Parceria técnica com vigência até 2031 estabelece manejo, erradicação e substituição da leucena para recuperar vegetação nativa, proteger o córrego e reduzir impactos ambientais e sanitários na área urbana
A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande firmaram acordo publicado nesta terça-feira (13) para erradicar a leucena e recuperar a Área de Preservação Permanente do Córrego Bandeira, com vigência de cinco anos.
O acordo estabelece cooperação técnica entre a universidade e o município para erradicar a leucena e recuperar a vegetação nativa da Área de Preservação Permanente do Córrego Bandeira.
A publicação ocorreu no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (13), formalizando a parceria com vigência de cinco anos, até janeiro de 2031, conforme o documento oficial.
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Segundo o texto, a leucena é uma planta exótica invasora que se espalha rapidamente, compete com espécies nativas e compromete a recuperação ambiental de áreas sensíveis.
Cooperação técnica e planejamento ambiental
As ações previstas envolvem manejo, erradicação e substituição da leucena, reunindo estudos acadêmicos, planejamento ambiental e trabalho prático concentrado ao longo do Córrego Bandeira.
O objetivo central é recuperar a vegetação nativa, proteger o curso d’água e melhorar as condições ambientais da Área de Preservação Permanente, considerada estratégica para a cidade.
As atividades seguem um plano de trabalho que detalha etapas de intervenção, recuperação gradual da área e acompanhamento contínuo das ações executadas no local.
O acordo prevê que universidade e município atuem de forma integrada, combinando conhecimento científico com ações práticas voltadas à restauração ambiental do ambiente urbano.
Origem da espécie e expansão descontrolada
O especialista em ecologia e árvores Milton Longo explica que a leucena chegou ao Brasil na década de 1970, trazida do México como alternativa alimentar para o gado.
Introduzida em Mato Grosso do Sul e outros estados, a espécie passou a se espalhar sem controle, dominando áreas naturais e sufocando plantas nativas.
Longo afirma que a leucena é agressiva ao ecossistema por liberar a mimosina, composto químico que inibe a germinação e impede crescimento de outras espécies.
Na prática, a árvore cria ambientes dominados por uma única espécie, reduzindo drasticamente a diversidade vegetal presente nas áreas afetadas.
Impactos ambientais e riscos associados
Segundo Longo, a leucena cresce rapidamente e ocupa fundos de vale, beiras de rodovias e ruas, formando florestas mono-dominantes em Campo Grande.
Ele destaca que essas formações alteram o equilíbrio natural, dificultam a regeneração da vegetação nativa e comprometem serviços ecossistêmicos locais.
A bióloga Gisseli Giraldelli, diretora da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, estuda a leucena há 15 anos e reforça os riscos ambientais.
Ela afirma que áreas invadidas perdem biodiversidade e se transformam em “desertos verdes”, visualmente densos, porém formados por apenas uma espécie.
Planta invasora: Efeitos sobre fauna, saúde e cidade
Giraldelli explica que a homogeneização da vegetação ameaça fauna e flora, reduz habitats e interfere em cadeias ecológicas essenciais ao equilíbrio urbano.
A pesquisadora também alerta para impactos na saúde humana, já que a perda de biodiversidade favorece doenças associadas ao desequilíbrio ecológico.
Segundo ela, esses efeitos afetam não apenas o meio ambiente, mas também a economia e a qualidade de vida em áreas urbanas.
A erradicação da leucena no Córrego Bandeira integra esforços mais amplos de recuperação ambiental, com foco na proteção de áreas sensíveis e serviços naturais.
Este artigo foi elaborado com base em informações publicadas no Diário Oficial da União (DOU) e em declarações técnicas incluídas no conteúdo divulgado.
Com informações de G1.

Aqui na região de BH pra todo lado tem e a prefeitura acha bonito…
Deveria ser uma ação nacional pelos órgãos federais ( Ibama) Sorocaba sp. Tem o mesmo problema.