Anúncio conjunto de Governo e Prefeitura em Curitiba confirma mais de R$ 180 milhões para o trinário da Marechal Floriano, três viadutos, trincheiras entre Capão Raso e Xaxim e obras viárias que prometem aliviar congestionamentos crônicos na Linha Verde até 2027 e integração com Boqueirão, Parolin, Auer e São José
No anúncio feito hoje em Curitiba, Governo e Prefeitura oficializaram convênios que somam mais de R$ 180 milhões para transformar a Linha Verde e o eixo da Marechal Floriano Peixoto. As intervenções começam pelas trincheiras entre Capão Raso e Xaxim, com obras previstas para iniciar nos próximos 30 dias, e têm conclusão estimada entre o fim de 2026 e o início de 2027, de acordo com o cronograma apresentado pelas autoridades estaduais e municipais.
O pacote viário inclui o chamado trinário da Marechal Floriano, três novos viadutos na região da Linha Verde, requalificação do viaduto já existente, obras de drenagem, pavimentação, arborização, implantação de fibra ótica e adequações geotécnicas em uma área de ao menos 100 mil metros quadrados. A aposta de Governo e Prefeitura é reorganizar o fluxo entre bairros da região sul e o centro histórico, reduzindo o tempo de viagem, o estresse diário e os engarrafamentos crônicos que hoje marcam os horários de pico.
Trinário da Marechal Floriano muda o desenho da Linha Verde

O eixo central do pacote de obras é o trinário da Marechal Floriano Peixoto, tratado pelas autoridades como um dos maiores projetos viários já executados em Curitiba.
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A maior parte dos recursos, mais de R$ 170 milhões, será destinada a essa intervenção, embora o próprio prefeito Eduardo Pimentel fale em um investimento de mais de R$ 160 milhões especificamente para o trinário, refletindo ajustes de estimativa dentro do mesmo conjunto financeiro.
Pelo desenho apresentado, a Marechal Floriano passará por uma requalificação completa e tende a se tornar uma via praticamente exclusiva para transporte coletivo, com prioridade aos biarticulados, além de espaço organizado para ciclistas e pedestres.
Hoje, a avenida opera com canaleta e faixas mistas nos dois sentidos, o que provoca conflitos constantes entre ônibus, carros e caminhões.
O objetivo é que, com o trinário, parte do tráfego geral seja redistribuída para outras vias paralelas e cruzamentos em desnível, enquanto a Marechal Floriano concentra o eixo estruturante do transporte coletivo.
Governo e Prefeitura defendem que essa mudança é essencial para dar escala à integração metropolitana em direção a São José dos Pinhais e à região do Boqueirão.
Três viadutos para destravar cruzamentos críticos da Linha Verde
Outro ponto central do anúncio é a construção de três viadutos na Linha Verde, em cruzamentos hoje considerados críticos para quem entra e sai da região sul de Curitiba.
Dois deles serão erguidos nas interseções com as ruas Anne Frank e Francisco Ferreira de Souza, pontos que hoje concentram longas filas em horários de entrada e saída do trabalho.
Além disso, está prevista a reforma completa do viaduto já existente na Marechal Floriano e a construção de um novo viaduto paralelo, ligando a Anne Frank à Luiz Finzetto, criando um novo eixo de circulação em desnível.
Um terceiro viaduto, do lado oposto, conectará a via local à rápida do Boqueirão, permitindo que parte do fluxo seja desviado da Linha Verde e redistribuído em níveis diferentes de tráfego.
Na prática, a combinação de trinário, viadutos e readequação de alças de acesso busca desatar um dos maiores nós urbanos de Curitiba, justamente no trecho em que a Linha Verde cruza bairros densamente povoados como Boqueirão, Auer, Parolin e Hauer.
Segundo o governo estadual, o projeto também melhora as condições de segurança viária ao reduzir cruzamentos em nível e conflitos entre carros, ônibus e pedestres.
