Cientistas identificaram o vírus BiMoV pela primeira vez no Brasil em 2024. Transmitido por pulgões, ele pode afetar plantações de alface, chicória e girassol, colocando em risco a produção agrícola.
Pesquisadores acenderam um sinal de alerta após a detecção de um vírus nunca antes registrado em território nacional. Batizado de BiMoV (Bidens mottle virus), ele foi identificado na cidade de Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo, com potencial para impactar diretamente plantações de alface, chicória e girassol.
O trabalho de investigação foi realizado por cientistas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), em Piracicaba, em parceria com a Unesp de Botucatu. A descoberta foi publicada na revista científica Scientia Agricola e está mobilizando a comunidade acadêmica e o setor produtivo.
Vírus é transmitido por pulgões e já infecta plantas conhecidas
O vírus foi encontrado inicialmente em duas espécies de plantas: a zínia (Zinnia sp.) e o picão-preto (Bidens pilosa), ambas localizadas próximas a cultivos de maracujá no município paulista.
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A zínia apresentava sintomas típicos de mosaico, como linhas amareladas nas folhas, além de alterações na cor e formato do caule. Já o picão-preto exibia manchas foliares.

Após análises microscópicas, os cientistas confirmaram que o agente causador era o BiMoV.
Embora essa seja a primeira vez que o vírus aparece no Brasil, ele é conhecido por sua capacidade de se espalhar com facilidade por meio de pulgões.
Quando esses insetos sugam a seiva de uma planta contaminada, carregam o vírus consigo e o transmitem ao se alimentar de outras plantas saudáveis.
Plantações de alface, chicória e girassol estão entre as mais vulneráveis
Testes laboratoriais revelaram que o vírus também pode infectar cultivos de valor econômico. Alface, chicória e girassol, bastante comuns nas lavouras brasileiras, estão entre os hospedeiros potenciais do BiMoV. Esse fato eleva a preocupação de especialistas quanto à possibilidade de disseminação em escala agrícola.
Até o momento, os danos diretos às plantações ainda não foram completamente quantificados.
No entanto, os sintomas observados indicam que o desenvolvimento das plantas afetadas sofre interferências significativas. Em larga escala, o impacto sobre a produtividade pode ser severo.
Risco de disseminação preocupa cientistas
Segundo Jorge Alberto Marques Rezende, um dos pesquisadores envolvidos na descoberta, ainda não se sabe se o BiMoV já está presente em outras regiões do Brasil.
Em entrevista ao Jornal da USP, ele afirmou: “Esse trabalho servirá para encontrar evidências de ocorrência e danos em plantas de importância econômica que mereçam atenção”.
O pesquisador destaca a importância de monitoramentos contínuos para mapear a presença do vírus em diferentes áreas agrícolas.
A intenção é avaliar a real ameaça às culturas de interesse econômico e elaborar estratégias preventivas.
Essa iniciativa pode ser decisiva para conter o avanço do BiMoV antes que ele alcance plantações comerciais e gere prejuízos mais amplos. Enquanto isso, especialistas recomendam atenção redobrada ao aparecimento de sintomas nas folhas e caules das plantas.
Fonte: Olhar Digital

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