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Uma das cidades mais populosas do mundo pode ficar sem água até 2030, com aquíferos em colapso, consumo acima da recarga natural e risco real de crise hídrica global

Escrito por Caio Aviz
Publicado el 19/12/2025 a las 14:00
Cidade densamente povoada enfrenta escassez de água, com moradores coletando água em área urbana afetada por crise hídrica
Moradores coletam água em uma grande cidade afetada pela queda dos aquíferos, escassez hídrica e desigualdade no acesso ao abastecimento.
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Queda acelerada dos aquíferos, contaminação da água e desigualdade no acesso colocam uma grande metrópole no centro de um alerta internacional que também alcança o Brasil

Cabul, capital do Afeganistão, uma das cidades mais populosas do mundo, enfrenta hoje um risco concreto de ficar completamente sem água até 2030. Ao longo da última década, o cenário se agravou de forma contínua e passou a representar um possível marco histórico da crise hídrica urbana na era moderna.

Ao mesmo tempo, relatórios técnicos recentes mostram que os aquíferos subterrâneos caminham para o colapso. Sem medidas emergenciais, a cidade pode se tornar a primeira grande metrópole moderna a ficar sem água, segundo avaliações divulgadas por instituições internacionais.

Estudo técnico revela queda alarmante do lençol freático

Um estudo publicado em 2025 pela ONG Mercy Corps aponta que o nível do lençol freático caiu entre 25 e 30 metros nos últimos dez anos. Além disso, o volume de água extraído do subsolo passou a superar, de forma constante, a capacidade natural de reposição.

Atualmente, o bombeamento anual excede a recarga natural em cerca de 44 milhões de metros cúbicos por ano. Dessa forma, especialistas avaliam que, mantido esse ritmo, o colapso hídrico pode ocorrer antes do fim da década, possivelmente ainda antes de 2030.

Como resultado direto, a escassez deixou de ser pontual e passou a configurar um problema estrutural, afetando o abastecimento doméstico e a segurança sanitária da população.

Mudanças climáticas e gestão inadequada intensificam a crise

Paralelamente, a crise hídrica surge da combinação entre mudanças climáticas, crescimento urbano acelerado e gestão inadequada dos recursos hídricos. Nos últimos anos, o clima local ficou mais quente e mais seco, enquanto as chuvas — já escassas — diminuíram ainda mais.

Essas alterações dificultaram a reposição dos reservatórios naturais e passaram a ser associadas aos efeitos das mudanças climáticas na Ásia Central, conforme análises ambientais recentes. Assim, a pressão sobre os aquíferos aumentou de forma contínua, sem soluções estruturais de longo prazo.

Expansão urbana e desigualdade aprofundam o problema

Enquanto isso, a expansão urbana desordenada, intensificada por décadas de conflitos, agravou o cenário. A cidade passou a abrigar milhões de deslocados internos, o que sobrecarregou uma infraestrutura já limitada.

Atualmente, cerca de 90% da população depende de poços artesianos para o abastecimento diário. No entanto, esses poços secam rapidamente devido à exploração excessiva, tornando o acesso à água cada vez mais instável.

Além da escassez, a cidade enfrenta uma grave crise de qualidade da água. Estudos indicam que até 80% das águas subterrâneas apresentam contaminação por esgoto, salinidade e metais pesados, como o arsênio. Como consequência, estimativas da UNICEF mostram que oito em cada dez habitantes consomem água imprópria para consumo humano, ampliando riscos sanitários e epidemiológicos.

Nesse cenário, a desigualdade social se intensifica. Famílias com maior poder aquisitivo pagam por água transportada em caminhões-pipa, enquanto as populações mais pobres dependem de fontes inseguras e cada vez mais escassas.

Alerta global com reflexos diretos no Brasil

Diante desse quadro, especialistas passaram a tratar o caso como um alerta internacional. Eles destacam três pontos centrais: a exploração descontrolada de aquíferos pode tornar cidades inabitáveis, infraestruturas precárias aceleram crises hídricas e sanitárias, e planejamento de longo prazo evita colapsos.

Esse alerta também alcança o Brasil. Embora o país seja associado à abundância de água, dados da Agência Nacional de Águas mostram que, entre 2013 e 2016, secas e estiagens afetaram aproximadamente 48 milhões de brasileiros.

Diante desse cenário, a crise reforça que segurança hídrica exige gestão responsável, políticas públicas consistentes e prevenção contínua, mesmo em países historicamente ricos em recursos naturais.

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Eu mesmo
Eu mesmo
26/12/2025 00:18

Que reBOSTAgem!
Muito confusa, não cita a cidade, além de diversos erros e incoerências.

Dinis Francisco Abbamonte
Dinis Francisco Abbamonte
25/12/2025 16:46

Reportagem mal feira com dados confusos , omite a cidade. Um lixo

Joao
Joao
24/12/2025 20:43

A água não acaba, ela muda de lugar ( pra acabar tem que quebrar formula H2O isso não ocorre livre na natureza). O problema é que estão transformando os rios em esgoto. Só observar quando um pequeno curso d’água passa numa cidade, entra limpo e vira esgoto ( no bairro buritis em BH está claro isso. Uma pequeno riacho entra limpinho no bairro e em poucos metros transforma em esgoto logo na entrada do bairro).

Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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