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Vídeo revela túnel secreto usado por brasileiros e paraguaios em plano audacioso para repetir o “assalto do século” no Uruguai

Escrito por Jefferson Augusto
Publicado el 05/02/2026 a las 21:44
Actualizado el 05/02/2026 a las 21:51
operação policial descobre túnel secreto em Montevidéu
Agentes analisam estrutura subterrânea usada por quadrilha internacional
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Uma escavação silenciosa, meses de planejamento e um túnel oculto surpreenderam investigadores experientes em Montevidéu

À primeira vista, o prédio comercial abandonado na esquina das ruas Colón e 25 de Mayo parecia apenas mais um imóvel esquecido no centro histórico de Montevidéu. No entanto, sob o piso do local, agentes descobriram algo muito maior. Um túnel clandestino, escavado de forma estratégica, ligava o imóvel diretamente ao sistema de esgoto da cidade.

Desde então, a descoberta passou a mobilizar forças de segurança e chamou a atenção da opinião pública. A informação foi divulgada pelo Ministério do Interior do Uruguai, que também publicou imagens inéditas da operação. Além disso, o órgão detalhou os avanços da investigação batizada de Operação Escudo.

Segundo as autoridades, o túnel poderia ter sido usado em um assalto bancário de grandes proporções. Por esse motivo, o caso rapidamente passou a ser comparado ao famoso “assalto do século”, ocorrido na Argentina em 2006.

Como funcionava o túnel clandestino e por que a polícia decidiu agir antes do crime

Video de YouTube

De acordo com os investigadores, os suspeitos iniciaram a escavação dentro de um imóvel comercial abandonado. A partir desse ponto, o túnel avançava em direção ao sistema de esgoto de Montevidéu. Dessa forma, os criminosos teriam acesso discreto a diferentes áreas do bairro de Ciudad Vieja.

As imagens divulgadas mostram apenas a primeira parte analisada pela polícia. Ainda assim, elas revelam a complexidade da estrutura. Os agentes precisaram se deslocar com esforço físico, já que o espaço é estreito, úmido e de difícil locomoção. Além disso, o ambiente apresenta riscos constantes, o que exigiu apoio do Corpo de Bombeiros e de peritos científicos.

Enquanto isso, equipes da Direção de Repressão ao Tráfico Ilícito de Drogas seguem mapeando o trajeto completo do túnel. Segundo comunicado oficial, o objetivo é identificar todas as conexões subterrâneas e confirmar até onde a escavação avançou. Até o momento, 10 pessoas foram detidas e uma permanece foragida.

Prisões, estrangeiros envolvidos e a ligação com o “assalto do século” argentino

Ao longo da operação, a polícia uruguaia prendeu dez suspeitos diretamente ligados à tentativa de assalto. Conforme confirmou o Ministério do Interior, entre os detidos há cidadãos brasileiros e paraguaios, o que reforça o caráter internacional da quadrilha.

O ministro do Interior, Carlos Negro, explicou que a investigação começou cerca de dois meses antes da ação policial. Segundo ele, os agentes já monitoravam movimentações atípicas no imóvel. A partir disso, concluíram que o túnel estava em construção e provavelmente levaria a um banco da região.

Durante coletiva de imprensa, Negro comparou o plano ao assalto ao Banco Río, ocorrido em 13 de janeiro de 2006, em Acassuso, na Argentina. Naquele caso, uma quadrilha liderada pelo uruguaio Luis Mario Vitette Sellanes utilizou um túnel para roubar milhões sem disparar um tiro. Por esse motivo, o crime ficou conhecido como o “assalto do século”.

“Não podemos esperar que o crime aconteça. Precisamos agir antes”, afirmou o ministro. Segundo ele, a antecipação da operação evitou um prejuízo milionário e possíveis riscos à população.

O imóvel alugado, o início do plano e os próximos passos da investigação

O ponto inicial da escavação fica em um estabelecimento comercial localizado em uma área estratégica de Ciudad Vieja. De acordo com Carlos Negro, o imóvel consta como alugado desde meados de 2025. Esse dado ajuda a estimar quando o planejamento do crime começou.

Das nove primeiras prisões, cinco ocorreram dentro do túnel ou nos esgotos. As outras quatro aconteceram em El Pinar, outra região do país. Posteriormente, a polícia confirmou a décima prisão.

Enquanto isso, a investigação continua. As autoridades buscam identificar se há mais envolvidos, se os mentores do plano já estão presos e qual banco seria o alvo final. Além disso, equipes forenses seguem coletando novas provas no subsolo de Montevidéu.

Você acredita que esse plano teria se tornado o maior assalto da história do Uruguai se não fosse descoberto a tempo?

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Jefferson Augusto

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