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Turbina eólica em formato de O promete captar vento de todas as direções, gerar mais energia nas cidades, custar até 1000 euros e chegar ao mercado entre 2026 e 2027 com tecnologia inédita

Escrito por Carla Teles
Publicado el 30/11/2025 a las 22:30
Turbina eólica em formato de O promete captar vento de todas as direções, gerar mais energia nas cidades, custar até 1000 euros e chegar ao mercado entre 2026 e 2027
Descubra como a turbina eólica em formato de O captura vento caótico nas cidades e transforma vento em energia com uma turbina eólica compacta em formato de O.
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A nova turbina eólica em formato de O promete captar vento de todas as direções, gerar energia em varandas e telhados e chegar ao mercado entre 2026 e 2027 com preço competitivo.

A ideia de turbina eólica costuma lembrar aquelas gigantes de pás enormes em campos abertos, longe das cidades. Mas uma startup britânica decidiu virar esse conceito de cabeça para baixo e criou uma turbina eólica em formato de O, quase esférica, projetada justamente para o cenário mais difícil de todos: o vento caótico dos centros urbanos.

Segundo os criadores, essa turbina eólica circular foi desenhada para captar vento de todas as direções, funcionar em fachadas, telhados e varandas, gerar de 100 a 400 W em versões residenciais, chegar ao mercado entre 2026 e 2027 e custar entre 500 e 1000 euros por unidade. A proposta é abrir espaço para a microgeração de energia eólica nas cidades, algo que hoje praticamente não existe.

Turbina eólica em formato de O: o que é essa tal Wind Turbine

A chamada turbina eólica em formato de O, conhecida como O-Wind Turbine, nasce de uma ideia simples, mas poderosa: e se o vento caótico que hoje é considerado “ruído” virasse energia útil.

Ela foi desenvolvida por engenheiros que começaram o projeto na Universidade de Lancaster, no Reino Unido. Diferente das turbinas tradicionais, a estrutura é um disco quase esférico, como uma bola levemente achatada, cheia de aberturas assimétricas em toda a superfície.

Esses rasgos e aberturas foram posicionados de forma estratégica para que, não importa de onde o vento venha, ele gere diferenças de pressão dentro da turbina eólica e force o corpo a girar em torno do próprio eixo. Em vez de depender de um vento “bonitinho e alinhado”, essa turbina eólica foi criada para aproveitar justamente o vento desorganizado das cidades.

Por que as turbinas eólicas tradicionais sofrem nas cidades

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Para entender por que essa turbina eólica em formato de O é tão diferente, vale lembrar como funcionam as turbinas atuais.

As turbinas de eixo horizontal, as famosas HAWTs, funcionam como um ventilador ao contrário. O vento empurra as pás, que giram em um eixo horizontal ligado ao gerador. Elas são muito eficientes em áreas abertas, com vento forte, constante e vindo quase sempre da mesma direção.

Nas cidades, porém, o vento bate em prédios, colinas, viadutos, muda de direção, acelera e desacelera o tempo todo. Esses redemoinhos fazem as turbinas de eixo horizontal perderem eficiência e se tornarem pouco viáveis em ambientes urbanos.

Para tentar resolver isso, surgiram as turbinas de eixo vertical, as VAWTs. Elas giram em torno de um eixo em pé, como um pião, e conseguem capturar vento vindo de mais de uma direção, sem precisar se alinhar. Ainda assim, quando o vento é muito irregular e violento, a eficiência despenca e as perdas aerodinâmicas aumentam.

O resultado é que tanto as turbinas horizontais quanto muitas turbinas verticais foram pensadas para “ventos educados”, previsíveis, e não para o verdadeiro caos aéreo das grandes cidades.

Como funciona a turbina eólica que gosta de vento caótico

A grande sacada da turbina eólica em formato de O é justamente inverter essa lógica. Em vez de lutar contra a turbulência urbana, ela usa esse comportamento a seu favor.

A estrutura esférica com aberturas assimétricas cria áreas de pressão e sucção desiguais quando o vento passa. Isso faz a turbina eólica girar ao redor de um eixo fixo, em três dimensões, sem depender de um sentido único de vento.

