O especialista em defesa Andrei Ferbin Pont ressalta a supremacia brasileira no setor militar, enfatizando como a parceria estratégica para a produção dos caças Gripen e o protagonismo global da Embraer transformaram o Brasil em uma potência industrial que desperta admiração e surpresa nos vizinhos argentinos.
O Brasil tem investido pesadamente na modernização de sua frota aérea militar, especialmente com a recente aquisição de aviões de combate Gripen.
O investimento do Brasil nos caças não é apenas uma atualização tecnológica, mas também uma manifestação da crescente capacidade de autossuficiência do país em termos de defesa e produção aeronáutica.
O especialista em defesa Andrei Ferbin Pont, em sua análise no canal argentino INFOBAE, detalhou a importância desta compra e o impacto da indústria de defesa brasileira, especialmente considerando a relevância de empresas como a Embraer, que lidera parte do projeto de fabricação local dos Gripen.
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Ferbin pontuou que, enquanto o Brasil se propôs a adquirir 36 aeronaves, 15 delas serão produzidas localmente, o que garante uma transferência significativa de tecnologia e desenvolvimento de capacidade industrial no país.

A estratégia de modernização da aviação militar brasileira
O projeto de aquisição do Gripen ganhou contornos de uma verdadeira estratégia nacional quando o Brasil não apenas comprou aeronaves, mas também buscou participar ativamente do processo de produção.
O objetivo foi claro: construir um portfólio aeronáutico capaz de competir com as grandes potências no setor de defesa, com foco na criação de uma infraestrutura de produção nacional.
“Os brasileiros não queriam apenas comprar os Gripen, mas serem parceiros na produção e no desenvolvimento da aeronave”, explicou Ferbin Pont.
O contrato, firmado em 2014, envolveu um montante de 5,4 bilhões de dólares e contemplou a transferência de tecnologia para que o Brasil pudesse, além de fabricar as aeronaves, se tornar autossuficiente em termos de manutenção e atualização das suas frotas no futuro.
Entretanto, a situação econômica do Brasil levou a alguns atrasos na entrega das aeronaves. O plano original de entrega para 2024 foi estendido para 2032, refletindo tanto a crise financeira que o país atravessou quanto as dificuldades no cumprimento dos prazos e orçamentos estabelecidos inicialmente.
A Embraer e a colaboração com outros países da região
Outro ponto destacado na análise de Ferbin Pont foi o papel crucial da Embraer, a gigante brasileira da aviação, na fabricação de aeronaves militares e comerciais.
Embraer tem sido uma das principais responsáveis pela produção de aviões de combate como o KC-390, um cargueiro militar de última geração, e outros modelos de aviões comerciais que atendem a mercados em todo o mundo.
Ferbin também falou sobre a colaboração entre a Embraer e a Fábrica Argentina de Aviones (FAdeA) FADEA, que resultou na fabricação conjunta de componentes de aeronaves, como os utilizados no KC-390. “Apesar de todas as dificuldades financeiras que o Brasil enfrenta, a Embraer continua a ser um exemplo de sucesso dentro da indústria aeronáutica mundial“, afirmou.
No contexto regional, o Brasil se destacou como o único país da América Latina capaz de produzir seus próprios aviões de combate. No entanto, essa vantagem também gerou atritos com seus vizinhos. A
Argentina, por exemplo, mostrou interesse em adquirir os Gripen, mas esbarrou em um obstáculo técnico: a presença de componentes britânicos na aeronave, o que gerou um impasse diplomático e questionamentos sobre a viabilidade de um acordo.
O desafio dos custos e a concorrência na América Latina
Outro aspecto relevante da compra do Gripen foi a análise comparativa com outros países da região. O especialista pontuou que o Brasil pagou um preço relativamente baixo pelas aeronaves, considerando o alto custo de produção e os benefícios de poder fabricá-las localmente.
A compra de 36 Gripen para o Brasil foi realizada por um valor médio de 150 milhões de dólares por unidade. Esse valor é significativamente inferior ao que a Colômbia pagou por aeronaves F16 usadas, que custaram cerca de 300 milhões de dólares cada.
Entretanto, o caso da Colômbia é igualmente complexo. A nação sul-americana firmou um contrato com a Saab, fabricante do Gripen, para a aquisição de aeronaves por um valor ainda mais alto.
Além disso, a Colômbia não terá a vantagem da produção local das aeronaves, o que significa que o país terá de depender de importações para manter sua frota de aviões de combate.
O impacto no equilíbrio militar regional
Com o avanço do programa Gripen, o Brasil consolidou sua posição como líder na produção de aeronaves militares na América Latina.
Ferbin Pont destacou que a indústria brasileira de defesa está se tornando uma das mais independentes da região, com a capacidade de desenvolver e exportar uma ampla gama de produtos, incluindo submarinos, fragatas, veículos blindados e munição.
O Brasil, portanto, não só busca melhorar sua própria capacidade de defesa, mas também se torna um dos maiores exportadores de tecnologia militar do mundo.
No entanto, a situação regional continua a evoluir, com a Argentina e a Colômbia buscando alternativas para modernizar suas frotas aéreas.
A resistência de outros países à compra de aeronaves brasileiras, no entanto, é um reflexo das complexas questões geopolíticas e econômicas da região.
O desenvolvimento de uma indústria de defesa autossuficiente e a produção local de equipamentos militares, como os Gripen, pode ser uma vantagem estratégica significativa para o Brasil, mas também acirra as disputas entre os países vizinhos.
A aquisição do Gripen pelo Brasil e a busca pela autossuficiência no setor de defesa representam um marco na história da indústria aeronáutica latino-americana.
A capacidade do Brasil de desenvolver, produzir e exportar suas próprias aeronaves de combate coloca o país em uma posição privilegiada no cenário global.
No entanto, os desafios econômicos e as tensões regionais ainda representam obstáculos significativos. Como afirmou Andrei Ferbin Pont, “o Brasil está construindo uma base de defesa sólida, mas ainda há muito trabalho a ser feito para consolidar esse poder militar na América Latina”.

Superioridade sem produção dos aviônicos! O mesmo atualmente que um carro sem o chip….
Pqp!!!! Quanta mente fechada mds!
Li e reli as falas do argentino e em nenhum momento vi algo que ligasse à esse ou qualquer outro governo.
Pq está tendo q ser assim?
Pq tudo tem que ser ou ter que haver algo com a **** polarização política na qual transformaram o Brasil?!
“Nuestros hermanos ” estão morrendo de dor de cotovelo, reconhecendo um ponto positivo no nosso país enquanto que os daqui preferem debater Lula X Bolsonaro!
É exatamente esse tipo de mentalidade fechada que vem,há anos,freando a ordem e o progresso brasileiro!
Desgoverno nós tivemos com um investidor em imóveis ,e patrimônio pessoal .
Muito investimento no patrimônio familiar ,nenhum no país . Desgoverno? Broxonaro NUNCA MAIS.
Kkkk Lula roubando novamente e tudo certo.
De fato, arrebentando os bolsos dos aposentados INSS, filho envolvido, irmãos envolvidos, ficou con os 4 CTR, deu um nó na justiça, **** e os otários acreditando nesse falastrão
ser **** e ainda acreditar na direita **** ….