Trincheiras entre Capão Raso e Xaxim devem começar em 30 dias
Paralelamente ao trinário, Governo e Prefeitura confirmaram o início, em até 30 dias, de uma obra de R$ 85 milhões em duas trincheiras em binário ligando Capão Raso e Xaxim, na Vila São Pedro.
A licitação já foi concluída, a empresa vencedora está contratada e a expectativa é de que as equipes entrem em campo ainda neste primeiro ciclo de execução do pacote.
As duas trincheiras vão funcionar em sistema de mão única em sentidos opostos, conectando os bairros e permitindo que o tráfego de passagem seja rebaixado, enquanto a superfície fica mais organizada para circulação local, transporte coletivo e travessia de pedestres.
A ideia é que esse conjunto de obras funcione de forma complementar ao trinário da Marechal Floriano, atacando gargalos simultâneos em uma mesma área de influência.
Segundo o prefeito Eduardo Pimentel, essa intervenção específica também é financiada com recursos a fundo perdido do governo do estado, o que reduz o impacto sobre o orçamento direto do município e dá fôlego para que Curitiba mantenha outros projetos de mobilidade em andamento.
Investimentos culturais e revitalização do centro histórico
O pacote anunciado por Governo e Prefeitura não se limita às obras viárias.
Na mesma cerimônia, foi confirmada a criação da Escola de Circo e Inovação Cênica no Largo da Ordem, com investimento em torno de R$ 6 milhões, integrada ao programa Curitiba de Volta ao Centro.
O equipamento será instalado na região do bairro São Francisco, em frente ao Memorial de Curitiba, e deve oferecer cursos, oficinas profissionalizantes, intercâmbios com companhias nacionais e internacionais e programação permanente voltada ao público que frequenta o centro histórico.
A meta é revitalizar o coração cultural da cidade em paralelo à reorganização da mobilidade na região sul, conectando urbanismo, transporte e vida cultural em um mesmo pacote de políticas públicas.
A previsão é que a Escola de Circo seja entregue entre o fim de 2026 e o começo de 2027, em linha com o cronograma das principais obras viárias.
Para o poder público, essa sincronização reforça a mensagem de que a cidade se prepara, ao mesmo tempo, para um novo desenho de mobilidade e um centro histórico mais ativo e frequentado.
Impacto esperado no trânsito e desafios para motoristas
Hoje, cruzar a Linha Verde pela Marechal Floriano, especialmente nos horários de pico, significa enfrentar filas longas, semáforos sucessivos e demora constante para acessar bairros como Boqueirão, Parolin, Auer e Hauer.
O próprio governo estadual reconhece que o trecho se tornou um “nó urbano” para o transporte coletivo e individual.
Com o trinário, os três viadutos, as trincheiras e as obras de requalificação, Governo e Prefeitura projetam uma redução significativa do tempo de viagem, maior regularidade das linhas de ônibus e melhoria da ligação metropolitana com São José dos Pinhais.
A implantação de drenagem adequada, novas calçadas, arborização e cabeamento por fibra ótica também é apresentada como forma de qualificar o entorno, valorizando imóveis e melhorando o ambiente urbano.
Ao mesmo tempo, as autoridades admitem que o período de obras trará impacto pesado para quem depende diariamente da Linha Verde, com desvios, bloqueios temporários e lentidão adicional até que os viadutos e trincheiras fiquem prontos.
A narrativa oficial é de que não há ganho estrutural sem um período de transtorno, especialmente em uma malha viária já saturada.
Diante desse cenário, a pergunta que fica para quem vive e trabalha na região é simples e direta: você acredita que esse pacote de obras de Governo e Prefeitura na Linha Verde e na Marechal Floriano realmente será suficiente para acabar com o caos diário no trânsito ou o problema vai apenas mudar de lugar na cidade?
Seja o primeiro a reagir!