Turismo em alta gera superlotação em praias, amplia conflitos e expõe falhas no planejamento urbano do litoral brasileiro.
Segundo O Globo, o avanço acelerado do turismo no Brasil em 2025, impulsionado por um recorde histórico de visitantes, trouxe crescimento econômico para diversas regiões, mas também revelou um problema estrutural: a superlotação em praias famosas como Porto de Galinhas e Balneário Camboriú.
O fenômeno ocorre principalmente na alta temporada, envolve turistas nacionais e estrangeiros e expõe falhas de planejamento urbano, infraestrutura insuficiente e impactos ambientais.
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Especialistas em turismo sustentável e planejamento territorial ouvidos pelo jornal alertam que, sem políticas públicas integradas, o sucesso do setor pode comprometer os próprios destinos.
Conflitos em praias revelam limites do turismo de massa
Os episódios de agressões entre barraqueiros e turistas registrados no fim do ano em Porto de Galinhas e Balneário Camboriú funcionaram como um alerta nacional.
Para especialistas em gestão de destinos turísticos e urbanismo costeiro, os conflitos são consequência direta do crescimento desordenado aliado à ausência de regras claras para o uso dos espaços públicos.
Enquanto isso, o governo federal comemorou o recorde de 9,2 milhões de turistas internacionais em 2025, número 37% superior ao de 2024.
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Embora o resultado reforce a relevância econômica do turismo, pesquisadores da área de turismo sustentável apontam que cidades pequenas e médias não conseguem absorver volumes tão elevados de visitantes sem investimentos prévios em saneamento, mobilidade e ordenamento urbano.
Prefeituras adotam regras para conter abusos nas praias
Após os conflitos em Porto de Galinhas, a prefeitura de Ipojuca proibiu a exigência de consumação mínima nas areias.
A medida buscou reduzir tensões, proteger consumidores e recuperar a ordem em um dos destinos mais procurados do Nordeste.
Outras cidades adotaram iniciativas semelhantes. Niterói fixou um valor máximo para o aluguel de barracas, enquanto Florianópolis, Arraial do Cabo e Ubatuba intensificaram a fiscalização.
Segundo especialistas em políticas públicas para o turismo, essas ações são necessárias, mas ainda pontuais diante da dimensão do problema.
Controle de visitantes avança em áreas ambientais
Além das regras comerciais, cresce o debate sobre limites de visitação em áreas ambientalmente sensíveis. Em destinos como Jericoacoara, Ilha Grande e Morro de São Paulo, a cobrança de taxas gerou ações judiciais e divisão entre moradores e empresários.
Nos Lençóis Maranhenses, reconhecidos como Patrimônio Natural Mundial pela Unesco, gestores avaliam a implementação de um limite diário de visitantes.
Pesquisadores em conservação ambiental destacam que o crescimento acelerado da visitação eleva riscos como a contaminação do lençol freático e a degradação das dunas.
Experiências internacionais inspiram restrições
No cenário internacional, a limitação do turismo já é realidade em diversos destinos. Monte Fuji, no Japão, e Machu Picchu, no Peru, reduziram horários e o número diário de visitantes. Veneza, na Itália, e Mallorca, na Espanha, passaram a adotar taxas e restrições.
Especialistas em gestão territorial afirmam que esses exemplos mostram que o controle do turismo não significa frear o desenvolvimento, mas garantir sua continuidade.
Recorde de turistas amplia pressão sobre o litoral
Em 2025, o Brasil recebeu 9.287.196 turistas internacionais. Os argentinos lideraram o fluxo, seguidos por chilenos, norte-americanos, paraguaios e uruguaios.
Paralelamente, o turismo interno também cresceu, ampliando a pressão sobre praias e cidades litorâneas.
Ana Carla Lopes, secretária-executiva do Ministério do Turismo, defendeu uma atuação coordenada entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil.
Vai ser cobrada uma taxa de visitação? Vai ser dado um desconto para quem é morador da cidade? Tudo isso faz parte de uma política integrada, afirmou. Destinos que são mais vulneráveis a questões climáticas ou a um crescimento muito grande de visitantes têm que ter como atenção e, às vezes, é até necessária a taxa para conter o turismo de massa.
Porto de Galinhas cresce, mas enfrenta desordem urbana
A crise recente em Porto de Galinhas resultou no indiciamento de 14 pessoas pela Polícia Civil e abriu espaço para denúncias de moradores.
Em 2025, o destino recebeu 1,2 milhão de visitantes, segundo o Porto de Galinhas Convention & Visitors Bureau.
Apesar de impulsionar o PIB local, o crescimento do turismo não foi acompanhado por melhorias estruturais.
O urbanista Zeca Brandão, da Universidade Federal de Pernambuco, lembra que alertas sobre expansão urbana desordenada já existiam desde 2005.
Já havia muito problema de engarrafamento e saneamento básico, e o turismo estava se prejudicando, afirma. Como várias outras cidades praieiras, há total descontrole urbano.
Lençóis Maranhenses vivem boom e discutem limites
Em Santo Amaro, porta de entrada dos Lençóis Maranhenses, o turismo triplica a população na alta temporada. Matteo Soussinr, empreendedor do setor, relata o crescimento acelerado da visitação.
Houve uma mudança radical nos números, um crescimento exponencial, resume.
A visitação ao parque aumentou 191% desde 2019, o que levou municípios, o ICMBio e a comunidade local a estudarem limites diários de acesso.
Planejamento ainda é o principal desafio
Para Mariana Aldrigui, pesquisadora em turismo da Universidade de São Paulo, o Brasil ainda reage tardiamente aos problemas.
Somos responsivos, sem planejamento prévio. A massificação não ocorre de um dia para o outro, afirma. No vácuo de política pública, a especulação imobiliária pauta o crescimento da cidade.
Em 2024, os parques nacionais receberam 12,4 milhões de visitantes. O ICMBio afirmou trabalhar para ampliar infraestrutura sem comprometer a biodiversidade, enquanto o Ministério do Turismo destacou ações para promover o turismo responsável.
O desafio, segundo especialistas em turismo e planejamento urbano ouvidos pelo jornal, está em transformar crescimento em sustentabilidade antes que a superlotação comprometa o futuro das praias brasileiras.

Cadê a Venezuela do Paulo Guedes!!!
O PASSARINHO VAI CANTAR CANTA MADURO ABRE O BICO rs rs
Viva o turismo brasileiro! Viva o governo Lula!
Não é Lula,são tds os incompetentes que tivemos na nossa política.
Cecília. Esse Raimundo Melo, deve ser um **** recalcado que só sabe criticar tudo e a todos sem conhecimento de causa. Ele nem sabe do que se trata o assunto e vai logo falando bobagem porque alguém da gangue dos inconformados mandou os seguidores ignorantes essa desinformação.
O maior divulgador de fake news, mentiras, calúnias, etc e tal é aquele **** deputado federal de Minas Gerais (NF) .
Você sabe de quem eu estou falando né? O negócio dele é tumultuar o ambiente, e tocar o terror nas pessoas mais humildes que não entendem muito de política. É pura enganação o que ele faz. Não vou mais falar desse ****. Não compensa gastar a ponta do dedos digitando sobre o ****.
E por fim. Antes que que a gangue solte os Pitbull em cima de mim, deixa eu esclarecer um detalhe.
Não sou ****, não gosto do Lula e não sou obrigado a gostar e torcer pro Minto que está passando uma férias de 27 anos na Papudinha. Fui
Viva a picanha, viva os traficantes que são vitimas dos usuários.Viva os jumentos eleitores de ****!!!