcações de desembarque para operações em terra.
Abaixo do convés de voo, o navio possui um amplo hangar com cerca de 2.300 metros quadrados, capaz de acomodar veículos militares e equipamentos logísticos. Esse espaço pode ser ampliado para até 2.600 metros quadrados graças a divisórias internas removíveis.
Ainda mais abaixo existe um segundo convés com 2.200 metros quadrados, que abriga uma garagem e um dique inundável. Esse sistema permite que o navio Trieste lance embarcações diretamente no mar.
O dique possui cerca de 55 metros de comprimento por 15 metros de largura. Ele pode receber diferentes tipos de embarcações anfíbias, como LCM, LCAC e LCAT, usadas por marinhas da OTAN.
O navio Trieste pode transportar tropas e veículos de combate
A capacidade de transporte do Trieste também impressiona. O navio pode levar veículos blindados e tropas para operações militares ou missões de estabilização internacional.
As embarcações de desembarque do navio são capazes de transportar diversos equipamentos militares. Entre eles estão o tanque italiano Ariete, veículos blindados Centauro, veículos de combate Freccia e jipes militares Iveco LMV Lynx.
Além disso, cada embarcação pode transportar até 300 soldados, permitindo que o Trieste realize operações anfíbias de grande escala.
Essa capacidade transforma o navio em uma plataforma estratégica para projeção de poder militar em regiões costeiras.
Sistemas de armas e defesa do navio Trieste
Para garantir sua proteção, o Trieste foi equipado com sistemas modernos de armamento. O navio possui três canhões multifuncionais Otobreda 76/62, dois localizados na proa e um na popa.
Esses canhões utilizam o sistema Strales, capaz de disparar munição guiada para interceptar ameaças aéreas e marítimas. O navio também possui três sistemas de armas remotamente controlados OTO Melara 25/80.

Cada um deles utiliza um canhão automático Oerlikon de 25 milímetros, voltado para defesa contra embarcações rápidas e drones.
Além disso, o Trieste conta com lançadores de contramedidas ODLS-20, capazes de liberar iscas para confundir torpedos e mísseis inimigos.
Sensores e radares avançados ampliam a consciência situacional do navio
O Trieste também recebeu um sofisticado conjunto de sensores e radares. Entre eles está o radar Kronos Power Shield, um sistema AESA de banda L capaz de detectar alvos a longas distâncias.
Outro sistema importante é o radar tridimensional que permite rastrear até 300 alvos simultaneamente, com alcance superior a 200 quilômetros. Isso oferece ao navio uma visão detalhada do espaço aéreo e marítimo ao redor.
Além disso, o Trieste conta com sistemas de guerra eletrônica desenvolvidos pela empresa italiana Elettronica. O sistema Zeus é capaz de detectar emissões de radar inimigas e aplicar contramedidas eletrônicas.
Com isso, o navio consegue operar tanto em mar aberto quanto em regiões costeiras com maior segurança.
Propulsão poderosa garante mobilidade ao navio Trieste
Para mover uma estrutura tão grande, o Trieste utiliza um complexo sistema de propulsão híbrido. O navio combina turbinas a gás, motores diesel e motores elétricos.
Entre os principais componentes estão duas turbinas Rolls-Royce MT30, capazes de gerar mais de 100 mil cavalos de potência. Elas permitem que o navio atinja velocidades de até 25 nós, equivalente a cerca de 46 km/h.
Quando utiliza motores diesel, o Trieste navega a aproximadamente 18 nós, enquanto os motores elétricos permitem deslocamento silencioso a cerca de 10 nós.
Essa combinação oferece eficiência energética e flexibilidade operacional ao navio.
Construção do navio Trieste envolveu centenas de trabalhadores
A construção do Trieste começou oficialmente em 12 de julho de 2017, quando a primeira chapa de aço foi cortada no estaleiro de Castellammare di Stabia.
Poucos meses depois, em fevereiro de 2018, a quilha do navio foi instalada, marcando o início da montagem estrutural. O lançamento ocorreu em maio de 2019, com a presença do presidente italiano Sergio Mattarella.
Posteriormente, o navio Trieste foi transferido para La Spezia para receber os equipamentos finais e iniciar os testes no mar, realizados pela primeira vez em agosto de 2021.
Durante a construção, mais de 300 trabalhadores participaram da fase inicial. Já na etapa de acabamento e integração dos sistemas, cerca de 800 profissionais estiveram envolvidos.
Trieste também pode atuar em missões humanitárias
Embora seja um poderoso navio militar, o Trieste também foi projetado para operações humanitárias. A embarcação possui um hospital completo a bordo.
O centro médico ocupa cerca de 700 metros quadrados e inclui salas de cirurgia, laboratório de análises clínicas, radiologia e até clínica odontológica.
Há ainda uma enfermaria com capacidade para 28 pacientes em estado grave, além de módulos adicionais que podem ampliar o atendimento em emergências.
Por isso, o Trieste pode atuar em missões de ajuda internacional, desastres naturais e evacuação de civis.

O navio Trieste simboliza o futuro da estratégia naval italiana
Combinando poder aéreo, capacidade anfíbia e tecnologia avançada, o Trieste representa um dos projetos mais ambiciosos da indústria naval europeia.
O navio não apenas substitui antigas embarcações da Marinha Italiana, mas também redefine o papel estratégico da frota no cenário internacional.
Ao reunir funções de porta-aviões leve, navio de assalto anfíbio e plataforma logística, o Trieste demonstra como as forças navais modernas buscam flexibilidade e eficiência em uma única embarcação.

Viva Itália! 🇵🇪