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A vida surgiu do caos químico ou foi “semeada” do espaço? Nova pesquisa divulgada em 2025 reavalia a origem da vida na Terra, aplica cálculos matemáticos à abiogênese e reacende debate sobre civilizações extraterrestres

Escrito por Caio Aviz
Publicado el 02/03/2026 a las 10:35
Cientistas analisam protocélulas em placa de Petri durante estudo sobre a origem da vida na Terra em laboratório.
Estudiosos observam estruturas semelhantes a protocélulas em laboratório, em pesquisa que debate a abiogênese e a possibilidade de panspermia na origem da vida terrestre.
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Pesquisa do Imperial College London utiliza modelos matemáticos e questiona se processos químicos naturais explicam totalmente o surgimento da vida há 4 bilhões de anos

Um estudo científico divulgado em julho de 2025 colocou novamente em debate uma das explicações mais aceitas sobre a origem da vida na Terra.

A hipótese tradicional sustenta que os primeiros micro-organismos surgiram há cerca de 4 bilhões de anos, a partir de moléculas orgânicas formadas por processos químicos naturais.

No entanto, o pesquisador Robert G. Endres, do Imperial College London, apresentou no arXiv o trabalho intitulado “A probabilidade irracional de ser”, no qual analisou matematicamente a plausibilidade da abiogênese.

Segundo o autor, embora a hipótese não seja descartada, os cálculos indicaram que o processo pode ser altamente improvável dentro das condições conhecidas da Terra primitiva.

Investigação matemática questiona origem química da vida

A teoria da abiogênese afirma que a vida teria surgido a partir de matéria inorgânica.

De acordo com essa proposta, substâncias não vivas teriam passado por transformações químicas sucessivas até formar sistemas autorreplicantes complexos.

©The Daily Digest

Esse processo teria ocorrido nos primeiros estágios do planeta, que se formou há aproximadamente 4,5 bilhões de anos.

Naquele período, crateras de meteoritos preenchidas por água e intensa atividade vulcânica marcaram a paisagem terrestre.

Fontes hidrotermais são frequentemente apontadas como ambientes favoráveis ao surgimento das primeiras estruturas biológicas.

Contudo, Endres utilizou modelos matemáticos para estimar quanto tempo seria necessário para que a primeira célula surgisse espontaneamente.

Segundo os resultados apresentados em 2025, as moléculas essenciais precisariam se combinar de forma extremamente rápida.

Caso contrário, elas se decomporiam antes de formar organismos microscópicos estáveis.

Tempo estimado não coincide com registros fósseis

Os cálculos indicaram que o processo de tentativa e erro demandaria um período muito maior do que o sugerido pelos registros fósseis disponíveis.

Mesmo considerando a presença de catalisadores químicos, os prazos estimados permaneceram incompatíveis com a cronologia geológica conhecida.

Além disso, sistemas físicos tendem naturalmente à desordem.

Esse princípio representa um obstáculo adicional para a formação espontânea de estruturas altamente organizadas, indispensáveis à vida.

Ao final do estudo, o pesquisador afirmou que não é possível depender exclusivamente do acaso e de reações químicas naturais para explicar de forma completa o surgimento da vida.

Ainda assim, ele ressaltou que a origem da vida não é impossível.

Segundo Endres, faltam princípios físicos mais amplos que esclareçam plenamente esse fenômeno, o que representa um desafio significativo para a física biológica.

Hipótese de panspermia dirigida volta ao debate científico

Diante das limitações apontadas, o estudo retoma uma hipótese discutida desde a década de 1970.

Naquele período, Francis Crick, conhecido pela contribuição à descoberta da estrutura do DNA em 1953, e Leslie Orgel propuseram a chamada panspermia dirigida.

Essa teoria sugere que a vida pode ter sido deliberadamente disseminada por uma civilização extraterrestre avançada.

Alternativamente, a panspermia também admite que moléculas ou micro-organismos tenham chegado à Terra transportados por meteoritos, cometas ou poeira interestelar.

Segundo relato publicado pela revista Popular Mechanics, Endres questionou se a Terra poderia ter sido terraformada no passado.

Atualmente, o conceito de terraformação é debatido em estudos científicos que analisam possibilidades futuras para Marte e Vênus.

Embora a hipótese de intervenção extraterrestre contrarie o princípio da navalha de Occam na ciência tradicional, o pesquisador afirma que ela permanece logicamente possível.

No entanto, ele enfatiza cautela.

A origem extraterrestre da vida é considerada improvável, mas não pode ser tecnicamente descartada.

O debate permanece aberto na comunidade científica.

Afinal, a vida surgiu exclusivamente por processos químicos naturais ou pode ter vindo de fora da Terra?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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