Na prática, isso significa que:

  • A turbina eólica não precisa se alinhar ao vento para funcionar
  • Pode girar em diferentes direções, captando vento horizontal, vertical ou diagonal
  • Consegue transformar ventos caóticos em energia previsível e aproveitável

Segundo a empresa, a turbina eólica pode ser conectada a inversores e controladores inteligentes, alimentando diretamente uma residência, carregando baterias ou até ajudando a compensar a rede elétrica local em sistemas híbridos.

Tamanho compacto e instalação em varandas, telhados e fachadas

Outro diferencial importante dessa turbina eólica é o tamanho e a forma de instalação. Em vez de torres altas e pás enormes, o protótipo atual tem cerca de 1 metro de diâmetro, com design compacto.

Isso permite instalar a turbina eólica em:

  • Varandas de apartamentos
  • Telhados de casas e prédios
  • Fachadas em pontos de vento acelerado
  • Estruturas urbanas que hoje não são usadas para gerar energia

A promessa é baixo ruído, menor impacto visual e integração mais amigável com o ambiente urbano, algo que as turbinas eólicas tradicionais raramente conseguem oferecer em áreas densamente povoadas.

Além disso, a ideia da startup é mapear os chamados High Energy Potential Spots, ou pontos de alto potencial energético. São locais onde, por causa da forma como o vento é canalizado por prédios, viadutos ou colinas, a velocidade do vento pode ser até três vezes maior e a potência até sete vezes maior do que em áreas abertas.

É justamente nesses pontos estratégicos que uma turbina eólica em formato de O pode fazer bastante diferença, principalmente quando várias unidades são combinadas.

Eficiência, potência e uso da turbina eólica no dia a dia

Em testes controlados, a O-Wind Turbine mostrou capacidade de converter cerca de 30 por cento da energia cinética do vento em eletricidade útil, um número bem relevante para uma turbina eólica deste porte.

Nos protótipos atuais, com aproximadamente 1 metro de diâmetro, a estimativa de geração em locais com ventos entre 8 e 12 metros por segundo é de 100 a 400 watts contínuos. Isso é suficiente para:

  • Alimentar iluminação de um imóvel
  • Suprir parte do consumo de equipamentos eletrônicos
  • Auxiliar no carregamento de baterias residenciais

A empresa também trabalha em versões maiores, pensadas para aplicações comerciais e industriais, com expectativa de geração entre 1 e 3 kW por unidade em ambientes adequados. Em todos os casos, o desempenho real depende diretamente da intensidade e da qualidade do vento de cada local.

Crowdfunding, preço estimado e previsão de lançamento

Depois de anos de desenvolvimento em laboratório, a empresa responsável pela turbina eólica em formato de O abriu uma rodada de financiamento coletivo em plataforma de crowdfunding.

Entre os pontos já divulgados estão:

  • Cotas iniciais a partir de 16 euros por investidor
  • Meta de cerca de 400 mil euros para viabilizar a produção em escala
  • Avaliação de mercado projetada em torno de 5 milhões de euros
  • Foco em unidades piloto, melhoria de materiais e parcerias com prefeituras e incorporadoras

A previsão da startup é que a turbina eólica chegue ao mercado entre 2026 e 2027. O preço estimado por unidade fica na faixa de 500 a 1000 euros, considerado competitivo diante do potencial de geração, da baixa manutenção e de uma vida útil esperada superior a 20 anos.

Também estão em desenvolvimento versões modulares maiores, pensadas para telhados de prédios e sistemas híbridos que combinem energia solar, turbina eólica e armazenamento em baterias.

O que essa turbina eólica pode mudar no futuro das cidades

Se a promessa de desempenho, custo e durabilidade se confirmar, essa turbina eólica em formato de O pode abrir um novo capítulo na microgeração de energia eólica urbana.

Em vez de depender apenas de grandes parques eólicos longe dos centros, seria possível espalhar pequenas unidades de turbina eólica em pontos estratégicos das cidades, aproveitando justamente o vento que hoje é ignorado ou tratado como problema.

Mais do que uma curiosidade de design, a proposta é transformar fachadas, varandas e estruturas urbanas em ativos energéticos, ajudando a reduzir a conta de luz, aumentar a autonomia local e complementar sistemas fotovoltaicos já instalados.

No fim das contas, a grande pergunta não é só se a tecnologia funciona, mas se ela será adotada em escala suficiente para fazer diferença na matriz energética das cidades.

E agora eu quero saber de você: se o preço e a eficiência forem confirmados, você instalaria uma turbina eólica em formato de O na sua casa ou prédio para gerar energia nas cidades?

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Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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