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Brasileiro equipa Hilux com 400 cv, turbina gigante e nitro

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado el 08/01/2026 a las 15:11
Actualizado el 08/01/2026 a las 15:47
Vídeo mostra Hilux brasileira com turbina gigante, nitro e potência estimada em 400 cv após ampla preparação mecânica.
Vídeo mostra Hilux brasileira com turbina gigante, nitro e potência estimada em 400 cv após ampla preparação mecânica.
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Projeto brasileiro documentado em vídeo detalha como uma Toyota Hilux diesel saiu dos 204 cv originais para um patamar estimado próximo de 400 cv, combinando turbina superdimensionada, sistema de nitro, injeção reforçada, ajustes de suspensão e soluções voltadas a provas de arrancada e uso real em estrada

Um projeto extremo de preparação automotiva chamou atenção em um vídeo recente publicado pelo BFMS, ao apresentar em detalhes uma Toyota Hilux diesel transformada para alcançar níveis de potência incomuns no segmento de picapes.

O veículo do canal Hilux Project Brasil, pertence ao Danilo e reúne turbina superdimensionada, sistema de nitro, injeção reforçada e uma série de ajustes mecânicos e estruturais voltados principalmente para provas de arrancada.

O encontro, que inicialmente seria apenas um registro informal da caminhonete, acabou se tornando um dos conteúdos mais completos já publicados sobre a evolução do projeto.

Ao longo do vídeo, os apresentadores e o proprietário detalham as principais modificações, explicam as escolhas técnicas e mostram como o conjunto se comporta tanto parado quanto em movimento.

Base original e salto de potência

A Hilux utilizada como base do projeto sai de fábrica com motor diesel de 204 cavalos de potência, já reconhecido pela robustez e durabilidade. No entanto, o objetivo nunca foi manter a caminhonete próxima da configuração original.

Desde as primeiras intervenções, o foco foi extrair desempenho muito acima do padrão, sem abrir mão da confiabilidade mínima necessária para uso real.

Com as modificações atuais, a estimativa é de cerca de 300 cavalos nas rodas, o que representa aproximadamente 400 cavalos no motor ao se considerar perdas do conjunto de transmissão.

O número ainda não foi confirmado em dinamômetro, principalmente porque a turbina escolhida apresenta dificuldade de carregar plenamente em regime estático, mas o desempenho percebido em rua indica que a meta foi atingida.

Turbina gigante e coletor sob medida

O coração da preparação está no novo sistema de sobrealimentação. A Hilux recebeu uma turbina significativamente maior do que a original, sem geometria variável, instalada sobre um coletor fabricado sob medida.

Esse coletor foi desenvolvido especificamente para acomodar o conjunto e otimizar o fluxo de gases de escape, condição essencial para alimentar uma turbina desse porte.

Diferentemente do sistema original, a nova configuração utiliza válvula wastegate externa, o que permite maior controle da pressão de trabalho em altas rotações.

Toda a pressurização foi construída em aço inox, garantindo resistência térmica e durabilidade, enquanto o intercooler de alumínio ficou responsável por reduzir a temperatura do ar admitido antes de entrar no motor.

Sistema de nitro aplicado ao diesel

Um dos pontos mais incomuns do projeto é a adoção de nitro em um motor diesel. A caminhonete conta com dois pontos de injeção de óxido nitroso, utilizados como reforço momentâneo de potência, especialmente em situações de arrancada.

O objetivo principal é compensar o tempo necessário para a turbina gigante entrar em plena carga, melhorando a resposta em baixas rotações.

Segundo o proprietário, existem ainda outras soluções voltadas exclusivamente para competições de arrancada que não foram totalmente reveladas no vídeo.

Essas escolhas reforçam o caráter experimental e progressivo do projeto, que segue em constante evolução.

Alimentação reforçada e bomba de alta modificada

Para sustentar o aumento significativo de potência, o sistema de alimentação de combustível também precisou ser profundamente alterado.

A Hilux recebeu bicos injetores com vazão cerca de 50% maior do que os originais, permitindo maior fornecimento de diesel em alta carga.

Além disso, a bomba de alta pressão teve o eixo interno substituído, modificação que aumenta o volume de combustível entregue ao sistema.

Em motores diesel preparados, esse tipo de ajuste é fundamental para evitar falta de combustível em regimes extremos e garantir que a queima acompanhe o volume de ar fornecido pela nova turbina.

Suspensão, pneus e ajustes de chassi

O desempenho em linha reta não depende apenas do motor. Por isso, o projeto também avançou sobre suspensão, rodas e pneus.

A Hilux recebeu um conjunto Ironman Foam Cell Pro 2.5, conhecido por ter comportamento mais próximo de suspensões de competição do que de conforto.

O feixe de molas traseiro foi substituído e posteriormente ajustado com a remoção de lâminas de carga, buscando um equilíbrio entre altura, tração e conforto.

O lift final ficou em cerca de duas polegadas, combinado com pneus 285/70, menores e mais leves do que os utilizados anteriormente.

A mudança reduziu peso não suspenso e melhorou tanto a resposta dinâmica quanto o conforto no uso diário.

Visual Baja e modificações estruturais

Visualmente, a caminhonete segue uma linha inspirada em veículos de Baja. O para-choque dianteiro foi recortado para melhorar ângulo de ataque e reduzir peso, mas o acabamento recebeu atenção especial. Em vez de um corte simples, o conjunto foi retrabalhado internamente, mantendo um visual limpo e funcional.

O resultado é uma Hilux com aparência agressiva, coerente com a proposta mecânica, mas sem aspecto improvisado. As rodas, a suspensão elevada e os detalhes externos reforçam a identidade de um projeto pensado para uso extremo.

Câmbio, arrefecimento e instrumentação

Com potência elevada, a transmissão automática também exigiu cuidados adicionais. O projeto inclui um radiador auxiliar de óleo do câmbio, responsável por controlar a temperatura em situações de arrancada, quando o conversor de torque é altamente exigido.

No interior, a Hilux recebeu instrumentação adicional, incluindo uma central que monitora temperatura do motor e mistura ar-combustível.

Esses dados são essenciais para ajustes finos e para preservar o conjunto mecânico durante o uso intenso.

Uso real e filosofia do projeto

Apesar do nível de preparação, a caminhonete não ficou restrita a eventos ou pistas. O próprio vídeo mostra que ela é utilizada em viagens longas, incluindo um trajeto de aproximadamente mil quilômetros entre Campo Grande e São Paulo.

Mantendo velocidade de cruzeiro próxima de 120 km/h, o consumo registrado ficou em torno de 7,5 km por litro, número considerado aceitável dentro da proposta.

Video de YouTube

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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