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Vale tem suspensão de alvará em MG após extravasamento e paralisa mineração

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 27/01/2026 às 09:34
Vale interrompe mineração em MG após suspensão de alvará causada por extravasamento; prefeitura exige medidas ambientais emergenciais.
Foto: IA
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Vale interrompe mineração em MG após suspensão de alvará causada por extravasamento; prefeitura exige medidas ambientais emergenciais.

A Vale interrompeu as operações de mineração nas unidades de Fábrica e Viga, em MG, após a suspensão de alvará determinada pela Prefeitura de Congonhas.

A decisão foi comunicada ao mercado na noite de segunda-feira (26/01/2026) e ocorre depois de um extravasamento registrado em uma cava no domingo, que atingiu áreas próximas e gerou impactos ambientais na região central do estado.

A paralisação foi imposta quando o poder público municipal exigiu medidas emergenciais de controle e monitoramento, onde as ocorrências foram registradas, como resposta a eventos sucessivos em menos de 24 horas e por quê há necessidade de apuração e mitigação de danos.

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Suspensão de alvará leva à paralisação imediata da mineração em MG

A suspensão de alvará foi formalizada por meio de ofício da Prefeitura de Congonhas, que determinou a interrupção das atividades minerárias nas unidades de Fábrica e Viga.

Além disso, o município exigiu a adoção de ações emergenciais de controle, monitoramento e mitigação ambiental, ampliando a fiscalização sobre a mineração na região de MG.

Em comunicado, a Vale afirmou que colaborará integralmente com as autoridades competentes e prestará todos os esclarecimentos necessários.

A empresa também reforçou que suas barragens na área mantêm “condições de estabilidade e segurança inalteradas”, com acompanhamento contínuo.

Extravasamento em cava e impactos ambientais ampliam escrutínio

O episódio que motivou a suspensão de alvará ocorreu na madrugada de domingo, quando houve extravasamento em uma cava da mina de Fábrica.

Horas depois, outro evento foi registrado na mina Viga, também em Congonhas. Em um dos casos, a água com sedimentos avançou por cursos d’água e alcançou o Rio Maranhão, conforme informações da Defesa Civil Municipal.

Na véspera, o governo de MG informou que foram identificados danos ambientais decorrentes do carregamento de sedimentos e do assoreamento de afluentes do Rio Maranhão.

A Vale declarou que não houve carregamento de rejeitos de mineração, mas apenas água com sedimentos (terra).

Produção afetada e avaliação do mercado financeiro

As duas unidades com operações suspensas possuem produção combinada de cerca de 8 milhões de toneladas por ano, o equivalente a 2,4% do volume médio do guidance de minério de ferro da Vale para 2026.

Analistas do Santander avaliaram a suspensão de alvará como negativa no curto prazo, ainda que a companhia tenha mantido suas projeções de produção.

Por outro lado, analistas do RBC destacaram que as causas do extravasamento seguem sob investigação e que o tempo de suspensão das licenças, assim como os custos associados, ainda não estão claros.

Eles também alertaram que possíveis impactos ao Rio Maranhão podem intensificar o escrutínio regulatório sobre a mineração em MG.

Prefeitura impõe condições para retomada das atividades

A Prefeitura de Congonhas informou que a suspensão de alvará impede, inclusive, atividades administrativas, como a emissão de notas fiscais.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, João Luís Lobo, a retomada das operações dependerá do cumprimento de uma série de medidas de compensação ambiental.

“A condição que colocamos para retorno das atividades são várias medidas de compensação ambiental. Todos os danos têm que estar bem apurados”, afirmou o secretário.

Ele acrescentou que o município exige garantias de que novos extravasamentos não ocorrerão, além de laudos preliminares de estabilidade e segurança das áreas afetadas.

ANM acompanha ocorrências e apura responsabilidades

A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que não houve ruptura ou colapso de barragens nas ocorrências registradas nas minas de Fábrica e Viga.

Segundo o órgão, os eventos estão associados a infraestruturas operacionais, como estruturas de drenagem, sem caracterização de falha estrutural em barragens.

“As duas situações são acompanhadas por equipes técnicas da Agência, com verificação das condições de funcionamento das estruturas envolvidas e das medidas adotadas pelo empreendedor”, informou a ANM.

A agência acrescentou que a apuração de responsabilidades integra o processo regulatório, com aplicação de sanções, caso sejam constatadas irregularidades.

Monitoramento contínuo e próximos passos

Enquanto o processo avança, a Vale reiterou que mantém monitoramento ininterrupto das estruturas sob sua responsabilidade em MG.

A continuidade da suspensão de alvará dependerá dos resultados das investigações, da avaliação dos impactos do extravasamento e do atendimento às exigências ambientais impostas pelo município e pelos órgãos reguladores.

Com isso, o episódio reforça o debate sobre mineração, licenciamento e segurança operacional em MG, colocando a Vale sob atenção redobrada de autoridades, mercado e comunidades locais.

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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