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Vacas deixadas por colonos franceses em ilha remota sobrevivem por décadas e evoluem mesmo isoladas em clima extremo, mas acabam eliminadas mesmo após terem sido alvo de estudo científicos

Publicado el 26/12/2025 a las 06:23
Actualizado el 26/12/2025 a las 08:40
vacas, Ilha, Estudos
Imagem: Ilustração artística
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Rebanho bovino abandonado no século XIX enfrentou clima subantártico extremo, evoluiu em isolamento total por mais de cem anos e acabou eliminado por decisões ambientais controversas

No final do século XIX, um rebanho bovino abandonado na Ilha de Amsterdã sobreviveu ao isolamento subantártico até ser dizimado em 2010, gerando debates éticos importantes sobre a preservação da biodiversidade doméstica e a gestão de espécies ferais em santuários ecológicos.

Adaptação em ambiente extremo

O pequeno grupo de gado enfrentou as duras condições da região subantártica para realizar um raro processo de feralização em isolamento total.

A Ilha de Amsterdã está localizada a exatos 4.440 km de Madagascar e possui o tamanho aproximado da região de Noirmoutier em sua extensão.

O clima local é oceânico temperado e apresenta ventos constantes que castigam o relevo, além de chuvas frequentes durante o período do inverno.

A sobrevivência parecia impossível pela ausência de fontes permanentes de água, mas os animais prosperaram contra todas as expectativas negativas dos pesquisadores.

Video de YouTube

As vacas da Ilha: Evolução e registros científicos

Estudos genéticos detalhados revelaram a jornada evolutiva das vacas, que voltaram a ser selvagens de modo independente por mais de um século corrido.

Material genético de 18 animais foi coletado durante duas expedições de pesquisa realizadas nos anos de 1992 e 2006 para análise profunda.

A história da adaptação foi reconstruída através desses dados, mostrando como um pequeno rebanho atingiu o número de quase 2.000 animais resistentes.

Gestão da reserva natural

Em 2006, o território passou a integrar a reserva natural nacional TAAF, sendo reconhecido como um importante Patrimônio Mundial pela organização da UNESCO.

Apesar da fascinante capacidade de adaptação demonstrada, a população de bovinos foi totalmente dizimada no ano de 2010 por decisões de manejo.

O extermínio do gado feral despertou preocupações sobre a necessidade real de eliminar populações únicas que demonstram tamanha capacidade de sobrevivência em locais inóspitos.

Video de YouTube

Contexto e presença humana na ilha

A única presença humana fixa no local é uma base científica estabelecida em 1949 para realizar estudos diversos nesta remota área isolada.

Registros históricos apontam que o abandono original do gado ocorreu de forma acidental ou proposital apenas no final do século XIX passado.

Essas vacas insulares tornaram-se uma parte inesperada do ecossistema local, transformando a paisagem natural da ilha enquanto viveram de forma autônoma e livre.

Dúvidas persistem sobre os desafios éticos de priorizar a biodiversidade nativa em detrimento de linhagens domésticas que evoluíram sozinhas em isolamento geográfico total.

Com informações de Futura-sciences.

Você também pode gostar: Cabras deixadas por europeus em ilha no Brasil e que viveram isoladas por 200 anos viram alvo de estudos científicos sobre genética e adaptação ao semiárido

Cabras, Ilha, Brasil, estudos
Imagem: Ilustração artística

Pesquisa com cabras isoladas há mais de dois séculos em Abrolhos busca identificar adaptação genética, ampliar conservação e apoiar sistemas produtivos resilientes para regiões semiáridas brasileiras diante de mudanças climáticas crescentes no país

Em agosto de 2025, o site Canal Rural reportou que 21 cabras foram transferidas de Abrolhos, na Bahia, para a Uesb em Itapetinga, visando pesquisas de caracterização genética e produtividade, já que os animais viviam isolados há mais de dois séculos na região.

Navegadores europeus deixaram os primeiros exemplares na ilha durante o período colonial como subsistência, informou o Canal Rural em sua reportagem.

Os animais se reproduziram sem interferência humana direta por séculos, despertando interesse científico pela adaptação genética a ambientes com restrição hídrica.

Potencial para o semiárido

Ronaldo Vasconcelos, professor de Zootecnia da Uesb, explicou que o isolamento favoreceu características específicas relacionadas à sobrevivência em condições climáticas bastante adversas.

Segundo Vasconcelos na reportagem do Canal Rural, essas descobertas podem contribuir para o desenvolvimento da caprinocultura em diversas regiões semiáridas do país.

Após chegarem ao campus, os caprinos iniciaram um período de quarentena para garantir adaptação segura e assegurar todos os cuidados sanitários necessários.

O isolamento é vital, pois os animais não possuem resistência imunológica contra carrapatos ou verminoses comuns em rebanhos continentais, afirmou Ronaldo Vasconcelos.

Video de YouTube

Parcerias e conservação

O professor Dimas Oliveira, da Uesb, destacou que o estudo gera informações relevantes para sistemas de produção em áreas com limitações climáticas severas.

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia atua na análise genética e estratégias de conservação em parceria direta com a universidade estadual baiana.

Impacto ambiental e manejo

A retirada das cabras teve motivação ambiental, pois a presença causava impactos no solo e na vegetação estratégica para aves em Abrolhos.

Diferentes instituições operaram a remoção, incluindo o ICMBio, a Marinha do Brasil, a Adab, a Embrapa e a própria Uesb, relatou o canal.

Durante a captura, os animais receberam identificação eletrônica individual e tiveram amostras de sangue coletadas para as fundamentais análises laboratoriais de rotina.

Esses dados são essenciais para determinar o grau de singularidade genética da população que habitava o arquipélago isolado no litoral sul.

Futuro da pesquisa científica

Caso confirmada a distinção genética, os pesquisadores pretendem avançar para um plano de conservação com ampliação controlada do rebanho e armazenamento biológico.

Existe a possibilidade futura de disponibilizar material genético para produtores rurais que enfrentam desafios climáticos semelhantes aos encontrados na Ilha de Abrolhos.

Com informações de Canal Rural.

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Thiago
Thiago
30/12/2025 17:36

Os animais vivem ao extremo, suportam tudo, frio, comida escassa, total isolamento. A palavra chave tá aí, isolamento. Vem o homem que se diz racional e extermina com o que superou o improvável por séculos. Se acabar com a humanidade e ficar a natureza ela subsistirá pra sempre. Homem o verdadeiro exterminador do presente e futuro.

Alvaro Ragusa
Alvaro Ragusa(@alvaroragusa1)
Member
30/12/2025 13:35

Duas matérias, a 1 vinda de um país de primeiro mundo França, 2 vinda de pais de 3 mundo Brasil, o primeiro mata um experimento promissor que deu resultado , o segundo procura aproveitar o experimento muito promissor. E como diz a Bíblia não literal » o satisfeito pisa favos de mel , mas o faminto todo o amargo e doce»

Alan lopes Mendes
Alan lopes Mendes
29/12/2025 06:43

Só o homem mesmo para destruir o que está certo tem a capacidade de matar os bichos aff sem noção .

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Romário Pereira de Carvalho

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