Crescimento acelerado no pós-pandemia coloca o país no centro das rotas globais, impulsiona a economia, amplia a chegada de estrangeiros e consolida o turismo como vetor estratégico de geração de renda, empregos e projeção internacional.
O Brasil encerrou 2025 com um recorde histórico de 9.287.196 chegadas de turistas internacionais, alta de 37% em relação a 2024, segundo dados divulgados pelo governo federal.
No mesmo período, o setor de turismo também alcançou um patamar inédito de faturamento, com R$ 185,2 bilhões acumulados de janeiro a outubro, cálculo baseado em informações do IBGE e compilado pela FecomercioSP.
Além do volume de visitantes, o país registrou o maior valor de receitas com turismo internacional já observado na série histórica.
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Os gastos de estrangeiros somaram cerca de US$ 7,9 bilhões em 2025, o equivalente a aproximadamente R$ 41,5 bilhões, conforme conversões apresentadas em comunicados oficiais.
O desempenho colocou o Brasil como o destino com maior crescimento relativo do turismo internacional em 2025, à frente de países tradicionalmente consolidados nesse mercado.
Crescimento acima da média internacional
O patamar de 9,3 milhões de chegadas em 2025 consolidou uma virada na série recente.
Em 2024, o país havia encerrado o ano com 6,77 milhões de visitantes internacionais, número que até então era tratado como recorde anual.
Com o novo resultado, o Brasil superou o próprio máximo histórico e manteve ritmo forte até dezembro.
O último mês do ano registrou crescimento de 11% na comparação com dezembro do ano anterior.
Em entrevista que serviu de base para o texto original, o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, atribuiu o salto a uma combinação de fatores estruturais e estratégicos.
“O nosso crescimento foi de 37%”, afirmou, ao comparar os dados de 2025 com os de 2024.
Na sequência, completou: “foi o país que mais cresceu em termos de turismo internacional no mundo”.
Levantamentos citados pelo governo, com base em informações da ONU Turismo, indicam que o desempenho brasileiro superou o de destinos como Egito, com crescimento de 20%, e Marrocos, com 14%.
Turismo movimenta quase R$ 200 bilhões
A expansão do fluxo de visitantes ocorreu em paralelo ao avanço do turismo doméstico e da cadeia de serviços ligados a viagens.
Um levantamento da FecomercioSP, elaborado a partir de dados do IBGE, apontou faturamento de R$ 185,2 bilhões entre janeiro e outubro de 2025, o maior valor desde o início da série, em 2011.
É nesse contexto que se insere a referência a “quase R$ 200 bilhões” mencionada no texto original.
O valor acumulado nos dez primeiros meses do ano já se aproxima desse patamar e foi tratado por comunicados oficiais como novo recorde do setor.
Quando o recorte considera apenas o turismo internacional, a principal métrica utilizada é a receita gerada pelos gastos de visitantes estrangeiros.
Em 2025, esse indicador alcançou US$ 7,9 bilhões, também um máximo histórico segundo divulgações oficiais.
Estratégia da Embratur e uso de inteligência de dados
Na entrevista, Marcelo Freixo destacou a aposta em inteligência de dados como um dos pilares da estratégia adotada pela Embratur.
Segundo ele, a criação de um centro de inteligência permitiu identificar padrões de busca, consumo e comportamento por nacionalidade.
O objetivo é direcionar campanhas e ações promocionais conforme o interesse específico de cada mercado emissor.
A segmentação envolve desde a escolha dos destinos promovidos até o período do ano em que a divulgação ocorre.
Freixo também relacionou o crescimento ao aumento da oferta de voos internacionais, considerado decisivo para ampliar o número de chegadas.
O dirigente afirmou que a malha aérea internacional do Brasil cresceu 16%, enquanto a média global ficou em torno de 7%.
Principais países emissores e portas de entrada
No recorte por países, a Argentina aparece como o principal emissor de turistas para o Brasil.
Na sequência, Chile e Estados Unidos são apontados como mercados relevantes na composição do fluxo internacional.
Freixo mencionou que campanhas específicas e negociações com companhias aéreas ajudaram a ampliar a participação chilena, a partir de dados que indicavam forte potencial de demanda.
Em relação às portas de entrada, estados com grandes aeroportos e fronteiras movimentadas concentram a maior parte das chegadas.
Entre eles estão São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Foz do Iguaçu.
Ao tratar da distribuição regional, o presidente da Embratur afirmou que o crescimento se espalhou pelo território nacional.
Como exemplo, citou um avanço mais intenso no Nordeste, que registrou crescimento superior à média nacional.
Impacto econômico e geração de empregos
No discurso apresentado na entrevista, o crescimento do turismo aparece diretamente associado à geração de emprego e renda.
A atividade movimenta hospedagem, alimentação, transportes, agências de viagem, comércio e serviços diversos.
Esse efeito é compatível com o comportamento do faturamento do setor medido por entidades empresariais, que vem marcando sucessivos recordes.
A entrada de recursos estrangeiros também amplia o impacto econômico ao fortalecer o consumo e a arrecadação.
No balanço de 2025, o governo destacou o recorde de receitas com turismo internacional como reflexo direto do aumento de visitantes ao longo do ano.
Com recorde de chegadas, crescimento acima do observado em outros destinos e novos máximos de faturamento, o desafio agora envolve sustentar a oferta de voos, ampliar a permanência dos turistas e distribuir melhor esses ganhos pelo território brasileiro.
O Brasil conseguirá manter esse ritmo de crescimento e transformar o volume recorde de visitantes em desenvolvimento mais equilibrado entre regiões e cidades fora do circuito tradicional?
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