Conferência reúne executivos para debater desafios, impacto social e futuro da verticalização em Minas Gerais
Uma nova estratégia para o lítio brasileiro ganhou força em junho de 2025, quando executivos se reuniram em Araçuaí (MG) durante a Conferência do Lithium Business. A discussão reforçou como o país pode transformar recursos minerais em crescimento sustentável, conciliando responsabilidade social e avanço tecnológico, segundo Rossandro Ramos, idealizador do evento.
Discussões revelam potencial competitivo
Mais de 300 profissionais participaram do painel, que destacou o Vale do Jequitinhonha como epicentro da cadeia produtiva nacional. CEOs e diretores de empresas como Sigma Lithium, AMG Brasil, PLS, Companhia Brasileira de Lítio e Lithium Ionic trouxeram dados que revelam oportunidades e entraves do setor.
Lígia Pinto, vice-presidente de Relações Institucionais da Sigma, pontuou em 2025 que “quarenta por cento das empresas operam no break even ou abaixo”, ressaltando a volatilidade do mercado. Ainda assim, a executiva defendeu o compromisso com programas sociais, citando o Donas de Mim, projeto que transforma a vida de mulheres da região.
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Programas sociais consolidam legado
Além disso, Lígia detalhou que o empreendedorismo local floresce, principalmente o feminino, por meio de iniciativas que garantem autonomia e renda. Para ela, “mesmo com diferentes vocações e maturidades, acreditamos no potencial do Vale”. Essa fala, registrada na conferência de junho de 2025, reforça que o impacto social é central na estratégia.
AMG Brasil mira longo prazo
Simultaneamente, Fabiano Costa, da AMG Brasil, defendeu que objetivos estratégicos devem ir além do financeiro imediato. “Existem metas de longo prazo que não podemos ignorar”, destacou. Por isso, a empresa revisou sua planta de engenharia para ampliar a produção de compostos técnicos no país. Fabiano ainda criticou a viabilidade do sulfato de lítio, chamando-o de ineficiente do ponto de vista ambiental.
PLS investe em independência local
Na mesma linha, Leandro Gobbo, CEO da PLS, explicou ações para fortalecer empreendedores em Salinas (MG). A PLS aposta em treinamentos, parcerias com o Sistema S e contratações locais, segundo Gobbo, em junho de 2025. “Não queremos dependência. Queremos empresas locais preparadas para atender qualquer cliente”, enfatizou, destacando que o legado social será duradouro, mesmo após o fim das minas.
Verticalização ainda é barreira
No entanto, Vinícius Alvarenga, da Companhia Brasileira de Lítio, foi taxativo: “Nenhum país avançou sem apoio estatal robusto”, afirmou em 2025. Ele defendeu que a criação de demanda interna, principalmente com veículos elétricos e sistemas de armazenamento, é essencial para atrair a cadeia completa. Para Alvarenga, a mineração local já trouxe avanços em infraestrutura e serviços públicos no Vale.
Olhar internacional destaca potencial
Em seguida, Blake Hylands, CEO da Lithium Ionic, trouxe o ponto de vista internacional, enfatizando que o Brasil possui algumas das melhores reservas do mundo. Segundo Hylands, investidores globais monitoram de perto o Vale do Jequitinhonha, mas alertou que “a estabilidade regulatória será determinante para atrair capital estrangeiro”, como destacou em junho de 2025.
Alinhamento entre todos os setores
Por fim, Rossandro Ramos, organizador do painel, ressaltou a urgência de alinhar expectativas entre empresas, governos e comunidades. Segundo ele, só assim o Brasil poderá se consolidar como líder mundial na nova economia verde. O consenso, registrado na Conferência do Lithium Business, é que os desafios são grandes, mas o potencial geológico, econômico e humano do Vale do Jequitinhonha aponta para um futuro promissor na transição energética.
Você acredita que o Brasil deve acelerar a verticalização do lítio ou investir primeiro em políticas sociais para garantir um crescimento sustentável? Deixe sua opinião!

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