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Unicamp inaugura supercomputador Abaporu com 28 GPUs NVIDIA H200/L40 para pesquisas que unem Inteligência Artificial e engenharia de Petróleo

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 19/11/2025 às 19:07
Supercomputador moderno ao lado de um barril de petróleo em ambiente escuro, representando a convergência entre tecnologia e energia
Unicamp inaugura supercomputador Abaporu com 28 GPUs NVIDIA H200/L40 para pesquisas que unem Inteligência Artificial e engenharia de Petróleo/ Imagem Ilustrativa
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A Unicamp coloca em operação o supercomputador Abaporu, ampliando capacidades em Inteligência Artificial e soluções avançadas para o setor de petróleo, fortalecendo pesquisas estratégicas no país

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) deu um passo decisivo rumo à excelência em pesquisa tecnológica com a inauguração do supercomputador Abaporu. Segundo matéria publicada pelo Jornal da Unicamp nesta quarta-feira (19), o equipamento foi instalado no Instituto de Computação e será utilizado em projetos que combinam Inteligência Artificial e engenharia de Petróleo, com foco em aplicações industriais e científicas de alto impacto.

Supercomputador Abaporu: potência de processamento para desafios complexos

O projeto foi viabilizado por meio de recursos da Shell Brasil, via cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no âmbito do Centro de Estudos de Energia e Petróleo (Cepetro/Unicamp).

O supercomputador Abaporu é composto por 28 GPUs de última geração, sendo modelos NVIDIA H200 e L40. Essas unidades de processamento gráfico são reconhecidas por seu desempenho excepcional em tarefas de aprendizado profundo, simulações físicas e modelagens computacionais.

A capacidade de processamento do Abaporu equivale a milhares de computadores pessoais operando simultaneamente. Isso permite a execução de algoritmos de IA em larga escala, com maior precisão e agilidade, além de simulações geofísicas e geoquímicas essenciais para a exploração de petróleo em ambientes complexos como o pré-sal.

Iniciativa estratégica da Unicamp: IA e engenharia de Petróleo

O foco do Abaporu está em projetos que integram Inteligência Artificial com engenharia de Petróleo, visando otimizar processos e reduzir custos operacionais. Entre as aplicações previstas estão:

  • Modelagem de reservatórios com redes neurais profundas;
  • Simulações sísmicas com algoritmos de aprendizado de máquina;
  • Análise preditiva de falhas em equipamentos submarinos;
  • Otimização de perfuração e extração de óleo e gás.

Essas soluções são fundamentais para aumentar a eficiência e a segurança das operações no setor energético, além de contribuir para a sustentabilidade ambiental. A convergência entre IA e engenharia de petróleo representa uma fronteira promissora para a inovação tecnológica no Brasil.

Parceria entre Unicamp e Shell Brasil fortalece pesquisa aplicada

A aquisição do supercomputador foi possível graças à parceria entre a Unicamp e a Shell Brasil. A empresa destinou recursos por meio da cláusula de PD&I da ANP, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento científico nacional.

Essa colaboração fortalece o papel do Cepetro como centro de excelência em pesquisa aplicada e consolida a Unicamp como referência em inovação tecnológica na América Latina. Investimentos em infraestrutura de ponta são essenciais para posicionar o Brasil como protagonista na transformação digital da indústria energética.

Além de seu papel estratégico na indústria, o Abaporu terá impacto direto na formação de recursos humanos altamente qualificados. Estudantes de graduação, mestrado e doutorado terão acesso à infraestrutura para desenvolver projetos de ponta em Inteligência Artificial, ciência de dados e engenharia.

A iniciativa amplia as oportunidades de pesquisa interdisciplinar e estimula a criação de soluções tecnológicas com alto valor agregado. A presença de um supercomputador como o Abaporu na Unicamp eleva o nível da formação acadêmica e atrai novos talentos para a ciência.

Comparativo internacional e relevância científica na Unicamp

Com a instalação do Abaporu, a Unicamp se junta a um grupo minoritário de instituições que operam supercomputadores de alto desempenho voltados à pesquisa em IA. Segundo o ranking Top500, os maiores clusters do mundo estão concentrados em países como Estados Unidos, China e Japão.

O uso de GPUs NVIDIA H200 e L40 coloca o Abaporu entre os sistemas mais modernos do hemisfério sul, com potencial para atrair colaborações internacionais e novos investimentos em pesquisa. A infraestrutura posiciona o Brasil em um novo patamar de competitividade científica e tecnológica.

Nome simbólico: Abaporu e a valorização da cultura brasileira

O nome “Abaporu” foi escolhido em homenagem à obra de Tarsila do Amaral, ícone do modernismo brasileiro. A palavra, de origem tupi, significa “homem que come”, e foi reinterpretada no contexto do supercomputador como “devorador de dados”.

A metáfora traduz o poder computacional do sistema e sua missão de transformar dados em conhecimento. A escolha do nome também reforça a identidade nacional do projeto, valorizando a cultura brasileira em um ambiente de alta tecnologia.

A expectativa é que, nos próximos anos, a infraestrutura do Abaporu seja expandida com novas unidades de processamento e armazenamento. A Unicamp também planeja integrar o sistema a redes nacionais e internacionais de pesquisa, como a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), ampliando o acesso a dados e resultados científicos.

Essa integração permitirá a colaboração com outras instituições e o compartilhamento de recursos computacionais, fortalecendo o ecossistema de inovação no país.

Supercomputador Abaporu e o futuro da pesquisa em Inteligência Artificial

O supercomputador Abaporu representa um marco na história da Unicamp e da ciência brasileira. Ao unir Inteligência Artificial e engenharia de Petróleo, o projeto inaugura uma nova era de inovação, com impacto direto na indústria, na formação de talentos e na produção de conhecimento.

A iniciativa demonstra que é possível alinhar tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento econômico por meio da ciência.

A parceria entre universidade e setor produtivo, como exemplificado pela colaboração com a Shell Brasil, mostra que o investimento em pesquisa aplicada é um caminho viável e estratégico para o progresso do país.

Com o Abaporu, a Unicamp reafirma seu papel como protagonista na transformação digital e na transição energética, abrindo novas possibilidades para o futuro da ciência no Brasil.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas. Contato e sugestões de pauta: hiltonliborio44@gmail.com

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