Escola de Niterói transforma desfile em tributo vibrante ao samba tradicional e conquista jurados com enredo que uniu emoção, técnica e espetáculo na Sapucaí
A Unidos do Viradouro conquistou o Estandarte de Ouro 2026 como melhor escola do Grupo Especial e consolidou sua posição entre as grandes potências do Carnaval do Rio de Janeiro. Com o enredo “Pra Cima, Ciça”, a Vermelho e Branco de Niterói emocionou o público e convenceu o júri ao dedicar o desfile ao mestre de bateria Ciça (Moacyr da Silva).
Além do título principal, a escola venceu também como melhor comissão de frente e garantiu o prêmio de melhor mestre-sala, com Julinho. Assim, a agremiação não apenas brilhou na Sapucaí, como também dominou categorias técnicas importantes.
A informação foi divulgada por “O GLOBO” e “Extra”, responsáveis pela realização do Estandarte de Ouro, que chegou à 54ª edição em 2026. Segundo os jurados, a Viradouro explorou com precisão o carisma e a trajetória de Ciça, transformando a avenida em um palco de reverência ao samba tradicional.
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Homenagem a Ciça impulsiona desfile e transforma emoção em estratégia vencedora
Desde o início do desfile, a escola deixou clara sua proposta narrativa. Primeiro, Ciça participou ativamente da comissão de frente. Em seguida, percorreu a escola de moto até alcançar a bateria. Depois disso, subiu ao carro alegórico ao lado da rainha Juliana Paes, que retornou ao posto após 17 anos, e regeu a bateria do alto.
Esse movimento não apenas impactou visualmente, como também construiu uma linha emocional crescente. Como resultado, o público reagiu com entusiasmo e os jurados reconheceram a força simbólica da apresentação.
Ao final, Ciça desceu do último carro alegórico cercado por componentes e torcedores, visivelmente emocionado. Portanto, a Viradouro conseguiu algo raro: unir técnica, coerência temática e emoção genuína em um único espetáculo.
Enquanto outras escolas apostaram em efeitos grandiosos, a Vermelho e Branco priorizou identidade, narrativa e protagonismo humano. Consequentemente, o desfile ganhou profundidade e se destacou em meio à competitividade do Grupo Especial.
Durante a avaliação diária, o júri indicou Imperatriz como finalista no domingo, Viradouro na segunda-feira e Vila Isabel na terça-feira. No entanto, foi a escola de Niterói que manteve maior consistência e garantiu o reconhecimento máximo da premiação.
Outras escolas e artistas também se destacam na premiação

Além da vitória da Viradouro, o Estandarte de Ouro 2026 reconheceu talentos individuais e coletivos.
Igor Sorriso, do Salgueiro, venceu na categoria puxador. Ele conquistou seu segundo estandarte. O primeiro veio em 2011, quando estreou no Grupo Especial pela São Clemente e levou o prêmio de revelação.
Já a porta-bandeira Cintya Santos, da Mangueira, recebeu o prêmio da categoria neste ano. Conhecida como “Furacão”, ela conquistou seu segundo estandarte. O primeiro ocorreu em 2023, durante sua estreia na Verde e Rosa.
Na bateria, a Unidos da Tijuca levou o troféu. Por sua vez, a Tuiuti conquistou o reconhecimento pela melhor ala das baianas. Enquanto isso, a Mocidade venceu na ala das passistas.
O presidente do júri, Marcelo de Melo, destacou um ponto importante: muitas alas de passistas priorizam coreografias excessivas. Em contrapartida, a Mocidade valorizou fundamentos clássicos. “Passista é solista”, reforçou ele.
Na Série Ouro, a Unidos de Padre Miguel venceu como melhor escola. Além disso, o samba-enredo da União do Parque Acari recebeu o título de melhor de 2025. Já na categoria Fernando Pamplona, que premia criatividade com material acessível, a terceira alegoria da Vigário Geral (“Malassombro sertanejo”) garantiu a láurea.
Por fim, o prêmio Destaque do Público será decidido por votação on-line dos leitores, após pré-seleção realizada por jornalistas de O GLOBO e do Extra. Cada escola do Grupo Especial terá um item indicado, o que amplia ainda mais o engajamento popular.
Você acredita que a emoção e a tradição devem pesar mais que os efeitos visuais na escolha da melhor escola de samba?

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