Na última segunda-feira, 5, a assinatura do contrato de compra e venda de ações da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), marcou a primeira desestatização portuária da história do Brasil.
A Codesa, responsável pela administração dos portos de Vitória e Barra do Riacho, foi leiloada para o fundo de investimentos FIP Shelf 119 Multiestratégia, em março deste ano, garantindo a desestatização portuária que já estava prevista por analistas do setor. No contrato assinado, a previsão de investimentos ultrapassa os R$580 milhões, sendo que R$335 milhões serão aplicados nos dois portos. Além disso, a União receberá repasses fixos anuais no valor de R$24,75 milhões, com contribuições variáveis anuais equivalentes a 7,5% da receita. Paralelamente, os custos também envolvem uma taxa anual de fiscalização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) no valor de R$3,188 milhões.
Com a desestatização portuária, a Codesa terá maior agilidade administrativa, além de uma melhor capacidade de investimento, refletindo em melhorias nos portos organizados de Vitória e Barra de Riacho, além de geração de emprego e renda para a região. Neste sentido, Marcelo Sampaio, Ministro de Infraestrutura, apontou que a privatização da Codesa traz a experiência do setor privado para a operação dos portos. Sendo assim, foi um esforço do Governo Federal para trazer investimentos e geração de emprego e renda.
Posteriormente, quando ocorrer a concretização da mudança societária, deverá ocorrer a assinatura do contrato de concessão dos dois portos que estão sob administração da Codesa. A previsão é que isso ocorra na próxima semana, entre o Ministério da Infraestrutura, através da Antaq, e a empresa vencedora do leilão.
-
Com 62 milhões de toneladas de lixo eletrônico geradas em apenas um ano e metais avaliados em US$ 91 bilhões escondidos dentro de celulares, computadores e cabos descartados, refinarias especializadas estão transformando sucata digital em ouro, cobre e terras-raras numa nova forma de mineração urbana
-
Com mais de 4,4 bilhões de toneladas acumuladas em lagoas industriais ao redor do mundo e cerca de 160 milhões de toneladas novas produzidas todos os anos, a lama vermelha da indústria do alumínio se tornou um dos maiores depósitos de resíduo cáustico do planeta; em 2010, 1 milhão de m³ romperam uma barragem na Hungria e inundaram duas cidades
-
Bateria «morta» de carro elétrico virou matéria-prima: como mais de 1,6 milhão de toneladas de capacidade de reciclagem já instalada no mundo estão recuperando lítio, cobalto e níquel, reduzindo a dependência do Congo e fechando o ciclo da eletrificação sem minerar do zero
-
Dentro de fábricas na Coreia do Sul, máquinas transformam vidro reciclado em copos perfeitos, teclados transparentes e ferramentas em brasa que revelam um lado pouco conhecido da potência industrial asiática
Desestatização portuária garantirá eficiência para Codesa, entre 2019 e 2021, mesmo com o freio econômico ocorrido na economia mundial pela pandemia da covid-19, a Codesa conseguiu ampliar seu faturamento anual de R$154 milhões para R$194 milhões
O que garantiu a saída de 7 milhões para 8,5 milhões de toneladas de cargas movimentadas. Dessa forma, com a desestatização portuária, a Codesa ganhará agilidade administrativa, maior capacidade de investimentos e geração de renda. Atualmente, o leilão da Codesa é considerado o piloto para os leilões de outros ativos, que estão programados para ainda este ano, como os portos de Santos, Itajaí e São Sebastião. A modelagem criada para a desestatização portuária estimula a concessionária a desenvolver mais projetos, além de aumentar a capacidade portuária para atrair mais cargas e gerar resultados mais promissores.
Conheça mais sobre a CODESA
Em 2022, a Companhia Docas do Espírito Santos (CODESA) completou 39 anos de existência. A CODESA substituiu a antiga Administração do Porto de Vitória (APV), onde, inicialmente, era responsável pelos Portos de Vitória e Barra de Riacho e, posteriormente, também pelo Porto de Praia Mole. Em 9 de setembro de 1982, o Decreto núm. 87.560 criou a CODESA, que foi oficialmente constituída em 21 de fevereiro de 1983. Na época, o controle acionário da CODESA foi transferido do Ministério dos Transportes à Empresa de Portos do Brasil S.A. (Portobrás), que foi holding do sistema portuário extinto em 1990.
Seja o primeiro a reagir!