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Vai sair do papel? Conheça a megacidade flutuante em forma de tartaruga maior que o Coliseu, 610 m de largura e 60 mil hóspedes que despertou a atenção do mundo ao ser apresentado, mas ainda não houve avanços

Publicado el 29/12/2025 a las 09:31
Megacidade, Forma de tartaruga, Pangeos
Imagem: Lazzarini Design
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Idealizado pela Lazzarini Design, o Pangeos ganhou projeção mundial ao propor uma megacidade flutuante monumental, mas permanece restrito ao papel, sem licenças, contratos, estaleiros ativos ou qualquer avanço físico concreto desde o anúncio inicial

O projeto Pangeos, idealizado pelo estúdio italiano Lazzarini Design, ganhou atenção global desde 2022 ao propor uma megacidade flutuante em formato de tartaruga, mas segue sem obras iniciadas, contratos confirmados ou cronograma operacional definido.

Repercussão inicial e estado atual do conceito da megacidade flutuante

Apresentado ao público em 2022, o Pangeos se espalhou rapidamente por redes sociais e portais especializados, estimulando debates sobre engenharia extrema, urbanismo marítimo e limites técnicos da construção naval.

Mesmo com a ampla visibilidade, o projeto não avançou para a fase física. Não existem estaleiros ativos, obras preparatórias confirmadas ou anúncios oficiais de início de construção.

Hoje, o Pangeos permanece como um conceito técnico detalhado, sustentado por imagens, vídeos e descrições, mas distante de uma execução prática no setor naval.

Origem do nome e proposta simbólica

O nome Pangeos remete à Pangeia, supercontinente que reuniu todas as massas terrestres do planeta, refletindo a ambição de criar uma estrutura autossuficiente capaz de cruzar oceanos.

O formato de tartaruga marinha reforça essa narrativa simbólica, associada à longevidade, estabilidade e resistência em ambientes marítimos severos ao longo de décadas.

Essa escolha estética e conceitual busca comunicar durabilidade e operação contínua, elementos centrais da proposta apresentada pelo estúdio italiano.

Dimensões projetadas e comparação com estruturas existentes

Segundo os planos divulgados, o Pangeos teria 550 metros de comprimento e até 610 metros de largura, dimensões superiores a qualquer navio ou plataforma flutuante atual.

Para comparação, o projeto superaria o Wonder of the Seas, maior navio de cruzeiro do mundo, que possui 362 metros de comprimento.

Essa escala inédita coloca o Pangeos em um patamar técnico sem precedentes, ampliando dúvidas sobre viabilidade estrutural e logística construtiva.

Estrutura interna e capacidade prevista da megacidade em forma de tartaruga

O interior foi concebido como uma cidade compacta e multifuncional, com hotéis, centros comerciais, parques, áreas residenciais, resorts e espaços de lazer integrados.

Também estão previstos beach clubs, áreas para embarcações menores e locais destinados a aeronaves leves, compondo um ecossistema urbano flutuante completo.

A capacidade estimada chega a 60.000 hóspedes, sem contar tripulação e funcionários, equivalente a uma cidade de médio porte concentrada em uma única plataforma.

Entraves construtivos e ausência de licenças

Apesar do detalhamento visual, o Pangeos nunca ultrapassou a fase conceitual. Não há registros de licenças ambientais emitidas ou contratos de construção assinados.

O método construtivo proposto é um dos principais entraves, envolvendo a dragagem de cerca de um quilômetro quadrado e a criação de uma barragem circular marítima.

Essa abordagem exigiria infraestrutura inédita e elevados custos iniciais, dificultando a transição do conceito para a realidade operacional.

O Terashipyard e a localização sugerida

A Lazzarini Design propôs a criação de um “Terashipyard”, estaleiro sob medida com aproximadamente 650 metros de largura e 600 metros de comprimento.

A localização sugerida seria próxima ao Porto Rei Abdullah, na Arábia Saudita, a cerca de 90 quilômetros de Jeddah.

Até hoje, porém, não existe confirmação oficial de aprovação local, parcerias institucionais ou autorização para implantação desse complexo naval.

Cronograma distante e custo elevado

O estúdio italiano estimou, em projeções iniciais, o início da construção em 2033, com prazo aproximado de oito anos para conclusão total da estrutura.

Esse cronograma depende integralmente de viabilização financeira e alinhamento político, fatores ainda indefinidos e sem garantias públicas anunciadas.

O custo estimado gira em torno de 8 bilhões de dólares, valor considerado elevado mesmo para megaprojetos navais de grande escala.

Tentativas alternativas de financiamento

Como alternativa inicial, a Lazzarini Design lançou uma campanha baseada na venda de NFTs, vinculada à comercialização de espaços virtuais no metaverso do Pangeos.

A proposta buscava financiar etapas futuras do projeto, criando uma base de apoiadores digitais interessados na ideia da cidade flutuante.

Até o momento, essa iniciativa não gerou capital suficiente para destravar obras físicas, mantendo o financiamento como principal obstáculo.

Desafios técnicos ainda não validados

Além do custo, os desafios de engenharia permanecem significativos, incluindo estabilidade estrutural, resistência a ondas, ventos e tempestades em mar aberto.

O sistema de propulsão prevê nove motores elétricos de 16.800 hp cada, resultando em velocidade estimada de apenas 5 nós, cerca de 9,2 km/h.

Essa limitação levanta questionamentos sobre manobrabilidade, eficiência energética e viabilidade operacional de uma estrutura dessa magnitude.

Pangeos: Entre imaginação e execução prática

Mesmo sem avanços concretos, o Pangeos continua sendo citado como referência máxima de arquitetura naval conceitual contemporânea, despertando fascínio global.

O interesse da Arábia Saudita em projetos monumentais é visto como possível fator favorável, embora ainda sem confirmações formais ou compromissos assumidos.

Por enquanto, o projeto simboliza os limites entre imaginação, engenharia e viabilidade econômica, permanecendo no papel, sem avanços físicos ou sinais claros de avanço.

Com informações de Olhar Digital.

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Romário Pereira de Carvalho

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