Em meio a pandemia do novo coronavírus, Petrobras decidiu adiar o recebimento de ofertas vinculantes de oito refinarias. A estatal não informou a nova da para a entrega das propostas
A Petrobras adiou o recebimento de ofertas vinculantes pelas refinarias colocadas à venda, em função das medidas de prevenção ao coronavírus, o que tem potencial de atrasar o processo de venda de alguns dos principais negócios da estatal. Petrobras adia para o dia 30 de abril a entrega de proposta da Gaspetro
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Segundo a estatal, o adiamento nas entregas das propostas por oito refinarias busca “assegurar a efetiva realização da due diligence por parte dos potenciais compradores”, em momento em que medidas para contenção do coronavírus recomendam o distanciamento social.
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A Petrobras não informou em comunicado a nova data para a entrega das propostas, em um processo que tem atraído grandes companhias, muitas delas estrangeiras.
Em comunicado, a Petrobras «reforça o seu engajamento no projeto de venda dos ativos de refino e seus respectivos ativos logísticos, conforme estipulado em seu Plano Estratégico 2020-2024».
O movimento confirma expectativas de que o processo de venda das refinarias poderia ser atrasado. A estatal realizaria ajustes de curto prazo em seu plano de negócios, em meio à derrocada dos preços de petróleo.
O plano de negócios da Petrobras prevê desinvestimentos entre 20 bilhões a 30 bilhões de dólares para o período 2020-2024, tendo a maior concentração nos anos de 2020 e 2021, com a eventual vendas das oito refinarias.
Os processos postergados da Petrobras abrangem as seguinte refinarias
- Abreu e Lima (Rnest) em Pernambuco
- Landulpho Alves (Rlam) na Bahia
- Presidente Getúlio Vargas (Repar)
- Unidade de Industrialização do Xisto (SIX) no Paraná
- Alberto Pasqualini (Refap) no Rio Grande do Sul
- Refinaria Gabriel Passos (Regap) em Minas Gerais
- Refinaria Isaac Sabbá (Reman) no Amazonas
- Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor) no Ceará.
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