Curso gratuito da UFAL aposta em inteligência artificial aplicada a políticas públicas, com foco em educação e cultura, oferta totalmente on-line, vagas reservadas para ações afirmativas e seleção baseada em análise curricular e documental.
A Universidade Federal de Alagoas (UFAL) abriu seleção para o curso de especialização lato sensu Inteligência Artificial para Políticas Públicas de Educação e Cultura, com 200 vagas gratuitas e oferta totalmente on-line (EaD).
As inscrições seguem abertas até 19 de dezembro de 2025, às 23h59, pelo Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA), conforme informações divulgadas pela universidade e pela página oficial do curso.
O curso tem 360 horas e duração estimada de 10 meses, com previsão de início das aulas em 9 de março de 2026.
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A iniciativa é realizada pela UFAL, por meio do Instituto de Inteligência Artificial para a Educação (IA.Edu), com apoio da Fundação Itaú.
A proposta é formar profissionais para lidar com ferramentas e aplicações de IA em contextos de educação, cultura e administração pública, com ênfase em uso ético, avaliação de riscos e tomada de decisão baseada em evidências.
Especialização em inteligência artificial voltada a políticas públicas
O curso foi desenhado para desenvolver competências analíticas, técnicas e de gestão voltadas ao ciclo de políticas públicas, da formulação ao monitoramento e à avaliação.
Em vez de concentrar a formação na programação de algoritmos, a especialização foca o uso estratégico da inteligência artificial em situações reais do setor público e de organizações da sociedade civil, com atividades que envolvem problemas concretos e estudo de casos.
Ao longo da formação, os participantes deverão elaborar um projeto final aplicado, estruturado como proposta de política pública que incorpore o uso de inteligência artificial na área de educação ou cultura.
A condução do curso prevê atividades assíncronas e síncronas, além de dinâmicas de aprendizagem colaborativa e acompanhamento orientado, de acordo com a apresentação institucional da UFAL.
Estrutura curricular e temas abordados no curso
A estrutura divulgada pela UFAL organiza a especialização em seis partes que combinam fundamentos, aplicações e prática.
Entre os temas citados na apresentação do curso estão fundamentos de políticas públicas, aspectos técnicos e regulatórios da IA, discussões sobre ética e governança algorítmica, além de casos de uso em educação e cultura.
Na área educacional, a proposta inclui debates sobre aplicações e desafios da inteligência artificial na aprendizagem, com espaço para discutir equidade, planejamento e tomada de decisão baseada em dados.
No campo cultural, o programa menciona usos ligados à preservação, acesso e mediação cultural, com atenção a questões como direitos autorais, diversidade e economia criativa.
Também há um laboratório voltado ao mapeamento e análise crítica de ferramentas e metodologias, com foco em escolhas orientadas por necessidades públicas.
Outro eixo destacado é a gestão e avaliação de políticas com uso de IA, com discussões sobre indicadores, monitoramento, prestação de contas e transparência no uso de algoritmos.
A etapa final concentra a elaboração do projeto aplicado, que busca integrar os conhecimentos do curso em uma proposta viável do ponto de vista técnico, ético e institucional.
Quem pode se inscrever na especialização da UFAL
O edital prevê inscrição de candidatos com diploma de graduação em qualquer área, desde que o curso de origem seja reconhecido pelo Ministério da Educação.
Quem está no último semestre da graduação também pode participar, desde que apresente a documentação de conclusão no momento da matrícula.
A UFAL indica como público prioritário gestores e técnicos de secretarias de Educação e Cultura, integrantes de conselhos nessas áreas e profissionais de organizações da sociedade civil que atuem com educação, cultura ou tecnologia.
Ainda assim, a seleção é conduzida conforme as regras do edital e o atendimento ao perfil indicado pode influenciar o enquadramento no processo.
Distribuição das vagas e ações afirmativas previstas
As 200 vagas são distribuídas conforme regras estabelecidas no edital, com previsão de reserva para ações afirmativas e públicos específicos.
A política inclui grupos como pessoas negras, indígenas, pessoas com deficiência, pessoas trans, refugiadas e outros recortes descritos no documento, além de prever critérios próprios para perfis vinculados à UFAL e demais categorias indicadas pela seleção.
A universidade informa que as regras de reserva seguem diretrizes institucionais e que o detalhamento de comprovação, documentação e enquadramento deve ser consultado no edital e nas orientações do SIGAA.
Como funciona o processo seletivo e o cronograma
O processo seletivo é feito por envio de documentação e análise do material apresentado no ato da inscrição, segundo a UFAL.
A página institucional da universidade informa que a candidatura envolve documentação, currículo e carta de motivação, com avaliação baseada nos critérios descritos no edital.
O cronograma divulgado pela UFAL aponta que o resultado está previsto para 3 de fevereiro de 2026, com início das aulas em março.
Na página do curso, a previsão também menciona homologação em 9 de fevereiro de 2026, de acordo com o calendário oficial publicado para a seleção.
Inscrições no SIGAA e envio da documentação
A inscrição deve ser feita exclusivamente no SIGAA da UFAL, com preenchimento do formulário eletrônico e envio da documentação exigida em PDF, dentro do prazo que vai até 19 de dezembro de 2025, às 23h59.
Depois da conclusão do cadastro, o candidato deve acompanhar as atualizações e comunicados no próprio sistema, onde serão publicados o resultado, eventuais chamadas e as orientações para matrícula on-line.
Com o prazo se encerrando nos próximos dias, você já separou seu currículo, a documentação e a carta de motivação para finalizar a inscrição sem deixar para a última hora?

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