Estudo revela que uso prolongado de omeprazol e similares pode afetar a saúde cognitiva de forma significativa
Remédios populares no Brasil, como omeprazol, pantoprazol e esomeprazol, pertencentes à classe dos inibidores da bomba de prótons (IBPs), estão agora sob análise rigorosa da comunidade médica. De acordo com uma pesquisa publicada em agosto de 2023 na revista Neurology, esses medicamentos, quando utilizados de forma contínua por mais de quatro anos, podem elevar o risco de demência em até 33%. O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, e acompanhou 5.712 adultos com idade média de 75 anos durante cerca de 4,4 anos.
Medicamentos de uso diário exigem atenção médica constante
Embora eficazes contra refluxo, gastrite e úlceras, os IBPs podem causar efeitos colaterais quando usados por períodos prolongados, segundo estudos recentes. No Brasil, o omeprazol é amplamente vendido e indicado, mas novos alertas apontam riscos do uso prolongado sem acompanhamento médico adequado. Para Kamakshi Lakshminarayan, médica e coautora da pesquisa, a correlação observada, embora sem causalidade comprovada, já exige atenção de médicos e pacientes.

Histórico de estudos reforça os alertas sobre uso prolongado
Não é a primeira vez que os IBPs aparecem relacionados a possíveis complicações à saúde. Pesquisas anteriores já haviam associado esses medicamentos a problemas renais, deficiências de vitamina B12 e até mesmo fraturas ósseas em idosos. Este novo estudo, no entanto, é um dos primeiros a apresentar uma ligação expressiva entre o uso contínuo e a perda de funções cognitivas. Os dados mostraram que entre os participantes que não utilizavam os IBPs, a incidência de demência foi menor em comparação aos que fizeram uso regular por mais de quatro anos.
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Automedicação aumenta os riscos e exige orientação profissional
Além do fácil acesso nas farmácias brasileiras, muitos pacientes recorrem aos IBPs sem recomendação médica. Esse comportamento, somado à falta de acompanhamento periódico, contribui significativamente para os riscos descritos no estudo. Médicos reforçam a importância de usar esses medicamentos apenas quando prescritos e com reavaliações constantes. Quando necessário, alternativas terapêuticas devem ser consideradas, principalmente para pessoas idosas, que estão naturalmente mais expostas a condições neurológicas.
Profissionais da saúde devem reavaliar práticas clínicas
Com base nas evidências científicas mais recentes, especialistas têm encorajado o setor médico a revisar os protocolos e evitar o uso irrestrito dos IBPs em tratamentos prolongados. Além disso, instituições de saúde já discutem novas abordagens para o refluxo gastroesofágico, priorizando métodos menos invasivos e com menor impacto neurológico. Esse debate se intensifica com o envelhecimento populacional, o que exige políticas preventivas focadas na proteção das funções cognitivas.
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